A unidade de análise económica do Standard Bank considera que a economia de Angola vai crescer 1,2% este ano e 2,4% em 2019, depois de dois anos de recessão acumulada acima de 5%. Análises para todos os gostos (e necessidades) é coisa que não falta. [dropcap] “V[/dropcap] emos um aumento no crescimento do Produto Interno Bruto este ano e no próximo, chegando a 1,2% em 2018 e 2,4% em 2019, alicerçado na melhoria dos preços do petróleo, que devem melhorar a liquidez de moeda externa e potenciar a procura interna”,…
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Previsões económicas
Teremos (com sorte) um crescimento fraquinho
As Nações Unidas reviram em baixa a previsão de crescimento de Angola para este ano, de 2,7% para 2%, devido à dependência da economia do petróleo, cuja subida de preço não deverá compensar a descida da produção. Ou seja, tudo como dantes. Falta apenas levar em conta a versão do MPLA/Estado que, como habitualmente, vai apresentar números mais aliciantes. [dropcap] “O[/dropcap] Produto Interno Bruto (PIB) de 2018 em Angola foi revisto em baixa para 2% nesta edição do relatório sobre a Situação Económica Mundial, comparando com 2,7% anteriormente, no seguimento…
Leia maisInvestidores colocam-nos
na sua agenda de negócios
As consultoras Mergermarket e Control Risks consideram que Angola está a tornar-se um país mais atractivo para investir graças às reformas lançadas, mas alertam que o domínio das empresas públicas permanece um desafio para os investidores. [dropcap] “A[/dropcap]ngola é vista como um anfitrião de mais negócios no futuro”, lê-se no relatório da Control Risks, que juntamente com a Mergermarket, lançou um estudo sobre a realização de fusões e aquisições em África. No relatório lê-se que Angola tomou medidas “para aumentar o crescimento e a diversificação, e melhorar a participação do…
Leia maisDívida “come” 55,4%
das receitas fiscais
Angola é o país do mundo com o maior pagamento de dívida face às receitas, ultrapassando a fasquia dos 55%, o que significa que, por cada 100 dólares de receitas fiscais, 55 são para pagar a dívida. [dropcap]D[/dropcap]e acordo com os cálculos do Comité para o Jubileu da Dívida, baseados em números do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, Angola é, dos 20 países elencados, aquele onde o peso da dívida mais se faz sentir no orçamento, “comendo” 55,4% de todas as receitas fiscais que entram nos cofres do…
Leia maisTudo nas “mãos” do petróleo
O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para Angola, Ricardo Velloso, disse hoje que a instituição está disponível para negociar um programa de assistência financeira com o Governo angolano, mas admite que não haja necessidade face à valorização do petróleo. [dropcap]A[/dropcap] posição foi transmitida pelo economista brasileiro Ricardo Velloso, hoje, em Luanda, na conclusão de duas semanas de reuniões dos especialistas do FMI com o Governo e instituições angolanas, no âmbito das consultas regulares ao abrigo do Artigo IV. “Nós não recebemos qualquer pedido de apoio financeiro das…
Leia maisFMI diz: Sim, não, talvez ou
… antes pelo contrário
O Fundo Monetário Internacional (FMI) enalteceu hoje em Luanda a “boa decisão” de Angola adoptar uma taxa de câmbio flutuante, a qual, considera, “vai dar frutos para o país ao longo do tempo”. Quanto ao curto e médios prazos… salve-se quem puder. [dropcap]A[/dropcap] posição foi hoje expressa pelo chefe da Missão de Supervisão Económica para Angola do FMI, Ricardo Velloso, que hoje realizou a primeira de várias reuniões com as entidades governamentais angolanas e do sector privado, previstas para duas semanas de trabalho no país. Ricardo Velloso, que falava à…
Leia maisBAD financia mas…
O Governo angolano está a negociar um financiamento de tesouraria do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), de 700 milhões de dólares (565 milhões de euros), mas que está condicionado à implementação de reformas socioeconómicas em Angola. [dropcap]D[/dropcap]e acordo com informação constante do Plano de Endividamento Anual (PAE) de 2018, elaborado pelo Ministério das Finanças, esse financiamento ao Estado angolano seria enquadrado para a execução de diversos projectos públicos. Contudo, lê-se no documento, “entendeu-se que os fundos poderão ser canalizados para o apoio à tesouraria”. “Entretanto, o respectivo financiamento está pendente…
Leia maisContas (à e) por medida
são uma bomba atómica
O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) estima que Angola tenha escapado à recessão em 2016, tendo crescido 0,1%, e acelerado no ano passado para 2,1%, abaixo dos 2,4% previstos para este ano. Assim, deveremos crescer menos de 3% até 2020, depois de as receitas terem caído mais de 50% desde 2014, obrigando o executivo a aumentar a dívida pública para 71,5% do Produto Interno Bruto (PIB). [dropcap] “A[/dropcap] dívida pública subiu de 65,4% do PIB em 2015 para 71,5% em 2016, reflectindo o aumento do volume do financiamento no mercado…
Leia maisQuando o (a)normal vira novidade
1. A imprensa independente angolana nunca foi tão importante para a incipiente democracia como agora, principalmente, quando as bolsas da oposição, encabeçados pelos líderes, adormecem ante a cavalgada do novo inquilino da Cidade Alta. Por William Tonet [dropcap]J[/dropcap]oão Lourenço com algumas medidas ousadas (paliativas – exonerações), um discurso de aparente rigor, hasteando a bandeira da luta contra a corrupção, mais se parece um outsider do regime (qual lobo com pele de cordeiro), prometendo combater os ladrões, mas logo depois, amnistiando-os se, de livre e espontânea vontade, devolverem umas migalhas a…
Leia mais(Fala)ciosas contas do OGE
O gabinete de estudos económicos do Standard Bank considera que o Orçamento Geral de Angola para 2018 comporta “riscos substanciais”, nomeadamente se o crescimento económico e as receitas do petróleo ficarem aquém do estimado pelo Governo. Mais uma entidade a confirmar o que o Folha 8 tem escrito. [dropcap] “A[/dropcap] pesar de o orçamento para 2018 indicar a continuação do esforço de consolidação orçamental, a nossa primeira análise indica a presença de riscos orçamentais substanciais, especialmente se as ambições de crescimento não se materializarem ou se as receitas do petróleo…
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