Com o regresso de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, Angola encontra-se perante um dilema estratégico que exige uma abordagem realista e desprovida de ilusões. A relação entre os dois países, que conheceu avanços significativos durante a administração Biden — nomeadamente com o investimento no Corredor do Lobito e o reconhecimento de Angola como parceiro estratégico[1] — está agora sujeita à lógica transaccional e imprevisível que caracteriza o estilo político de Trump. A ausência de uma estratégia americana para África É fundamental reconhecer que os Estados Unidos, sob Trump,…
Leia maisCategoria: Opinião
LIDERANÇA POLÍTICA E ASSOCIATIVA DE CABINDA
Para aprofundar o meu ponto de vista e desenvolver esta afirmação que é crucial, em relação à actual situação política e associativa do território que já está a ser assaltado por operações de charme eleitoral por parte de actores de partidos políticos angolanos, gostaria, em primeiro lugar, de desenvolver o que me surpreende na elite política e associativa angolana. Por Osvaldo Franque Buela (*) u já havia publicado aqui, no espaço “opinião” deste grande jornal (Folha 8, é claro!) que dá voz aos que não têm voz, no dia 24…
Leia maisQUE SOLUÇÃO PARA CABINDA?
A província do Exclave de Cabinda, situada ao norte de Angola, tem enfrentado uma situação política e social complexa, marcada por um histórico de luta pela autonomia e um cenário de conflitos armados. Por Eugénio Costa Almeida (*) / CEDESA falta de autonomia política e administrativa, juntamente com a crise político-militar que envolve os movimentos separatistas, como a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) e o braço armado FLEC-Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC)[1], tem sido um desafio significativo para a população local. Recentemente, a FLEC-FAC tendo por base…
Leia maisEMPREGADO DO POVO DONO DE MANSÕES
Há um curto vídeo a circular nas redes sociais. Nele, o jornalista português Mário Crespo, em declarações à CNN Portugal, afirma que o Presidente angolano tem uma magnífica mansão nos arredores de Washington D.C. Para começo de conversa: A inveja é um sentimento feio e mesquinho. Não consinto que Mário Crespo fale de qualquer maneira do mais zeloso empregado de mais de trinta milhões de angolanos movido por inveja. Por Jorge Eurico s empregados não têm apenas deveres. Têm direitos também. Entre eles, o de juntar fazenda. Um pé-de-meia. Um…
Leia maisO ACORDO DE PAZ (WASHINGTON ACCORD) ENTRE RDC E RUANDA (27.06.2025)
Washington DC, a bonita e palpitante capital dos EUA que conheci há uns (larguinhos) anos, assistiu, ontem, 27 de Junho do Ano da Graça de 2025, à sessão solene da assinatura da projecto de um Acordo de Paz, proposto por Donald Trump – consegue estar em todas –, e acompanhado pelo Qatar e apela União Africana (UA), entre a República Democrática do Congo (RDC), representada pela sua Ministra das Relações Exteriores (MIREX) Thérèse Kayikwamba Wagner, e o Ruanda, representada pelo seu MIREX, Olivier Nduhungireh, sob o testemunho atento e “enternecido”…
Leia maisCABINDA ENTRE A UNITA E O PRA-JA
Da forma como o actual contexto político se apresenta no espaço territorial, é perfeitamente plausível que Cabinda se torne palco de intensa disputa eleitoral entre a UNITA e o partido político de Abel Chivukuvuku nas próximas eleições angolanas, à excepção do MPLA que, pela sua má governação e insensibilidade face aos problemas cruciais do território, nunca mais faria parte do plano de voto da população local. Por Osvaldo Franque Buela (*) batalha eleitoral pelo voto da população de cabinda já está em curso e será interessante, sobretudo porque Abel Chivukuvuku…
Leia mais2027, QUE PAPEL PODE CHIVUKUVUKU DESEMPENHAR COM OU SEM O MPLA?
Para dar o mote e responder a esta importante questão, começarei por esclarecer um pouco o percurso político deste actor político, por vezes tratado como um traidor à UNITA, mas também como um iniciador daquilo a que chamamos em política, um vector da terceira via. Por Osvaldo Franque Buela (*) carreira política de Abel Chivukuvuku a partir da CASA-CE e até Ao projecto PRA-JA é marcada por momentos de destaque, cisões e persistência mas acima de tudo a determinação de um homem em constante evolução, tendo em conta o seu…
Leia maisEM MEMÓRIA DO PAI DA RESISTÊNCIA E DA NAÇÃO CABINDESA
Nzita Henriques Tiago. Neste mês em que comemoramos a sua partida, lembrei-me novamente do que nos disse, do que nos acontecerá quando não existir mais, de como seremos insultados, difamados e acusados de tudo e qualquer coisa pelos nossos próprios irmãos e, francamente, não passa uma única semana sem que os seus fiéis sejam alvo dessas abominações. Por Osvaldo Franque Buela (*) lertou-nos que nunca devemos subestimar o papel dos serviços de informação estrangeiros na nossa luta, especialmente os serviços angolanos, porque uma das estratégias mais antigas para enfraquecer um…
Leia maisANGOLA: A MORTE TRÁGICA DE VIRIATO DA CRUZ, PAI DO MPLA
Nesta pequena esquina do tempo é meu desejo que os relógios façam uma pequena paragem no seu eterno movimento rumo a um futuro ainda incerto e eu possa reflectir com cada leitor, sem pressas, o que foi a gesta das lutas libertárias pró-independentistas em Angola de modo a perceber-se quanto os estudos neste domínio do conhecimento têm andado todos estes anos carecidos de trabalhos sérios. Por Carlos Pacheco (*) e facto, os saberes relacionados com a História contemporânea de Angola, de 1950 para cá, têm sido objecto de toda uma…
Leia maisDIÁLOGO, PAZ E ESPERANÇA? PARA JOÃO LOURENÇO… NÃO!
O destino que se impõe a um povo acaba sempre por vingar-se, pois ao fugir do diálogo, ao matar a esperança dos povos, ao minar a resolução pacífica do conflito em Cabinda, João Lourenço e o MPLA afirmam saber para onde vão, mas todos os angolanos vêem que o país não vai a lado nenhum, mas sobretudo à deriva. Por Osvaldo Franque Buela (*) om João Lourenço e no início do seu consulado, todos nós acreditávamos que finalmente um grande destino aguardava Angola… mas rapidamente percebemos que este destino nem…
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