A UNITA, a CASA-CE, o PRS e a FNLA tomaram conhecimento, “com bastante preocupação”, da notícia tornada pública pela Comissão Nacional Eleitoral, segundo a qual o seu Plenário aprovou escolha das empresas INDRA e SINFIC para a prestação de serviços eleitorais. Eis, na íntegra o Comunicado emitido a este propósito: “E ssa informação não corresponde à verdade, na medida em que, o Plenário da CNE, o único órgão competente para decidir sobre a contratação da logística eleitoral, ainda não teve conhecimento do relatório final da Comissão de Avaliação das propostas…
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Oposição unida contra
Militantes da FNLA exigem expulsão de Lucas Ngonda
Cerca de 1.800 militantes da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), reunidos em “Assembleia Magna”, no Cine São João, em Luanda, exigem, ao invés de suspensão, a expulsão do presidente Lucas Benghy Ngonda do partido, bem como a alteração da data de realização do Congresso para o fim deste mês. Por Antunes Zongo Refira-se que, o Congresso Extraordinário da FNLA foi convocado pela maioria do Comité Central, reunido no passado dia 04.03.17, no qual também foram suspensos dos seus mandatos, o presidente Lucas Ngonda e o secretário-geral, António Muhongo.…
Leia maisSondagem da FoA dá vitória (40,4%) à CASA-CE
Uma sondagem feita pela organização da sociedade civil Friends of Angola (FoA), sedeada nos Estados Unidos da América, aponta que, caso as eleições previstas para este ano sejam justas, a coligação eleitoral CASA-CE vence o pleito. Asondagem durou um mês – de Dezembro de 2016 a Janeiro do ano em curso -, e atribui 40,4 por cento dos votos à coligação chefiada por Abel Chivukuvuku, organização política criada quatro meses antes das eleições de 2012 e que, ainda assim, conquistou oito lugares na Assembleia Nacional. No total foram sete os…
Leia maisFarra (para a fraude) na CNE
O Parlamento do MPLA, dito angolano para parecer uma democracia, aprovou resolução reconduzindo no cargo o presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), André da Silva Neto, sob críticas das bancadas da oposição, que pediram coerência nas suas responsabilidades. A resolução foi aprovada hoje com os votos a favor (estranho, não é?) do MPLA, da FNLA (versão 2 do MPLA) e do PRS (versão 3 do MPLA), enquanto os deputados da CASA-CE votaram contra, além da abstenção (uma versão amena do MPLA) da UNITA. Na sua declaração de voto, o deputado…
Leia maisLiberdade na guilhotina
Ponto prévio: Na senda do que vimos defendendo, sobre a necessidade de um Pacto do Regime, capaz de garantir uma transição pacífica, é mister rememorar, não serem boas as rupturas violentas, pois estas geram excessos imprevisíveis, para os povos e países. Por William Tonet Angola já teve rupturas violentas, com resultados desoladores, primeiro no seio dos ex-movimentos de libertação (FNLA, MPLA, UNITA) onde a justiça tinha como procuradores os bajuladores, cabendo o papel de juiz ao líder, que discricionariamente, mandava prender ou assassinar, todos quantos temesse ou pensassem com a…
Leia maisMorreu Mário Soares
Morreu hoje Mário Soares, ex-Presidente da República Portuguesa e fundador do Partido Socialista. Tinha 92 anos. Paz à sua alma. Apesar disso, a morte não transforma nem maus em bons nem bons em maus. Não faz, por isso, sentido que a memória dos vivos apague os registos. É regra que, na morte, todos passem a ser boas pessoas. Mas é uma regra errada. Por Orlando Castro A história de Portugal dos últimos 50 anos tem, para o bem e para o mal, em Mário Soares uma figura sempre presente. Isso…
Leia maisA Invenção do “Pitrol”
Em 1975, Angola estava dividida sob a influência de três movimentos partidários: a FNLA, o MPLA e a UNITA. O MPLA tinha o apoio de 197% dos cidadãos angolanos. Os outros movimentos partidários tiveram necessidade de recorrer a habitantes da Gronelândia e da Antárctida para poderem ter alguns militantes, poucos. Nessa época, o movimento de Agostinho Neto foi capaz de registar, como militantes do seu partido, cidadãos vivos, nunca nascidos e os que haveriam de nascer nas décadas posteriores à sua morte (Singer, 1978). O MPLA iniciou uma guerra civil…
Leia maisOposição abandonou o parlamento (do MPLA)
Os deputados da FNLA, UNITA, CASA-CE e PRS, abandonaram hoje a sessão parlamentar. Em causa está a inclusão para discussão e votação na generalidade – proposta hoje pelo MPLA – dos projectos de Lei do Regimento da Assembleia Nacional, da Lei Orgânica do Sistema de Informação e Gestão dos Processos Eleitorais, bem como a Lei de Alteração à Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais, previstas para 2017. O Bloco Democrático (BD) já reagiu saudando e solidarizando-se com a Oposição e recordando que “estas eleições de 2017 já começaram mal, e…
Leia maisAs crises que nos levaram ao fraccionismo de Neto
O golpe de Estado do 25 de Abril de 1974 em Portugal que pôs fim a mais de 40 anos de ditadura salazarista, a chamada “Revolução dos Cravos”, salvou o MPLA de uma gravíssima crise (na qual já estava encalhado), que teria sem dúvida alguma desembocado num fraccionismo devastador e irreversível. Fraccionismo houve, mas só devastador, não foi irreversível. Logo a seguir a esse importante acontecimento da Dipanda (independência), recebido e sentido em Angola como luz ténue, mas sublime, no fim dum tenebroso túnel, passada a euforia que o sentimento…
Leia maisContra a política da “Pessoa Única” que nos aprisiona
Os partidos da oposição parlamentar organizaram o que poderá ser um marco importante para Angola e a maioria dos angolanos, despidos de amarras ideológicas, se tiverem como objecto principal, uma caminhada em busca da unidade fundamental, para aquisição do governo e poder, ao invés de uma luta individual, para consumo dos egos pessoais dos seus líderes. Por William Tonet P ara vencer o refastelado e pernicioso elefante é preciso mais do que simples vontades discursivas; é preciso mais do que palmadinhas nas costas; é preciso mais do que simples vaidades…
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