Jacarés do MPLA são, hoje, todos vegetarianos?

Quando se fala de corrupção em Angola, fala-se do MPLA. E não há vários MPLA. Há só um. O de Agostinho Neto, o de José Eduardo dos Santos, o de João Lourenço. E os jacarés, sejam do Kwanza, do Queve, do Cunene ou do Cuando são todos, mesmo todos, carnívoros. Por Norberto Hossi Em 2011, o Ministério Público português estava a investigar uma alegada burla gigantesca ao Estado angolano, supostamente cometida por empresários portugueses com ligações a elementos angolanos do Banco Nacional de Angola. Em causa estavam mais de 300…

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No caso de Cabinda, ONU é (claro) uma filial do MPLA

O movimento independentista Frente de Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC), que reivindica a independência daquela enclave anexado por Angola em 1975, propôs às Nações Unidas a realização de uma cimeira para relançar o processo de paz. “P or ocasião da 75.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que celebra este ano o seu 75.º aniversário, a direcção político-militar da FLEC-FAC aproveita a oportunidade para relançar o processo de paz em Cabinda” e “encoraja” o secretário-geral da ONU, António Guterres, a “incentivar o diálogo…

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A luta continua!

A corrupção mata a esperança no futuro de Portugal. O fenómeno ganhou raízes e é, infelizmente, uma das marcas distintivas do regime democrático português. Bastará estar atento às notícias para constatar que a corrupção contaminou muitas áreas da nossa sociedade, do futebol à cultura, passando pela justiça e pela política. Casos e Protagonistas de A a Z. Com este livro, Paulo de Morais apresenta um registo, para memória futura, do flagelo da corrupção. Retratam-se casos e protagonistas, essencialmente na esfera da política, para que fiquem identificadas as causas do fenómeno…

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O exemplo guineense

O Sindicato dos Magistrados Judiciais da Guiné-Bissau (Asmagui) acusou o poder político guineense de “graves ofensas” à separação de poderes no caso que envolve a ordem de detenção dada por um juiz contra um ministro. Em comunicado, assinado pela presidente Noémia Cá Gomes, a Asmagui cita o exemplo do caso que envolve o juiz Alberto Leão Carlos que ordenou a detenção do ministro dos Transportes e Telecomunicações, por este ter mandado soltar um navio que o magistrado havia mandado apreender. Para a Asmagui, a ‘ordem de soltura’ do navio, dada…

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Servos do “reich” do MPLA

O Governo angolano substituiu a responsável do sector da saúde da embaixada de Angola em Portugal, a qual tem merecido fortes críticas dos doentes que se queixam de passar fome e de terem sido abandonados pelo seu país. É, aliás, uma situação recorrente e que há muito só não envergonha o Governo porque isso é coisa que o MPLA não tem. A exoneração de Rosa da Silva de Almeida, e a nomeação de João José Bastos dos Santos para o cargo de responsável deste sector, foram formalizadas através de dois…

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Branco mau, preto bom?
Preto mau, branco bom?

Uma deputada do Bloco de Esquerda, Sandra Cunha, esteve no dia 25 de Janeiro de 2019 na manifestação de apoio aos moradores do bairro da Jamaica, no Seixal, distrito de Setúbal, onde defendeu que Portugal tem um “problema de racismo institucional”. Esqueceu-se, contudo, de também dizer que Portugal tem em alguns dos seus deputados um problema de nanismo intelectual e civilizacional, para além de um manifesto complexo de inferioridade. Por Orlando Castro “O combate à violência passa também pelo combate aos preconceitos, ao racismo, à xenofobia e nós sabemos que…

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Da AIPEX à AICEP e ao… Observatório

A Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) angolana anunciou hoje que o país já assinou Acordos de Promoção e Protecção Recíproca de Investimentos (APPRI) com onze países, entre os quais Portugal. Em África, Angola tem acordos nesse domínio com a África do Sul, Guiné Bissau e Cabo Verde, na Ásia, com o Qatar, e na Europa com Portugal, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Itália, Rússia e França. Acordos dessa natureza com o Japão, Ucrânia e Bielorrússia estão em negociação, segundo informou a AIPEX durante um seminário APPRI. Os…

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PGR de Angola desconhece leis de países onde pleiteia

A recente nacionalização da Efacec e a informação distorcida passada pelo Procurador-Geral da República de Angola, general doutor, Pitta Groz, ao Titular do Poder Executivo, levando, erroneamente, João Lourenço a enquadrar o acto do governo português, de 2 de Julho de 2020, como estando no quadro da cooperação judiciária, entre os dois países. A nacionalização da empresa eléctrica, através do Decreto-Lei n.º 33-A/2020 de 2 de Julho, está fora dos acordos. Logo é uma ofensa à razoabilidade jurídica, tal interpretação e, mais grave é da irracionalidade e raiva na gestão…

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Portugal nacionaliza a Efacec

O Governo português anunciou que vai nacionalizar 71,73% do capital social da empresa Efacec Power Solutions. Esta medida garante, segundo o Executivo a “salvaguarda de cerca de 2.500 postos de trabalho” e a “continuidade da empresa”. A reprivatização deverá ser a fase seguinte. “E sta participação social é detida pela sociedade Winterfell 2, com sede em Malta, e indirectamente controlada por Isabel dos Santos”, disse, por sua vez, o ministro da Economia. “O Conselho de Ministros tomou esta decisão porque a Efacec está em situação de grande impasse accionista, na…

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De Cabinda a Timor-Leste

O especialista em defesa e segurança, Luís Brás Bernardino, considera que o conflito de Cabinda é “um problema essencialmente africano” e que Portugal não se deve envolver, pois seria difícil manter a neutralidade. É caso para perguntar: Desde quando é que a neutralidade foi essencial, importante ou sequer algo a considerar por Portugal? O território de Cabinda, anexado por Angola e transformado em sua província (tal como a Indonésia fez em relação a Timor-Leste), é um enclave delimitado pela República Democrática do Congo e pelo Oceano Atlântico, é palco de…

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