Estratégia do MPLA para a Sonangol divide opiniões

O ministro dos Recursos Minerais e Petróleos de Angola, Diamantino de Azevedo, disse hoje sentir “alguma incompreensão” quanto à saída da Sonangol de empresas em que tinha participações e garantiu que o objectivo é colocar a petrolífera ao nível de outras “grandes operadoras de petróleo”. “N ós temos dito que a Sonangol deve concentrar-se no seu ‘core business’, que é o petróleo, os hidrocarbonetos, às vezes sentimos alguma incompreensão nesse sentido”, referiu o ministro Diamantino de Azevedo, intervindo no encerramento do acto de apresentação técnica do projecto de construção da…

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Melhor a doença ou a cura?

A consultora Economist Intelligence Unit (EIU) considerou hoje que o desmembramento da Sonangol é um “passo essencial” para a reforma no sector petrolífero angolano, mas alertou que a escala da reestruturação é um grande desafio. Ou seja, corremos o risco de o doente (o próprio país em função da assustadora dependência do petróleo) não morrer da doença mas da cura. “O desmembramento em curso da Sonangol é um passo essencial para a reforma muito necessária da companhia e do sector petrolífero angolano”, lê-se num comentário dos peritos da unidade de…

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Exonerar e reestruturar, reestruturar e exonerar!

O Presidente de Angola aprovou hoje o programa de reestruturação da petrolífera estatal angolana Sonangol, ajustando-a à nova organização do sector dos petróleos. Numa nota de imprensa, a Casa Civil do Presidente da República, João Lourenço explica que a medida se destina também a encontrar soluções capazes de contribuírem para a sustentabilidade da indústria petrolífera em Angola, centrando-a no seu foco principal. Segundo o documento, o programa visa tornar a Sonangol “mais competitiva e rentável”, com foco na cadeia primária de valor, observando os padrões internacionais de Qualidade, Saúde, Segurança…

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Crise chega aos diplomatas?

O Governo angolano pretende reduzir a partir de Setembro a rede diplomática e consular, para poupar recursos financeiros, em função da crise que o país atravessa com a quebra nas receitas da exportação de petróleo. Antes há eleições, mas como o MPLA tem a certeza de que vai ganhar, está à vontade já com o que vai fazer depois da votação. A informação consta de um despacho presidencial do final de Abril, em que o Presidente angolano (nunca nominalmente eleito e no poder há 38 anos) cria uma “comissão ‘ad-hoc’…

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Pai, manda-nos dinheiro. Muito. Mesmo muito!

A Presidente do Conselho de Administração (por parte do pai) da Sonangol, Isabel dos Santos, disse hoje que a petrolífera privada do seu clã precisa de uma reestruturação financeira e de 1.569 milhões de dólares para fazer face às necessidades de pagamentos até final do ano. Como aqui se disse, a princesa herdeira do trono barrou a entrada do Folha 8 à conferência de imprensa na sede da petrolífera, em Luanda, por – legitimamente – entender que em sua casa só entra quem ela quer. E como a Sonangol é…

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Família real é quem manda

A administração da petrolífera do regime, a Sonangol, liderada desde Junho pela princesa herdeira do trono de Angola, Isabel dos Santos, suspendeu todos os processos de negociação e alienação de todo o património do grupo. Adecisão, agora conhecida e autorizada por Isabel dos Santos, foi tomada por deliberação de 27 de Junho do Conselho de Administração e prevê a suspensão “com efeitos imediatos” de “todos os processos em curso de avaliação, negociação e alienação de todo e qualquer património afecto à Sonangol E.P. e suas subsidiárias”. Embora não sejam públicas…

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Bastou a santa chegar

A petrolífera angolana Sonangol declarou hoje a exploração Zalophus1, no bloco 20/11, em águas profundas na bacia do Kwanza, como “poço comercial de gás”, com reservas estimadas em 813 milhões de barris de “óleo equivalente” (MMBOE). O anúncio é feito num comunicado conjunto enviado ao Folha 8 pela Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) e pelos norte-americanos da Cobalt, que operam aquele bloco, tendo a confirmação sido feita numa zona do pré-sal angolano, após perfuração a 1.830 metros (lâmina de água), até uma profundidade final de 5.210 metros. “Tendo…

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Petróleo incendeia o país

O Governo angolano vai lançar um programa de resposta à quebra das receitas associada à venda do petróleo, prevendo cortar nas importações de bens e serviços, além de medidas nos domínios fiscal e monetário. Enquanto isso, a UNITA quer saber o paradeiro dos mais de 160 mil milhões de dólares provenientes do petróleo desde 2011. O anúncio consta do comunicado da reunião conjunta das comissões Económica e para a Economia Real do Conselho de Ministros, realizada na quinta-feira, em Luanda, sob orientação do Presidente angolano, também Titular do Poder Executivo…

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Presidente do BFA minimiza eventual saída do BPI

O presidente da Comissão Executiva do Banco Fomento Angola (BFA) afirma que a eventual saída do banco português BPI da estrutura accionista não representará um revés e que a instituição seguirá, nesse cenário, o seu caminho. “O BFA mantém a sua estratégia, mantém a sua dinâmica. Até agora não houve qualquer tipo de alteração”, afirmou Emídio Pinheiro, à margem do lançamento, em Luanda, da 10.ª edição do estudo “Banca em Análise”, realizado pela consultora Deloitte. O BPI anunciou em Agosto que está a estudar soluções para o BFA, onde detém…

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Electricidade. Será desta?

O Estado vai capitalizar a nova empresa pública nacional responsável pela comercialização e distribuição de electricidade com mais de 38 milhões de euros, segundo um despacho presidencial. D e acordo com o documento assinado pelo Presidente José Eduardo dos Santos, de 18 de Agosto, é autorizado um crédito adicional para a capitalização da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade, criada em Novembro de 2014. Estabelece ainda que caberá ao Instituto para o Sector Empresarial Público a abertura do crédito necessário, no valor de 5.417.600.000 de kwanzas (38,6 milhões de euros).…

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