CABINDA. A MISSA AINDA NÃO FOI DITA MAS….

Sim, o destino de Cabinda ainda não está selado, porque a chama da resistência continua a arder e apesar da forte repressão de João Sabota Lourenço e do seu MPLA, porque a FLEC (nas suas várias facções) continua as suas acções militares, e os activistas civis continuam a expressar-se (correndo o risco de serem presos), demonstrando que o desejo de autodeterminação ainda não se extinguiu. Por Osvaldo Franque Buela (*) conflito de Cabinda não está resolvido; encontra-se apenas congelado e contido pela força do regime comunista e autoritário angolano, e…

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REFORMAS PARA A INVERSÃO DO DECLÍNIO DA SONANGOL

1- O declínio estrutural da Sonangol. A Sonangol atravessa um processo de declínio que não pode ser explicado apenas por conjunturas desfavoráveis, como a pandemia ou a volatilidade dos preços internacionais do petróleo. O que se observa é uma erosão estrutural, resultante da fragilidade institucional e da sua incapacidade em aumentar a produção petrolífera. Por Rui Verde (*) o mesmo tempo, os investimentos fora do petróleo — em saúde, transportes, telecomunicações ou imobiliário — revelaram-se insustentáveis, acumulando centenas de milhões de dólares em prejuízos e funcionando como um peso crónico…

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CARTA ABERTA A EMMANUEL MACRON – UM APELO POR CABINDA

Excelentíssimo Senhor Presidente Emmanuel Macron. Com todo o respeito pela sua posição, decidimos dirigir-lhe esta carta para chamar a sua atenção para pontos de suma importância, realçando a coerência da nossa abordagem e a defesa dos princípios que a França defende. m primeiro lugar, gostaríamos de lhe lembrar que o nosso coletivo, enquanto cidadãos, lhe enviou um Manifesto datado de 19 de maio de 2025, do qual recebemos confirmação de receção. Este documento levantou questões importantes relativas à situação política, social e humanitária em Cabinda. Senhor Presidente, dada a urgência…

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MENTECAPTOS, CABRAS E AS VELHAS FERIDAS QUE NUNCA MORREM

Na última semana, Angola e Portugal voltaram a encontrar-se naquele terreno pantanoso onde a política se confunde com memória, ressentimento e uma pitada generosa de espectáculo. André Ventura, na sua vocação habitual de incendiário, pegou no discurso do Presidente angolano e transformou-o num pretexto para nova exibição de bravura populista. Ernesto Bartolomeu, símbolo de décadas de “Boa noite, está a começar o Telejornal”, não deixou barato e devolveu-lhe um contundente “mentecapto” e “se vencer as eleições, vai governar as cabras da Beira Alta e Beira Baixa”. Por Mwata Santos foi…

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QUEM MOLDOU A NOSSA FORMA DE PENSAR E QUEM LUCRA COM ISSO?

Há algo inquietante na forma como fomos moldados a pensar e agir. Essa inquietação acompanha-me há anos, especialmente quando observo o modelo de formação académica — sobretudo nas áreas da saúde. Afinal, quem decidiu o que devemos aprender? Quem escolheu as disciplinas que moldam a nossa visão de mundo? Por Mauro Saraiva Falcão (*) uando questionei professores universitários, descobri que não eram consultados sobre a construção das grades curriculares. As decisões vêm de cima: coordenação, conselhos profissionais, ministérios — todos alinhados a directrizes que não nasceram aqui. Então surge a…

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ANGOLA – ENTRE O SONHO E O DESENCANTO

Introdução: O marco dos 50 anos. 11 de Novembro de 2025, Angola assinala meio século de independência. Cinquenta anos depois, a data impõe não apenas celebração, mas também reflexão. Por Eugénio Costa Almeida independência foi o ponto culminante de uma luta heróica e longa, que pôs fim a quase cinco séculos de dominação colonial portuguesa. Contudo, o sonho da libertação rapidamente se viu ensombrado por divisões internas, guerra-civil e desigualdades persistentes. A história destes cinquenta anos é, por isso, uma narrativa de conquistas e fracassos, de esperança e desencanto; e…

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CINQUENTA ANOS DE INDEPENDÊNCIA E DE OPRESSÃO DE CABINDA

A conquista da soberania nunca foi uma dádiva. Sempre resultou de um gigantesco esforço de homens e mulheres corajosos, movidos de convicções inabaláveis de defesa de uma identidade verdadeira e um destino próprio. É com essa mesma garra que o povo irmão de Angola enfrentou o colonialismo português e conquistou, com sacrifício e bravura, a sua independência nacional em 11 de Novembro de 1975. Todavia, a mesma data que para Angola simboliza a libertação, para Cabinda marca o início de um neocolonialismo angolano, uma nova forma de dominação, agora não…

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MPLA CELEBRA DESESPERO DO POVO DE CABINDA

Para justificar esta questão, que me parece relevante e essencial quer da perspectiva de Cabinda, quer da de Angola, limitar-me-ei a oferecer ao valente povo de Cabinda uma mensagem de conforto e esperança. Por Osvaldo Franque Buela (*) alente e heróico povo de Cabinda, o caminho para a autodeterminação é longo e está repleto de obstáculos, mas a história ensina-nos que a perseverança é a verdadeira moeda da liberdade. A sua luta pela dignidade e pela justiça está gravada não só no Tratado de Simulambuco, mas no coração de cada…

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50 ANOS DEPOIS, O QUE QUER REALMENTE O POVO DE CABINDA?

Esta pergunta aparentemente banal, como outros dirão, é essencial de ser feita à luz de todos os debates que acompanhamos nas redes sociais, que por vezes resultam em insultos e outros nomes, mas aos quais devemos responder analisando as causas profundas que minam a nossa luta, sem nos afastarmos das problemáticas do conflito. Por Osvaldo Franque Buela (*) resposta concreta ao que o povo cabindense realmente quer é, do meu ponto de vista, cada vez mais complexa e dividida, dadas as divisões dos seus dirigentes, e reflecte-se directamente na crise…

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O CORREDOR DO LOBITO: RETÓRICA, ENGENHARIA FINANCEIRA E DISPUTAS DE VALOR

O Fórum Global Gateway realizado em Bruxelas em Outubro de 2025 reafirmou o posicionamento da União Europeia (UE) como ator geoeconómico estratégico na África Austral. No centro das atenções esteve o Corredor do Lobito — a infraestrutura ferroviária que liga o porto angolano de Lobito às regiões mineiras da República Democrática do Congo (RDC) e da Zâmbia. Apresentado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, como um dos projetos mais ambiciosos do programa europeu, o corredor é descrito como uma alavanca para garantir o acesso a minerais críticos,…

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