A inauguração do maior projecto económico desta última década em Angola, o Aproveitamento Hidroeléctrico (AH) da Laúca, que estava prevista para hoje, e que deveria contar com a presença do Presidente José Eduardo dos Santos, recentemente regressado de Espanha, foi adiada para o próximo dia 28. Por Pedrowski Teca [dropcap]A[/dropcap] construção da AH Laúca pela empresa de proveniência brasileira, a Odebrecht, emprega mais de 9 mil trabalhadores nacionais e estrangeiros, dos quais, segundo informações obtidas pelo Folha 8, 70% corre o risco de desemprego por causa de situações económicas. Após…
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Adiada a inauguração
Os angolanos ainda não
sabem viver sem… comer
A venda, montagem e manutenção de antenas parabólicas representa um ganha-pão para dezenas de jovens de Luanda, mas os tempos já foram melhores, por causa da crise que afecta o país desde finais de 2014 e que, recorde-se, resulta da incompetência de um regime que nunca quis diversificar a economia. [dropcap]U[/dropcap]ma reportagem da Lusa encontrou alguns destes jovens, com formação básica e que trabalham por norma de segunda a sábado, na zona da Vila Alice, centro da cidade de Luanda, nas imediações de uma empresa de comercializa receptores de televisão…
Leia maisA economia como factor de revolta iminente
A agência de notação financeira Moody’s estima que Angola vá enfrentar este ano maior instabilidade social, apesar do abrandamento da austeridade graças ao aumento da produção de petróleo, e prevê um crescimento económico de 3%. Eis mais umas razões para o regime reforçar a repressão… democrática. [dropcap]N[/dropcap]um relatório sobre os “ratings” (classificação de risco) dos países da África subsaariana, a Moody’s diz que “os países mais expostos ao risco de instabilidade social incluem Angola, Camarões, República Democrática do Congo, Ruanda e Uganda”, recorrendo a indicadores como o tempo de permanência…
Leia maisFMI tem receitas para todos os gostos e feitios
O director para África do Fundo Monetário Internacional, Abebe Selassie, manteve hoje um encontro com o ministro das Finanças de Angola, Archer Mangueira, com o qual abordou os novos desafios da economia angolana face à baixa do preço do petróleo. [dropcap]A[/dropcap]bebe Selassie ocupa o cargo desde Setembro passado e é (como outros) uma espécie de perito itinerante do FMI capaz de saber tudo sobre as diferentes economias, sejam elas a portuguesa, a do Burkina Faso ou, agora, a de Angola. “Estou aqui para me reunir com as autoridades angolanas, isto…
Leia maisJuventude de Cabinda
não come petróleo
O Secretário Provincial da J.P.A – (Juventude Patriótica de Angola) organismo Juvenil da CASA-CE em Cabinda, escreveu uma Carta Aberta à Governadora Aldina Matilde da Lomba Catembo, a propósito da crise do emprego no Campo Petrolífero do Malongo e a sua consequência para jovens e famílias cabindenses. Eis o seu conteúdo. [dropcap] “E[/dropcap] xma. Senhora Aldina Matilde da Lomba Catembo, Governadora Provincial de Cabinda, O Secretário Provincial da J.P.A – (Juventude Patriótica de Angola) organismo Juvenil da CASA-CE em Cabinda, tem vindo a acompanhar, com grande preocupação, a onda de…
Leia maisO jornalismo (ainda) existe!
Gostamos (por defeito de fabrico) de manter viva a peregrina ideia gerada e nascida em Angola, de que não se é Jornalista sete horas por dia a uns tantos kwanzas, dólares ou euros por mês, mas sim 24 horas por dia… mesmo estando desempregado. Por Orlando Castro [dropcap]R[/dropcap]econhecemos, contudo, que essa é uma máxima cada vez menos utilizada e, até, menosprezada por muitos dos que mais recentemente chegaram a esta profissão e, até, pelos que há muito vagueiam pelas redacções mas que só agora estão (se é que estão) a…
Leia maisNum ano, 60 mil perderam o emprego
O presidente da Associação Industrial de Angola (AIA) disse à Lusa que as empresas angolanas terão despedido no último ano mais de 60.000 trabalhadores devido à crise financeira e económica que afecta o país. [dropcap]D[/dropcap]e acordo com José Severino, na origem destas estimativas estão dados dos associados da AIA e dos sindicatos, com a situação a afectar, até Maio passado, essencialmente os sectores da construção civil e dos petróleos. “Os dados são desde Junho do ano passado e indicam que a crise também afectou muito o total de trabalhadores na…
Leia maisFamintos sim, matumbos não
O MPLA resolveu, mais uma vez, vestir a pela de cordeiro e vir a público dizer que está preocupado com os seus escravos. A estratégia é antiga mas, mesmo assim, apanha na sempre na os mais ingénuos. [dropcap]A[/dropcap]ssim, hoje, o MPLA reconheceu (é preciso ter uma lata descomunal) que as comemorações do dia do Trabalhador no país acontecem este ano num momento “particularmente difícil, do ponto de vista económico e social”. É assim há 40 anos. Também é assim a repetição até à exaustão da tese: olhai para o que…
Leia maisUnicer culpa Angola
A Unicer anunciou que vai proceder ao ajustamento da sua estrutura, devido à retracção de alguns mercados, sobretudo o angolano, o que vai culminar com o fecho da unidade de produção de refrigerantes em Santarém (Portugal). [dropcap]E[/dropcap] m comunicado, a cervejeira explicou que “vai recorrer a um parceiro para a produção das suas marcas de refrigerantes e, desta forma, desactivar esta sua unidade”, designada Rical – Empresa Produtora de Refrigerantes e Águas, o que levará à dispensa dos seus 70 trabalhadores. Segundo fonte oficial da empresa, foi encontrada uma solução…
Leia maisRecessão e tensão social
A descida do preço do barril do petróleo para níveis próximos dos fixados no orçamento rectificativo 40 dólares está a fazer tremer os alicerces da estabilidade económica de Angola e pode colocar o país, no último trimestre deste ano, à beira de uma recessão técnica. [dropcap]O[/dropcap] alerta, da autoria do reputado economista Alves da Rocha, coincide com a baixa para 3,5%, contra os 4,7% inicialmente previstos, da perspectiva de crescimento económico de Angola para este ano. Se, no passado, as receitas não petrolíferas atingiam os 700 milhões de dólares mensais,…
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