Metas contra a pobreza

Enquanto poucos dispõem de muito, muitos dispõem de pouco. Essa é uma das mazelas da sociedade humana, que super-estima o supérfluo. Todos os dias, milhões de pessoas travam batalhas pela sobrevivência, enfrentando inúmeras intempéries. Por Gabriel Bocorny Guidotti (*) A pobreza é um problema global que vitima inocentes. Um mundo melhor caminha na esteira de garantir, a todos, condições dignas de vida. Ainda estamos muito distantes dessa realidade, mas, paulatinamente, é possível chegar lá. A Organização das Nações Unidas (ONU) não ficou parada perante o contexto degradante da pobreza. Semanas…

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A paz na (des)complicada encruzilhada de Moçambique

Escrevemos, no passado, alguns artigos sobre a paz, com a simples finalidade de propor uma fórmula adequada à luz de alguns intelectuais tais como Epicuro, Platão, Aristóteles, Santo Agostinho, Montesquieu, entre outros que já partiram para a vida eterna onde, provavelmente, podem estar com saudades de voltar para a vida física. Por Albath da Cruz A ssim afirmamos, para sustentar a ideia segundo a qual “se morrer é descansar, prefiro viver cansado”. É de salientar ainda que com tais escritos publicados por nós no passado, sobre a paz, pretendíamos ainda…

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Parlamento Europeu VS autoridades angolanas

Embora já muito se tenha falado, escrito, discutido e debatido sobre a resolução do parlamento europeu, em relação a Angola, penso que ainda vou a tempo de meter a minha colherada. Por José Patrocínio (*) M uitas são as perguntas que se levantaram, que se levantam ou se levantariam em relação a este assunto. A minha ideia é tentar mergulhar-me nelas e tentar tirar ideias, sugestões, ou, se não for muito atrevimento meu, conclusões e recomendações. As perguntas mais comuns são: O Parlamento Europeu tem direito de aprovar este tipo…

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A impressão digital

O Director Adjunto do “Jornal de Angola”, Filomeno Manaças, também deixou a impressão digital nas críticas do regime ao relatório do Parlamento Europeu que, mais uma vez, mostra que o nosso país não é aquilo que o MPLA pinta. Por Norberto Hossi M as isso até nem é importante. Interessa é recordar que – como disse em 2012 o Filomeno Manaças- “o eleitor já sabe em quem votar”. É altura de se começar a falar disso, não vá uma purga ao estilo 27 de Maio de 1977 começar um dia…

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Angola, mais um ano de (in)dependência

A caminho do 40º aniversário do 11 de Novembro, é hora de fazermos um balanço deste já não pequeno percurso. Normalmente, tenho dificuldades de iniciar este meu processo de revisão e reflexão, começando apenas a 11 de Novembro de 1975. Sinto-me sempre impulsionado e, mesmo sem querer, revejo-me no ano anterior, em 25 de Abril de 1974. Por José Patrocínio (*) P ossivelmente porque fora essa fase, do 25 de Abril ao 11 de Novembro, um momento de importantes, profundas e marcantes mudanças. Foi, acredito, nesta fase onde ficou marcado,…

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Algumas saudações em minha e “alheias searas”

“(…) God had bound us, manacled us, together. In a way it was to live out what Martin Luther King said: ‘Unless we learn to live together as brothers (and sisters) we will together die as fools’”. Desmond Tutu (in “No Future Without Forgiveness”) Por Marcolino Moco (*) No fundo irei dirigir saudações a partir de e para todas searas minhas. Na verdade, hoje por hoje, só falamos em “searas alheias” colocados no campo de frases feitas, tão desajustadas na caminhada do homem ao encontro de outros homens, como desajustados…

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Poder de Eduardo dos Santos baseia-se na corrupção

EXCLUSIVO Folha 8. Angola tem recursos humanos, dimensão geográfica, dispõe de múltiplas riquezas naturais, é um dos países mais ricos do mundo. Mas a sua população é das mais pobres, sofre com uma das maiores taxas de mortalidade infantil do mundo, a educação é inexistente, o desenvolvimento é uma miragem. Por Paulo Morais Candidato às eleições presidenciais em Portugal E ste contra-senso tem um primeiro responsável, José Eduardo dos Santos (JES). Em trinta e seis anos de presidência, JES não conseguiu – ou não quis! – melhor do que isto:…

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O fim da civilização

Com apenas 3 anos, o menininho, certamente, não compreendeu bem o que estava acontecendo. Seus pais o conduziram a um barco, dizendo que, após a travessia, tudo seria melhor. Por Gabriel Bocorny Guidotti (*) C omo todo bom filho, obedeceu sem pestanejar. Ele mal sabia da terrível guerra que deixou para trás. Não sabia, igualmente, que a aventura de barco seria a última de sua breve vida. Nessa semana, a foto do pequeno Aylan Kurdi – encontrado afogado em uma praia da Turquia – chocou o mundo, deflagrando os horrores…

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Angola. Dos proto-estados pré-coloniais ao nascimento do Estado-Nação

EXCLUSIVO FOLHA 8. Preâmbulo – Angola celebra neste ano o seu quadragésimo aniversário desde que, em 11 de Novembro de 1975, se constituiu em Estado soberano, livre e independente do jugo colonial português. É momento dos balanços, em que a tónica da propaganda oficial destaca os ganhos da independência (e quase não se reflecte com o que se perdeu!). De algum tempo a esta parte desfilam nos meios de comunicação oficiais as vozes, seleccionadas a preceito, que conclamam os feitos grandiosos destes quarenta anos de independência. Por conseguinte, esta minha…

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Deixem-nos (continuar a) ser optimistas

Estamos na recta final para a comemoração dos 40 anos da independência de Angola, reconhecida por nós como a Dipanda. É, talvez, uma boa altura para começarmos a fazer – ou tentar fazer – um balanço e perspectivas para Angola para os próximos anos. Por Eugénio Costa Almeida Investigador académico N a realidade é mais correcto escrever “tentar fazer” do que avançarmos para afirmação de um balanço do que já aconteceu nestes 40 anos e, ainda mais difícil, perspectivar, nos actuais tempos de crises económica, política e social, o que…

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