O Estado Velho

Pelo 25 de Abril diversos comentários foram logicamente aparecendo nos jornais portugueses e angolanos, relativos à efeméride. Muito é mais do mesmo, e acabamos por olhar para os vários textos com alguma indiferença, que o passar dos anos vai acentuando, esquecendo-nos do que esteve por detrás de tal evento histórico. Por Carlos Pinho (*) Dos textos que li este ano, o que verdadeiramente me marcou foi aquele escrito pelo historiador português Rui Tavares, no jornal Público de 27 de Abril de 2020, intitulado “Portugal, utopia real”. Neste texto, o que…

Leia mais

BD enaltece o 25 de Abril

O Bloco Democrático (BD), em comunicado assinado pelo seu presidente, Justino Pinto de Andrade, “por ocasião do 46º aniversário da Revolução dos Cravos, rende homenagem ao Capitães de Abril que derrubando o regime fascista português, tornou possível coroar de êxitos a longa resistência dos povos de Guiné-Bissau, Moçambique, Angola, Portugal, Cabo-Verde e S. Tomé e Príncipe, protagonizada pelos Movimentos de Libertação e pelas forças democráticas portuguesas”. Acrescenta o BD que “os acontecimentos que precederam e mais ainda os que sucederam de imediato ao 25 de Abril foram fundamentais para as…

Leia mais

Ser livre é…

O Presidente angolano, João Lourenço, assinalou hoje a comemoração do 25 de Abril, acontecimento que marcou a história dos dois povos, enaltecendo a conjugação de esforços entre Angola e Portugal para enfrentar o “momento crítico” devido à Covid-19. Numa mensagem dirigida ao seu homólogo, Marcelo Rebelo de Sousa (ao contrário de si, nominalmente eleito e que não é Titular do Poder Executivo nem líder de nenhum partido) , felicitando o povo português pela celebração do 46º aniversário dessa efeméride, João Lourenço destaca a importância do acontecimento “que resultou dos esforços…

Leia mais

João Lourenço, Capitães de Abril e Marcelo (Caetano)!

«Em 25 de Abril de 1974 o Movimento das Forças Armadas (MFA) derrubou o regime de ditadura que durante 48 anos oprimiu o Povo Português», afirma o Presidente da Associação 25 de Abril (A25A), Vasco Lourenço. Mas não foi assim. Segundo o Presidente do MPLA, da República e Titular do Poder Executivo de Angola, João Lourenço, em entrevista à DW, “quem fez a Revolução dos Cravos em Portugal foram portugueses e aqueles que eram do regime de Marcelo Caetano”. De acordo com Vasco Lourenço, “nessa madrugada do dia inicial, inteiro…

Leia mais

Cabinda (também) esteve presente no “25 de Abril”

A Revolução dos Cravos foi mais uma vez celebrada em Portugal. Em Peniche, o evento juntou activistas dos direitos humanos e várias personalidades da vida social, política e cultural, entre as quais duas ligadas ao movimento de 25 de Abril de 1974: Américo Gonçalves e Carlos Alberto Amaral. Américo Gonçalves participou na acção militar de 16 de Março de 1974 e, enquanto militar, Carlos Alberto Amaral esteve destacado em Peniche para guardar os agentes da PIDE detidos após o movimento revolucionário dos Capitães de Abril. Recorde-se, o derrube da ditadura…

Leia mais

Nvunda e Luaty em Lagos para comemorar Abril

O Município de Lagos (Portugal) preparou um vasto programa de iniciativas no âmbito das Comemorações do 44º Aniversário do 25 de Abril. Estas efemérides serão assinaladas ao longo de todo o mês de Abril num programa especial e diversificado que envolve actividades que vão da cultura, ao desporto, incluindo as cerimónias mais protocolares. No dia 18, pelas 21,30 horas, na rubrica “Desfiando leituras com:” estarão presentes Luaty Beirão (“Sou eu mais livre, então – Diário de um preso político angolano”), Susana André e Carlos Morais (“Angola, um país rico com…

Leia mais

As crises que nos levaram ao fraccionismo de Neto

O golpe de Estado do 25 de Abril de 1974 em Portugal que pôs fim a mais de 40 anos de ditadura salazarista, a chamada “Revolução dos Cravos”, salvou o MPLA de uma gravíssima crise (na qual já estava encalhado), que teria sem dúvida alguma desembocado num fraccionismo devastador e irreversível. Fraccionismo houve, mas só devastador, não foi irreversível. Logo a seguir a esse importante acontecimento da Dipanda (independência), recebido e sentido em Angola como luz ténue, mas sublime, no fim dum tenebroso túnel, passada a euforia que o sentimento…

Leia mais