Desde 2002 que a pergunta se coloca. A resposta ainda não chegou. A UNITA prefere ser salva pela crítica ou assassinada pelo elogio? É a ética que deve dirigir a política? As batalhas ganham-se ou perdem-se por causa dos generais ou por causa dos soldados? Por Orlando Castro O s resultados das “eleições” em Angola mostram sucessivamente a humilhação nacional e internacional da UNITA. É claro que, como dizia o Presidente Jonas Savimbi, só é derrotado quem deixa de lutar. Seria, por isso, necessário que a UNITA continue a luta…
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Subalternização? Nem pensar!
Abílio Kamalata Numa, um dos três candidatos à liderança da UNITA, acusa o MPLA, no poder em Angola desde a independência, de estar preocupado com a sua candidatura, por pretender, disse, a “subalternização” do maior partido da oposição angolana. O também general e deputado da UNITA, fez estas declarações à Lusa na parte final de uma campanha eleitoral interna que o levou a percorrer todas as províncias do país, tentando obter o apoio necessário para a chegar à liderança do partido no XII congresso ordinário, a decorrer entre 3 e…
Leia maisUm novo acordo climático na COP21
Ao meio ambiente, seja nos casos de acção ou omissão atribuíveis a um indivíduo ou a um Estado, imputa-se a necessidade de equilíbrio. O espaço natural não constitui preocupação da ecologia exclusivamente, mas também da nossa sociedade enquanto espécie dominante. Por Gabriel Bocorny Guidotti Jornalista e escritor – Porto Alegre, Brasil P ensando nisso, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas 21 (COP21) começou no último domingo (29) na busca um novo acordo global. O evento reúne 195 delegações, mais a União Europeia, e vai prolongar-se até 11 de…
Leia maisPor medo da democracia, MPLA impõe a ditadura da maioria
O ruído partidocrata sobe de tom, em Angola, numa clara demonstração de desnorte do regime do MPLA, que quer bater em tudo e em todos, interna e externamente, como mais recentemente, por força da maioria parlamentar o fez, à boa maneira ditatorial. Criticar um relatório da União Europeia de há mais de dois meses. Por William Tonet P ode a bancada do MPLA fazer isso? Pode do ponto de vista legal, usando a tese da ditadura da maioria, que tudo impõe, aos outros, mas não do da legitimidade, do quadro…
Leia maisO direito dos falsos comediantes
É verdade que a História já absolveu os 17 activistas angolanos pelos putativos crimes que lhes foram imputados absurdamente pelo Ministério Público do seu país. Por Rui Verde doutor em Direito (*) N o entanto, o julgamento decorre numa impressionante modorra, com o fito de adormecer a opiniões pública: só assim se justifica o episódio rocambolesco de proceder à leitura integral do livro de Domingos Cruz em plena audiência. É certo que as provas, inclusive as documentais, têm de ser apresentadas e discutidas em audiência de julgamento, e não nos…
Leia mais(Mais) um ano duro
A Economist Intelligence Unit (EIU) considera que o Governo de Angola “tem um ano duro pela frente” porque vai ter de responder às expectativas da população apesar de ter menos receitas fiscais e espaço de manobra. “O Governo tem um ano duro pela frente, porque vai ter de responder às expectativas cada vez maiores, mas tem um nível de receitas mais baixo e menos espaço de manobra orçamental”, escrevem os analistas da unidade de análise económica da revista britânica ‘The Economis’. Numa análise ao Orçamento do Estado para 2016, enviada…
Leia maisPrimeira preta ministra
da Justiça em Portugal
O trilho da dignidade, da persistência, do comprometimento com a academia em detrimento de cegas ideologias partidocratas é capaz de vencer, mesmo em campos adversos. Por William Tonet P ortugal, país secular, com marcas de colonização em África (séculos XIX e XX-Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde) mas com inúmeros fantasmas preconceituosos, quanto à ascensão de pretos na sua estrutura política, acaba de derrubar mais uma barreira, na luta contra a discriminação racial. O primeiro-ministro, António Costa, derrubou tabus e fronteiras, inaugurando um novo ciclo, para os…
Leia maisJá não há… bilhetes
Aquilo a que o regime chama de “julgamento” dos 17 activistas angolanos acusados de prepararem uma rebelião e um golpe de Estado foi prolongado por mais uma semana. Talvez depois da reunião da Internacional Socialista surjam revelações de que, afinal, o jovens queriam “somalizar” o país. A té agora, em dez dias, apenas cinco dos réus foram ouvidos naqueles episódios que, por regra, os tribunais sérios fazem. Este Tribunal não é sério mas, reconheça-se, quer parecê-lo. Daí imitar os outros. De acordo com o advogado David Mendes, da associação Mãos…
Leia maisA Angola deles e a nossa
O MPLA, reconheça-se, continua a querer transformar Angola deles num país desenvolvido e de referência em África e no Mundo. Estão no poder há 40 anos, mas isso é muito pouco. Por Orlando Castro F azendo nossas as ideias do secretário-geral do partido, Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse”, devidamente autenticadas pelo “escolhido de Deus”, precisa de mais uns 40. Numa primeira fase, é claro. Ficam, contudo, algumas dúvidas. Se a Angola (deles) é, por força da impoluta governação do MPLA que já dura desde 1975, uma referência em todo o…
Leia maisInternacional sócios-à-lista
O secretário-geral do MPLA, Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse”, disse hoje, em entrevista/recado à agência Lusa, esperar que o novo Governo socialista português “mantenha relações boas” entre os dois estados. Por Orlando Castro O dirigente angolano falava à margem da segunda reunião anual da Internacional Socialista, em Luanda, encontro em que a comitiva portuguesa do PS foi aplaudida pelos restantes representantes pela posse do novo Governo de Portugal, na quinta-feira. “As nossas relações entre povos, estados, não podem ser perturbadas, seja qual for a situação. Seja quem vier, quem estiver…
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