Crimes “chapa cinco”

O empresário angolano Carlos São Vicente, genro de Agostinho Neto, começou hoje a ser ouvido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola, depois de ter sido constituído arguido por suspeita dos crimes de peculato e branqueamento de capitais entre outros. [dropcap]E[/dropcap]m causa está o congelamento de uma conta bancária de Carlos São Vicente na Suíça, com cerca de 900 milhões de dólares, o equivalente a 752 milhões de euros, por suspeitas de lavagem de dinheiro, segundo divulgou um blogue suíço que acompanha questões judiciais naquele país, citando um despacho do…

Leia mais

Novela luso-angolana de Bruce Lee é êxito garantido

Isabel dos Santos diz que intenção da Procuradoria-Geral de Angola, com o apoio da sua homóloga de Portugal, de emitir mandado de captura “é injustificada”, desde logo porque – diz – sempre esteve disponível para colaborar com a justiça. É mais um folhetim da novela “escrita” por Bruce Lee e gravada em Luanda e Lisboa. [dropcap] “T[/dropcap] em havido uma plena e absoluta disponibilidade da senhora engenheira Isabel dos Santos, através dos seus advogados, para se manter em permanente contacto com os tribunais e os processos existentes nos vários países,…

Leia mais

Viver sem comer, morrer sem ficar doente

Até agora, “pouco mais de cinco mil testes” foram feitos em Angola, disse Luís Bernardino, numa intervenção durante um seminário online promovido pela Fundação Rui Cunha e pelo jornal Plataforma, ambos de Macau, subordinado ao tema “Vamos desconfinar? Saúde Pública Opções Privadas”. Aí está a regra de ouro. Não fazendo testes… não há infectados. Não havendo infectados… somos os melhores. [dropcap] “H[/dropcap] á casos locais, mas só foram detectados 45″, disse o médico, para salientar a “grande discrepância” entre os países africanos, recorrendo ao exemplo vizinho da República Democrática do…

Leia mais

A razão da força

Quarenta e cinco dias depois de decretar o primeiro estado de emergência devido à pandemia de Covid-19, Angola registou quase menos três mil crimes do que no mesmo período do ano anterior e mais de 12 mil detenções. O MPLA não brinca em serviço. São dezenas de anos a aprimorar a razão da força. [dropcap]O[/dropcap]s números foram divulgados pelo porta-voz da polícia, subcomissário Valdemar José, no ponto de situação sobre a actuação das forças de defesa e segurança, no primeiro dia da terceira prorrogação do estado de emergência, declarado desde…

Leia mais

Não é justiça, é humilhação

Mais um (são tantos que já se perdeu a conta) acto de parcialidade, desrespeito pelas leis, partidocracia e algum, provavelmente muito, boçalismo raivoso, foi dado ao país (e ao mundo) pela Procuradoria-Geral da República, no dia 29 de Fevereiro, aquando da prisão de um oficial general na reforma, sob um argumento (sejamos benevolentes) falacioso e mentiroso. O Ministério Público MENTIU! [dropcap]P[/dropcap]RIMEIRA MENTIRA: Não havia sido constituído arguido Bento dos Santos Kangamba, até ao dia 28 de Fevereiro, altura em que o magistrado-instrutor, Belchior José dos Santos, envia uma nota de…

Leia mais

Como é vontade do MPLA,
no seu reino tudo é coxo

A Polícia do MPLA (que deveria ser nacional e, portanto, de todos) reconheceu esta sexta-feira que o seu sistema de segurança pública “é defeituoso”, e que apesar de acções de prevenção e combate à criminalidade, o mesmo deve ter como suportes a reacção e prevenção primária. Se o governo que tem sido desde 1975 do mesmo partido, o MPLA, é ele próprio “defeituoso”, como é que a Polícia não o seria também? [dropcap] “O[/dropcap] problema está exactamente por nós termos um sistema de segurança pública coxo, porque o sistema devia…

Leia mais

Uma entrevista bomba proibida em democracia

A rota do país foi, pelos alemães, “belicamente dinamitada”, no passado dia 2, através de um microfone colocado pela DW diante do Presidente da República, João Lourenço. Os estilhaços verbais foram muitos e, voluntária ou involuntariamente, atingiram vários alvos: políticos, parlamentares, judiciais, partidários e da sociedade civil. Por William Tonet [dropcap]A[/dropcap] maioria dos cidadãos, até os bajuladores, esperava maior contenção verbal, do mais alto magistrado do país, mas a emoção, numa primeira fase e, noutra, o excesso de poder (todos poderes do Estado), inibiram-no de navegar nas águas da humildade…

Leia mais

Sorriam. A corrupção “não é um problema africano”

O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina, defendeu em declarações à Lusa que a corrupção “não é um problema africano” e salientou que a apropriação de recursos do Estado por um indivíduo não é admissível. [dropcap] “A[/dropcap] corrupção não é um problema africano, está em todo o lado onde há ganância, quando os indivíduos são gananciosos, fazem coisas más, e a questão é garantir que não o fazem com dinheiros do Estado”, respondeu Akinwumi Adesina, quando questionado sobre o impacto da divulgação do escândalo financeiro conhecido como…

Leia mais

O corrupto testa-de-ferro do PGR de Angola

Os processos-crime abertos pela Procuradoria-Geral da República contra diversas individualidades que contribuíram para a depredação desbragada e amoral do erário nacional têm trazido alento a diversos sectores da sociedade angolana que, antes cépticos em relação ao discurso anticorrupção de João Lourenço, reconhecem agora haver um combate tanto contra a corrupção como contra o peculato, o tráfico de influências e outros males que levaram Angola ao marasmo económico-financeiro. Por Nuno Álvaro Dala [dropcap]N[/dropcap]este sentido, e por inerência de funções, o Procurador-Geral da República, Hélder Fernando Pitta Gróz, tem-se apresentado como o…

Leia mais

Já passaram 45 anos e ainda
há tantas feridas sem cura

Definido, em Portugal, com a Lei 7/74, o direito dos povos coloniais à autodeterminação, com todas as suas consequências, incluindo “a aceitação da independência dos territórios ultramarinos”, estava dado o sinal para as populações brancas das colónias de que o processo de descolonização iria entrar na fase definitiva. [dropcap]Q[/dropcap]uanto a Angola, considerando as previsíveis dificuldades de aproximação dos três movimentos de libertação e a amplitude da comunidade branca angolana, o presidente da República e, de forma geral os órgãos de soberania portugueses, interrogavam se legitimamente sobre a melhor forma de…

Leia mais