“Substituir importações por produção própria é aposta certa”

O empresário angolano-brasileiro Valdomiro Minoru Dondo garante, mais uma vez, que não responde em nenhum processo na justiça angolana relacionado com suspeitas de corrupção, negando qualquer benefício nos seus negócios por alegada proximidade ao ex-Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. Quando Valdomiro Minoru Dondo começou a trabalhar em Angola, em 1992, a guerra civil ainda tardaria uma década para acabar. Na altura o empresário decidiu não centrar a sua actividade nas duas maiores fontes naturais de riqueza do país, o petróleo e os diamantes. Em vez disso, concentrou-se em…

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Camaleões, o inferno espera-vos

A Assembleia Nacional não tem deputados do povo, mas muitos “ideotólogos partidocratas”, que curam mais de defender as mordomias, muitas como sobejo do chefe, do que os anseios e dificuldades da maioria dos cidadãos, que vivem na penúria, 46 anos depois de proclamada a independência de Angola. Por William Tonet A maioria dos legisladores são autênticos vira-casacas, traidores, piores que Barrabás, que se aplaudem, no emborcar de fartas garrafas de “champanhe de sangue”, cada vez que fazem mal ao povo através da aprovação de leis draconianas. Agora, a nova maldade…

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Neto, o pai (in vitro) da Angolanidade

O primeiro colóquio do ciclo “O que é ser angolano/angolana? Mentalidade e aparência” realiza-se, hoje, no Memorial António Agostinho Neto (MAAN), em Luanda, com a finalidade de reunir contributos de reflexão para resolver as tensões e contradições referentes às memórias colectivas marcantes da história de Angola. O colóquio, uma iniciativa do Centro de Estudos para a Boa Governação (UFOLO), vai desenvolver uma série de ciclo de debates nacionais sobre “O que é ser angolano/angolana? Mentalidade e aparências”, com o objectivo de repensar o conceito de angolanidade em toda a sua…

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O MPLA é tudo, tudo é do MPLA

O ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, saudou hoje a Edições Novembro (sucursal do MPLA), proprietária do órgão oficial do regime, Jornal de Angola, e outros títulos em circulação no país, pelos 45 anos de existência que se assinala hoje. Na mensagem de felicitações, o ministro disse que as comemorações da Edições Novembro acontecem enquanto gráfica e editora, nascida do confisco pelo MPLA, da Empresa Gráfica de Angola – SARL, pela Lei 51/76, de 26 de Junho. “Nestes 45 anos, de 26 de Junho…

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Governo impotável e inimputável

A Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) vai instalar, provisoriamente, pontos colectivos de água para os moradores do bairro São João, após a divulgação da escassez de água naquela zona do município do Cazenga. Em Angola, com excepção do Governo do MPLA (lixeiras, malária, fome, pobres, desemprego, corrupção), tudo é provisório… até mesmo os angolanos. Em nota de esclarecimento, datada de 25 de Junho, a empresa diz que tomou conhecimento pela comunicação social (não afecta a marimbondos e caranguejos) da matéria sobre a situação daqueles moradores a “retirarem água…

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“Há angolanos pretos piores que angolanos brancos”

O ministro da Cultura, Turismo e Ambiente angolano, Jomo Fortunato (que, segundo o Portal do Governo, não tem naturalidade, data de nascimento, qualificações e experiência profissional), considerou que em 45 anos de independência Angola “já estaria próximo de um ensino de qualidade”, defendendo que o país “precisa de um angolano com perfil científico”. Eis a razão pela qual João Lourenço diz que se “haver necessidade” e uma ex-ministra (da Educação) fala de “compromíssios”. “A tese que eu vim defender é que nós precisamos de um angolano com um perfil científico…

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Há gatunos maus e gatunos bons

O Presidente João Lourenço saudou o pedido de desculpas que lhe foi feito por um grupo de jovens que pretendia realizar uma manifestação, entretanto cancelada, depois de terem chamado “gatuno” ao chefe de Estado (não nominalmente eleito) e também Presidente do MPLA (partido que está no Poder há 45 anos) e Titular do Poder Executivo. “Louvo o gesto do grupo de jovens, que ontem pediu desculpas públicas pelos seus comportamentos, que este exemplo seja seguido por outros jovens. Aceitamos o pedido de desculpas, estão perdoados”, escreveu João Lourenço na sua…

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O Papel dos Institutos de Propriedade Industrial para o desenvolvimento nos PALOP

O Papel dos Institutos de Propriedade Industrial para o desenvolvimento industrial nos Países Oficiais de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) é o ponto de partida para uma roundtable agendada para a próxima quarta-feira, 30 de Junho, às 15 horas (Portugal), 16 horas (Angola), 13 horas (Cabo Verde), 14 horas (Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe ) e 16 horas ( Moçambique). A iniciativa, da Associação Internacional de Jovens Advogados de Língua Portuguesa (JALP), reúne um painel de reputados especialistas em propriedade intelectual e industrial de vários países da lusofonia. De acesso…

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Falta água, sobram lixeiras

Crianças, jovens e adultos, em Luanda, “lutam”, numa tubagem pública, por eles “danificada”, à berma da estrada, para conseguir uma bacia ou balde de água que, há semanas, não jorra naquela circunscrição do município do Cazenga. Num país rico que em vez de produzi riquezas produziu apenas ricos, é um dos melhores cartões de visita de quem nos governa, o MPLA, há 45 anos. Mais fácil é obter comida. O acesso às lixeiras é… livre! Vários bairros, distritos e municípios de Luanda enfrentam a escassez de água potável e a…

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Prestar contas (só do que convém!)

Bem dizia Eça de Queiroz que “os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão”. E Guerra Junqueiro referiu-se aos portugueses como: “um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante (…)”. Por Orlando Castro No dia 29 de Setembro (de…

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