Matias Miguéis, ex-vice-presidente, José Miguel e Ferro e Aço, dirigentes, decidiram continuar a luta, passando-se para as hostes da UPA/FNLA. Neto nunca lhes perdoou a afronta e, em 1964, quando escalaram Brazzaville, tendo Neto se apercebido, ordenou uma caça aos homens. Presos foram transportados para a base. Torturados foram colocados vivos em buracos, com a cabeça de fora, tendo sido nessa condição alvo das mais abjectas sevícias, ao ponto de lhes urinarem. 48 horas depois sucumbiram. Por William Tonet sta morte, coloca ainda Neto, como cúmplice da morte de Deolinda…
Leia maisEtiqueta: 50 anos de independência
ANGOLA – ENTRE O SONHO E O DESENCANTO
Introdução: O marco dos 50 anos. 11 de Novembro de 2025, Angola assinala meio século de independência. Cinquenta anos depois, a data impõe não apenas celebração, mas também reflexão. Por Eugénio Costa Almeida independência foi o ponto culminante de uma luta heróica e longa, que pôs fim a quase cinco séculos de dominação colonial portuguesa. Contudo, o sonho da libertação rapidamente se viu ensombrado por divisões internas, guerra-civil e desigualdades persistentes. A história destes cinquenta anos é, por isso, uma narrativa de conquistas e fracassos, de esperança e desencanto; e…
Leia maisCOM FERRO MATA, COM FERRO MORRERÁ
João Lourenço, o general Presidente da Re(i)pública de Angola, Presidente do MPLA, Titular do Poder Executivo e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas, às vezes diz, outras manda dizer, que eu (tal como todos os que não pensam como ele) sou “burro, bandido e lúmpen”. Agradeço a qualificação, desde logo porque ela significa que, em matéria de angolanidade, qualquer semelhança entre mim e João Lourenço é mera e ténue coincidência. Por Orlando Castro ssim, (des)governados há 50 anos pelo mesmo partido, o MPLA, quererão os angolanos mais do mesmo? Não. Angola é…
Leia maisANGOLA ONTEM, HOJE E AMANHÃ?
Antes da independência, Angola liderava o desenvolvimento económico, social, cultural etc. de todas as colónias portuguesas de então, e em 1974/75 já tinha ultrapassado o nível de vida de Portugal. Todos os angolanos lutavam para serem excelentes, fazendo dessa estratégia a melhor forma de sermos bons. E éramos mesmo bons. A realidade era de tal forma sólida que, mesmo antes do golpe de estado militar em Portugal, já (todos) os angolanos tinham na mente que, mais ano menos ano, seríamos independentes. Por Orlando Castro a altura, aproveitando o golpe de…
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