O MPLA chacinou um
quarto dos “Flechas”

Cerca de 25% dos mais de 2.000 “Flechas” angolanos, que lutaram ao lado de Portugal, foram “chacinados” pelo MPLA nos primeiros sete meses após o fim da guerra colonial portuguesa em Angola, indicou hoje um historiador norte-americano. John P. Cann, entrevistado pela agência Lusa a propósito do seu mais recente livro “Os Flechas – Os Caçadores Guerreiros do Leste de Angola – 1965/74”, publicado pela editora Tribuna da História, indicou que só numa operação, realizada em Mavinga, na província de Cuando-Cubango (sudeste), as forças do MPLA abateram 130 bosquímanos. Os…

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E finalmente o parto

O brilhante “criador de palavras” Mia Couto diz, em «Jesusalém», que seria mais acertado dizer «partida» e não «parto», pois é um momento em que se dá a partida de algo que nos pertenceu. Ao dar a luz, a mulher deixa de ter a criança como parte do seu corpo. Daí o parto é a partida duma parte. Por Sedrick de Carvalho Essa partida é dolorosa, pois separar-se de parte do corpo é um processo de vida e morte, e nem preciso falar do índice de mortalidade materno-infantil no nosso…

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Existem três MPLA
– Direito de resposta

“Historiador refuta subtítulo de notícia do Folha 8. O historiador Jean-Michel Mabeko-Tali leu com espanto e indignação o subtítulo dado a uma entrevista sua à Agência Lusa e, parcialmente, reproduzida no jornal Folha 8, na sua edição on-line de 8 de Abril de 2018. O autor vem, por este meio, demarcar-se tanto desse subtítulo sugestivo e sensacionalista (qual deles o pior), quanto das suas subentendidas implicações que em nada correspondem nem ao conteúdo, nem ao espírito da referida entrevista.” Este Direito de Resposta de Jean-Michel Mabeko-Tali, enviado ao Folha 8…

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Existem três MPLA
(qual deles o pior)

O historiador e académico congolês Jean-Michel Mabeko-Tali defendeu hoje em declarações à agência Lusa que o actual Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder desde 1975) está dividido em três – massa popular, classe média e a elite. Jean-Michel Mabeko-Tali, natural do Congo-Brazzaville e professor desde 2002 na Universidade de Howard, em Washington, falava a propósito do livro “Guerrilhas e Lutas Sociais – O MPLA Perante Si Próprio (1960/1977)”, de 814 páginas, a lançar pela editora portuguesa Mercado de Letras. Mabeko-Tali, que vivenciou no Congo os primeiros anos…

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“Governo de Angola tem aldrabado os cabindas”

O activista e jornalista angolano Sedrick de Carvalho afirmou hoje que o Governo de Angola tem estado a “aldrabar” o povo de Cabinda, ao violar todos os acordos já assinados com o enclave para o dotar de autonomia face a Luanda. Sedrick de Carvalho, de 28 anos, falava à agência Lusa por ocasião do lançamento, na próxima segunda-feira, em Lisboa, do livro “Cabinda — Um Território em Disputa”, de que é coordenador, e que conta com textos de outros sete autores angolanos, de e de fora do enclave, sobre a…

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Livro sobre Cabinda
chega hoje às livrarias

A História de Cabinda, na perspectiva do seu estatuto territorial, parte importante da história do enclave, é recuperada em oito ensaios, que chegam hoje às livrarias portuguesas, num livro intitulado “Cabinda: Um território em disputa”. Editado pela Guerra e Paz e organizado pelo activista angolano Sedrick de Carvalho, um dos detidos no “Processo 15+2”, em 2016, o livro apresenta vários ângulos sobre o mesmo assunto — a questão de Cabinda. Aborda-se, nesta obra, a formação do território sob perspectivas históricas e jurídicas, defende-se o direito e dever de resistência contra…

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Cabinda. Com memória
por um diálogo de paz

O livro “Cabinda – Um Território em Disputa”, editado pela “Guerra & Paz” e organizado pelo jornalista Sedrick de Carvalho, será apresentado no dia 9 de Abril, às 18:30, na Bertrand Picoas-Plaza (em Lisboa). São oito os autores que dão voz (e alma) a esta obra: Alberto Oliveira Pinto, Marcolino Moco, Francisco Luemba, Rui Neumann, Orlando Castro, Afonso Justino Waco, Sedrick de Carvalho, José Marcos Mavungo. Situada na região mais a norte de Angola, Cabinda tem sido palco para disputa na secessão territorial com argumentos em torno de questões históricas,…

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Obrigado Tomás Lima Coelho

“Venho participar o fim do meu trabalho de mais de dez anos em prol da(s) literatura(s) produzida(s) por angolanos(as), tanto no país como na diáspora”, afirma Tomás Lima Coelho, autor do livro “Autores e Escritores de Angola (1642-2015)”, uma Obra exemplar que coloca Angola como o primeiro dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa a possuir um acervo desta natureza. “Quando em 2016, ano em que foi apresentado pela primeira vez o meu livro “Autores e Escritores de Angola (1642-2015)”, queria dar o trabalho por concluído, houve alguma insistência por…

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Há economia para lá do petróleo? Sempre houve!

O gestor de concessões da petrolífera angolana Sonangol, António Feijó Júnior, considerou hoje, em entrevista à Lusa, que “o petróleo não pode ser o único recurso do país” e garantiu que as críticas das operadoras internacionais “estão a ser resolvidas”. Com a chegada ao Poder de João Lourenço todos estão a descobrir a pólvora… “O petróleo não pode ser o único recurso do país, primeiro porque limita o próprio desenvolvimento, depois porque é um produto finito e poluidor, e Angola não pode ter só esse produto em comercialização, até porque…

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