Portadores de VIH/Sida em Angola ameaçam sair à rua para “protestar contra a falta de antirretrovirais” no país, sobretudo para o tratamento de segunda linha, anunciou a organização não-governamental angolana, Anaso. [dropcap]A[/dropcap] pretensão da manifestação pública de portadores do VIH/Sida em Angola foi apresentada pelo presidente da Rede Angolana das Organizações de Serviços de Sida e Grandes Endemias (Anaso), António Coelho, que diz estar “preocupado com a situação”. Segundo o líder da ONG, neste momento um grande número de pessoas vivendo com o VIH/Sida está preocupado com a ausência dos…
Leia maisEtiqueta: doenças
Fome, fome, fome…
Mais de um terço dos angolanos (Angola tem mais de 30 milhões de habitantes) ficaram privados de comida, água potável e assistência médica e medicamentosa, no ano passado, segundo um inquérito promovido pela organização Afrobarómetro. Nada de novo. Há 45 anos que os autóctones se habituaram a viver sem comer, sem ter assistência médica. Como nem todos têm acesso aos caixotes de lixo dos donos do país (o MPLA), muitos morreram. [dropcap]N[/dropcap]o estudo, os autores sublinham que os dados deixam “a descoberto vulnerabilidades socioeconómicas profundas, que têm tornado extremamente penoso…
Leia maisQuo Vadis, África?
O continente africano assinala amanhã, segunda-feira, o Dia de África, marcado, este ano, pela luta contra a Covid-19 numa região a braços com vários conflitos, diversas endemias, montanhas de corrupção, incompetência governativa generalizada, nepotismo, cleptocracia e onde a integração económica continua longe do desejado e a equidade social é uma miragem. [dropcap]E[/dropcap]m Maio de 1963, à medida que a luta pela independência do domínio colonial ganhava força, líderes de Estados africanos independentes e representantes de movimentos de libertação reuniram-se em Adis Abeba, na Etiópia, para formar uma frente unida na…
Leia maisFome, Covid-19, Malária, morte ou… AK-47?
O analista que segue as economias africanas na consultora Capital Economics considera que Angola pode ser um dos países mais beneficiados com o alívio de dívida, que pode chegar a 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB). A Covid-19 abriu a caixa de Pandora e os pobres podem ter de escolher entre morrer à fome ou pela doença, diz o reitor da Universidade de Moçambique (UDM), Severino Ngoenha. [dropcap] “É[/dropcap] difícil ter números actualizados sobre os pagamentos de dívida divididos por credor, mas os números de 2018 dão uma boa indicação,…
Leia maisPela doença ou pela cura condenados a … morrer
O coronavírus é um inimigo invisível, um invasor que franqueia todas as fronteiras nacionais, dispensando passaportes e autorizações. Ele é, no momento, a arma mais letal de todas, até aqui construídas pelo homem, superando os aviões F-117 Nighthawk; Nortrop Grumman B-2 Spirit (americanos), Sukhoi T-50 (russo), Interceptador J-31 (chinês), todos da linha Stealth (invisíveis), que apesar e todos têm de ser dirigidos. O coronavírus não! [dropcap]E[/dropcap]ntão a única arma capaz de o vencer é a disciplina, o rigor, a competência, o profissionalismo, a boa gestão pública e o respeito pela…
Leia maisNormalização da demagogia
Ainda não há muitos dias o Caetano Júnior, um empregado para todo o serviço do Victor Silva, o soba do jornal da Angola do MPLA que obedece às ordens superiores do Departamento de Informação e Propaganda do Bureau Político do Comité Central do MPLA, aconselhou os críticos do “Reigime” do MPLA a “escreverem menos e a lerem mais”. Por Domingos Kambunji [dropcap]V[/dropcap]oltamos a abordar esta ruminação deste júnior depois de ter saltado para a ribalta a notícia que diz que, só no Cunene, 50 mil crianças ficaram fora do sistema…
Leia maisAgora sim. Só morrerão
os que estiverem… vivos
O combate às grandes endemias, como a malária, VIH/Sida, tuberculose, e a realização de acções para a melhoria na saúde materno-infantil são algumas das prioridades do Ministério da Saúde (Minsa) para este ano. A prioridade é repetida todos os anos, há muitos anos, o que revela mais um falhanço estrondoso do MPLA, o único partido que nos governa há 44 anos. [dropcap]P[/dropcap]ara a realização dessas actividades, o Minsa promete reforçar estratégias com os parceiros nacionais e internacionais, com quem reuniu para alinhar as necessidades ligadas ao capital humano e as…
Leia maisViajo, logo sou o maior
(o Povo, esse… espera)
Ao longo dos mais de 700 dias que decorreram desde que assumiu a presidência de Angola, João Lourenço tem mantido aquilo que o regime do MPLA (e não só) entende como uma intensa diplomacia político-económica, que já o levou a mais de 20 países. Para um país que (não) está em crise, que (só) tem 20 milhões de pobres, é de louvar a estratégia… [dropcap]N[/dropcap]a semana em que se assinalam dois anos desde a sua tomada de posse, a 26 de Setembro de 2017, um balanço feito pela Lusa revela…
Leia maisQue vergonha!
Sete a dez crianças vítimas de violência sexual são atendidas diariamente no Hospital Esperança, em Luanda, para fazer exames periódicos e profilaxia do HIV/Sida e outras doenças de transmissão sexual. Uma vergonha que a todos atinge e que deve ser combatida por todos. [dropcap]O[/dropcap]s dados foram avançados, nesta quarta-feira, pelo coordenador-geral da instituição, António Feijó, no final da visita dos secretários de Estado da Saúde e da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Manuel Vieira Dias e Ruth Mixinge, respectivamente. Dados do Instituto Nacional de Luta Contra a Sida…
Leia maisPor favor, olhem (apenas)
para o que o MPLA propala!
A ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutucuta, afirmou hoje, em Genebra (Suíça), que a saúde universal é uma preocupação global, exigindo uma intervenção concertada contra as grandes endemias. Pois é. Mas quem deve, em primeira linha, preocupar-se com o facto de um total de 86% de crianças angolanas dos 0 aos 23 meses estarem privadas de uma alimentação adequada e nesta faixa etária cerca de 75% estarem igualmente privadas de uma habitação, 71,8% da saúde, 53,8% da água? [dropcap]D[/dropcap]e acordo com a governante, que falava à margem da sessão…
Leia mais