A venda, montagem e manutenção de antenas parabólicas representa um ganha-pão para dezenas de jovens de Luanda, mas os tempos já foram melhores, por causa da crise que afecta o país desde finais de 2014 e que, recorde-se, resulta da incompetência de um regime que nunca quis diversificar a economia. Uma reportagem da Lusa encontrou alguns destes jovens, com formação básica e que trabalham por norma de segunda a sábado, na zona da Vila Alice, centro da cidade de Luanda, nas imediações de uma empresa de comercializa receptores de televisão…
Leia maisEtiqueta: desemprego
Os angolanos ainda não
A economia como factor de revolta iminente
A agência de notação financeira Moody’s estima que Angola vá enfrentar este ano maior instabilidade social, apesar do abrandamento da austeridade graças ao aumento da produção de petróleo, e prevê um crescimento económico de 3%. Eis mais umas razões para o regime reforçar a repressão… democrática. Num relatório sobre os “ratings” (classificação de risco) dos países da África subsaariana, a Moody’s diz que “os países mais expostos ao risco de instabilidade social incluem Angola, Camarões, República Democrática do Congo, Ruanda e Uganda”, recorrendo a indicadores como o tempo de permanência…
Leia maisFMI tem receitas para todos os gostos e feitios
O director para África do Fundo Monetário Internacional, Abebe Selassie, manteve hoje um encontro com o ministro das Finanças de Angola, Archer Mangueira, com o qual abordou os novos desafios da economia angolana face à baixa do preço do petróleo. Abebe Selassie ocupa o cargo desde Setembro passado e é (como outros) uma espécie de perito itinerante do FMI capaz de saber tudo sobre as diferentes economias, sejam elas a portuguesa, a do Burkina Faso ou, agora, a de Angola. “Estou aqui para me reunir com as autoridades angolanas, isto…
Leia maisJuventude de Cabinda
não come petróleo
O Secretário Provincial da J.P.A – (Juventude Patriótica de Angola) organismo Juvenil da CASA-CE em Cabinda, escreveu uma Carta Aberta à Governadora Aldina Matilde da Lomba Catembo, a propósito da crise do emprego no Campo Petrolífero do Malongo e a sua consequência para jovens e famílias cabindenses. Eis o seu conteúdo. “E xma. Senhora Aldina Matilde da Lomba Catembo, Governadora Provincial de Cabinda, O Secretário Provincial da J.P.A – (Juventude Patriótica de Angola) organismo Juvenil da CASA-CE em Cabinda, tem vindo a acompanhar, com grande preocupação, a onda de desemprego…
Leia maisO jornalismo (ainda) existe!
Gostamos (por defeito de fabrico) de manter viva a peregrina ideia gerada e nascida em Angola, de que não se é Jornalista sete horas por dia a uns tantos kwanzas, dólares ou euros por mês, mas sim 24 horas por dia… mesmo estando desempregado. Por Orlando Castro Reconhecemos, contudo, que essa é uma máxima cada vez menos utilizada e, até, menosprezada por muitos dos que mais recentemente chegaram a esta profissão e, até, pelos que há muito vagueiam pelas redacções mas que só agora estão (se é que estão) a…
Leia maisNum ano, 60 mil perderam o emprego
O presidente da Associação Industrial de Angola (AIA) disse à Lusa que as empresas angolanas terão despedido no último ano mais de 60.000 trabalhadores devido à crise financeira e económica que afecta o país. De acordo com José Severino, na origem destas estimativas estão dados dos associados da AIA e dos sindicatos, com a situação a afectar, até Maio passado, essencialmente os sectores da construção civil e dos petróleos. “Os dados são desde Junho do ano passado e indicam que a crise também afectou muito o total de trabalhadores na…
Leia maisFamintos sim, matumbos não
O MPLA resolveu, mais uma vez, vestir a pela de cordeiro e vir a público dizer que está preocupado com os seus escravos. A estratégia é antiga mas, mesmo assim, apanha na sempre na os mais ingénuos. Assim, hoje, o MPLA reconheceu (é preciso ter uma lata descomunal) que as comemorações do dia do Trabalhador no país acontecem este ano num momento “particularmente difícil, do ponto de vista económico e social”. É assim há 40 anos. Também é assim a repetição até à exaustão da tese: olhai para o que…
Leia maisUnicer culpa Angola
A Unicer anunciou que vai proceder ao ajustamento da sua estrutura, devido à retracção de alguns mercados, sobretudo o angolano, o que vai culminar com o fecho da unidade de produção de refrigerantes em Santarém (Portugal). E m comunicado, a cervejeira explicou que “vai recorrer a um parceiro para a produção das suas marcas de refrigerantes e, desta forma, desactivar esta sua unidade”, designada Rical – Empresa Produtora de Refrigerantes e Águas, o que levará à dispensa dos seus 70 trabalhadores. Segundo fonte oficial da empresa, foi encontrada uma solução…
Leia maisRecessão e tensão social
A descida do preço do barril do petróleo para níveis próximos dos fixados no orçamento rectificativo 40 dólares está a fazer tremer os alicerces da estabilidade económica de Angola e pode colocar o país, no último trimestre deste ano, à beira de uma recessão técnica. O alerta, da autoria do reputado economista Alves da Rocha, coincide com a baixa para 3,5%, contra os 4,7% inicialmente previstos, da perspectiva de crescimento económico de Angola para este ano. Se, no passado, as receitas não petrolíferas atingiam os 700 milhões de dólares mensais,…
Leia maisPortugueses entre o regresso à força ou… ficar e resistir
Quando Mário Rodrigues chegou a Luanda, em Agosto de 2014, Maria Peixoto já se tinha estabelecido em Angola há uma década, altura em que o país crescia a toda a força, com o fim da guerra. N unca se conheceram e Mário acaba de regressar a Portugal, com salários em atraso, enquanto Maria ainda hoje não consegue dizer se está em Angola para ficar. Ambos são exemplo de duas gerações de portugueses que se voltaram para Angola, estima-se que cerca de 200 mil actualmente, à procura de oportunidades que o…
Leia mais
