Sem tiros mas longe da paz

O Memorando do Luena, de 4 Abril de 2002, trouxe o fim formal da longa guerra civil angolana, entre o governo dominado desde 1975 pelo MPLA e a UNITA. Passados 15 anos, os poucos que tinham milhões têm mais milhões, e os muitos milhões que tinham pouco ou nada continuam a ter pouco, nada ou ainda menos. Por Orlando Castro A solução militar do conflito consubstanciada no assassinato do líder da UNITA, Jonas Savimbi, reforçou o poder do vencedor, o MPLA, e apenas permitiu até agora mascarar as raízes do…

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De bem com Deus e…
(já agora) com o Diabo

Os bispos católicos angolanos defenderam hoje que Angola precisa de um Governo competente, que “governe para todos e não apenas para aqueles que o elegeram e, pior ainda, para uma elite de privilegiados”. Por Orlando Castro Ao longo dos 41 anos de independência, mas sobretudo durante os 38 anos que José Eduardo dos Santos leva como Presidente da República, nunca nominalmente eleito, a maioria dos bispos católicos têm apoiado o Presidente da República (José Eduardo dos Santos) às segundas, quartas e sextas, o Titular do Poder Executivo (José Eduardo dos…

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Siga a pena de morte

O reino esclavagista de Teodoro Obiang, também conhecido por Guiné Equatorial, acaba de passar um (mais um) monumental atestado de estupidez aos restantes membros da Comunidade de Países de Língua (mais ou menos) Portuguesa – CPLP. Tudo normal, portanto. De cócoras, cantando e rindo, eles lá vão… levados, levados sim! Por Orlando Castro Assim o reino de Obiang (amigo íntimo de José Eduardo dos Santos) diz que está disposto a abolir “imediatamente” a pena de morte mas só quando for encontrado um “modelo adequado” que tenha em conta o contexto…

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“Deus”, o Rei e o Malandro

José Eduardo dos Santos foi o “escolhido de Deus”, se bem que muitos ainda pensem que ele próprio era o deus. E foi ele, numa dessas duas qualidades, quem escolheu o Malandro para o substituir. Teremos então João Lourenço, o Malandro, como o novo Kim Jong-un de Angola. Ou será o novo Teodoro Obiang? Por Orlando Castro Assegurada que está a esmagadora vitória do MPLA nas eleições previstas para Agosto (nesta Angola o regime não deixa para amanhã o que pode ganhar hoje), o Folha 8 inicia já a campanha…

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Pobres sim. Matumbos não!

João Lourenço, cabeça-de-lista do MPLA às eleições gerais previstas para Agosto em Angola, lamentou hoje a existência de “pobreza extrema” no país, que relacionou com o conflito armado terminado em 2002, prometendo combater essa realidade. Tal como o seu patrono e patrão, muito gosta o candidato de gozar com a nossa chipala. Por Orlando Castro O candidato do partido no poder desde a independência à sucessão formal de José Eduardo dos Santos na Presidência da República (não à do partido pelo qual concorre) discursava em Viana, arredores de Luanda, perante,…

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Sim, patrão presidente!

O general João Lourenço, ministro da Defesa de Angola, candidato “de jure” do MPLA mas vencedor “de facto” às eleições gerais, exige “respeito” das autoridades portuguesas às “principais entidades do Estado angolano”, admitindo que as relações bilaterais estão agora “frias”. Por Orlando Castro Por outras palavras, o próximo semi-presidente da República (o presidente real continuará a ser José Eduardo dos Santos) está-se nas tintas que Portugal não “respeite” os angolanos, mormente os 20 milhões de pobres. No entanto, o mesmo não se passa com as “principais entidades do Estado angolano”.…

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A princesa soma e segue
e o Povo apenas… morre

Estamos tristes. E neste sentimento somos acompanhados por milhões de outros angolanos. Tudo porque ainda não foi desta que a nossa Santa Isabel (cada país tem a santa que merece) chegou ao mais do que merecido pódio dos mais ricos do mundo. Por Orlando Castro Mesmo assim, honra lhe seja feita, a filha de sua majestade o rei de Angola, José Eduardo dos Santos, resistiu estoicamente à crise económica e o ano passado só conseguiu aumentar em cerca de 100 milhões de dólares a sua fortuna, passando agora a ter…

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Bestas na UNITA,
bestiais no MPLA

O Jornal de Angola, na sua qualidade de órgão oficial do MPLA, pode berrar, saltar e comer as pontas às bissapas. Tem esse direito. Existe exactamente para isso. Tal como existem mercenários e sipaios na UNITA que preferem ser escravos de barriga cheia do que livres com ela vazia… Por Orlando Castro O volume dos guinchos do Jornal de Angola (tal como da TPA, RNA, Angop, etc.) não incomodam. O que nos irrita é o silêncio criminoso e as traições de pessoas que pensávamos ser de bem, sobretudo dos organismos internacionais…

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Por um prato de lentilhas

Paulo Catarro diz que foi jornalista dos bons, trocou a RTP (era correspondente em Angola) pela Sonangol e é o mais recente caso de mercenarismo jornalístico “made in Portugal”. E siga a farra que o bordel está cheio. Lá como cá. Por Orlando Castro Uma trabalhadora independente com lugar marcado nas esquinas da cidade, que seja amiga (ou fornecedora de serviços) do dono, ou do filho do dono, de um jornal, pode de um momento para o outro ser jornalista. Em tempos, o presidente da República de Portugal, Cavaco Silva,…

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Paulo Catarro semeou
e a recompensa aí está

Para sua majestade o rei de Angola, José Eduardo dos Santos, “jornalista” bom, e que quer continuar vivo, é aquele que não viu nada, nada ouviu e que faz tudo para agradar ao regime de quem, aliás, recebe benesses. O mais recente paradigma desta tese chama-se Paulo Catarro. Por Orlando Castro Paulo Catarro deixou a RTP ao fim de 27 anos ao serviço da estação pública portuguesa. A sua decisão, disse, foi “muito ponderada”. Foi correspondente da RTP em Angola desde 2009. Pouco tempo depois converteu-se profissionalmente ao MPLA, foi-lhe…

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