Nas ditaduras vale tudo

Alegar que o encerramento do Colégio Esperança Internacional (COESPI) – também conhecido por Colégio Turco – se deveu à necessidade de “assegurar a paz e a segurança nacional” só lembraria ao Diabo. E foi mesmo isso que aconteceu. O Diabo lembrou-se e mandou encerrar. Estamos, é claro, a falar de Angola, país onde não se aplicam as leis dos Estados de Direito. [dropcap] “H[/dropcap] avendo necessidade de se garantir o bem-estar e a segurança dos cidadãos num clima de paz e harmonia social, sem quaisquer divisionismos susceptíveis de atentar contra…

Leia mais

Vá lá… digam a verdade

Os discursos de Barack Obama no Cairo e na sede da União Africana ficarão na História como um desafio muito inteligente para, entre outras levantes decisões, a melhoria da qualidade de vida e o avanço construtivo dos países árabes e africanos. Por Domingos Kambunji [dropcap]O[/dropcap]s órgãos de comunicação social do MPLA tentaram ignorar a mensagem que Obama dirigiu aos chefes de Estado das ditaduras em África, comandantes-chefes do nepotismo e corrupção. O ex-presidente dos EUA apontou as causas de tanta miséria provocada pelas oligarquias feudais que controlam esses países. Angola…

Leia mais

Tu mandas mas eu decido

João Lourenço é o cabeça-de-lista do MPLA às eleições previstas para Agosto. Se o partido ganhar ele será o Presidente da República. No entanto, o Presidente do MPLA, até 2021, será José Eduardo dos Santos. Afinal quem mandará no reino? Por Orlando Castro [dropcap]C[/dropcap]ompete, em especial, ao Presidente do MPLA dirigir a execução da política e da estratégia geral do Partido; fazer observar o cumprimento das leis e dos princípios e das resoluções do Partido, dirigir as relações internacionais do Partido; propor, ao Bureau Político (do qual é presidente), os…

Leia mais

Rei mandata os sipaios

Paralelamente ao facto de, como fez a troika, a Europa ter decidido, e bem, acabar com os intermediários, o que a leva a debater com Isabel dos Santos a resolução dos problemas de Portugal, os ministros lusos vêm regularmente a despacho (“resolução de autoridade superior sobre pretensões ou negócios”) com sua majestade o rei José de Eduardo dos Santos. Por Orlando Castro [dropcap]F[/dropcap]oi isso que o sipaio servil e bajulador ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, veio fazer a Angola. E, sem meias palavras, o perito dos peritos…

Leia mais

Finalmente o candidato do MPLA não se chamará José Eduardo dos Santos

Tanto João Lourenço como Bornito de Sousa, especialmente o primeiro, pela responsabilidade da posição, como candidatos a presidente e vice-presidente por um MPLA, eventualmente, vencedor ou não, das próximas eleições, reúnem, sob o meu ponto de vista, pressupostos necessários, entre outras alternativas possíveis. Por Marcolino Moco [dropcap]S[/dropcap]ó espero (e digo isso a partir de experiências anteriores) que, para justificar (in)esperados recuos, não se venha insinuar, em determinada altura do “campeonato”, que um ou outro, afinal, não são tão imaculados como deviam, como se vivêssemos num mundo feito de anjos. Na…

Leia mais

A sucessão

42 anos depois do MPLA ter iniciado a guerra civil em Angola, eis que chega o momento de o presidente nomear o seu sucessor. Quem será o herdeiro do trono, depois de José Eduardo dos Santos decidir o próximo resultado eleitoral? Por Domingos Kambunji [dropcap]U[/dropcap]m general. Quem será o figurante nomeado para vice-presidente? Um subalterno do general. Quer isto dizer que o MPLA continua a fazer guerra aos civis. A paranóia não permite que se escolha uma figura independente, inteligente. Quem é o general que irá ser presidente? Alguém que…

Leia mais

Na hora do adeus, camarada presidente

É com enorme sentimento de esperança que lhe escrevo novamente para, em primeiro lugar, felicitá-lo pela sua decisão de se reformar da presidência da República de Angola, após 38 anos de poder. Por Rafael Marques de Morais (*) [dropcap]M[/dropcap]uitos se interrogam sobre as razões que terão pesado na sua decisão. Desde especulações sobre o seu estado de saúde, a vontade pessoal, o esgotamento da sua imagem por causa dos escândalos de corrupção e incompetência do seu governo, a falência das suas políticas económico-sociais. Seja como for, a verdade é uma,…

Leia mais

Cleptocrata? Desde sempre. Patriota? Talvez em… 2050

Como um, no mínimo, mau patriota, José Eduardo dos Santos é uma vez mais o grande protagonista de uma farsa marcante da história do MPLA e, para mal dos nossos pecados, também de Angola. Os seus acólitos falam de transição política, mas a verdade é que se trata de uma jogada que nos dará mais do mesmo e em que, de facto, nem as moscas mudaram. Por Orlando Castro [dropcap]J[/dropcap]osé Eduardo dos Santos assumiu as rédeas do poder ainda jovem. Aos poucos, com as feridas dos massacres que o MPLA…

Leia mais

Mais vale tarde…

O anúncio da não recandidatura de José Eduardo dos Santos à Presidência angolana peca por tardia, “mas pelo menos vai de próprio pé”, diz o activista angolano Luaty Beirão. João Lourenço é o general que se segue se, entretanto, o presidente não mudar de ideias e as eleições se realizarem mesmo. [dropcap] “N[/dropcap] ão consegui ficar empolgado com a notícia do José Eduardo, apesar de estar muito satisfeito que ele tenha conseguido sair de própria iniciativa e evitado o triste ‘cliché’ africano”, disse Luaty Beirão, que considera que anúncio “já…

Leia mais

Fazer muito em pouco tempo é diferente de pouco em muito

O cidadão comum pretende colocar na linha da frente os políticos que, ascendendo ao poder, cumprem com as promessas eleitorais que os catapultaram, transformando-se em verdadeiros servidores públicos, adoptando uma gestão pública cidadã, debitando respeito para com os povos e consolidando as liberdades, a competência, a unidade e a democracia. Por William Tonet [dropcap]E[/dropcap]stes homens descomprometidos com as excentricidades monetárias, que consideram sagrado os cofres do erário público, exigindo rigor nas contas e na sua aplicação financeira, em benefício das populações, principalmente, as mais carenciadas, perduram na memória colectiva, para…

Leia mais