No que me diz respeito e após observação e análise, o entendimento fraterno dos dirigentes cabindas está longe de se concretizar, mesmo com um MPLA encurralado e um elevado índice de impopularidade de quase uma década de governação de João Lourenço, que deveria estar sujeito a fortes pressões políticas do povo cabindense, como os angolanos, apesar de enfrentar as mesmas forças de repressão e a falta de soluções para os problemas básicos do povo. Por Osvaldo Franque Buela (*) ltimamente, tenho observado com frequência nas redes sociais, como todos, o…
Leia maisCategoria: Opinião
FALAM EM DIGNIDADE MAS O POVO MASTIGA POEIRA
Ontem, ouvi – pasmo – alguém afirmar no seu discurso que o Gu-ver-nu de Don Juan de las viagens tem vindo a fazer um trabalho para a “dignificação possível das vítimas dos conflitos políticos” e para o “consolo reparador dos seus familiares”, acrescentando que isso representa um contributo “indelével” à reconciliação nacional. Por Mwata Santos onito de ouvir. Mas vazio de realidade. Enquanto esses discursos ecoam em salões refrigerados, a dignidade real dos angolanos esvai-se a cada esquina, a cada estômago vazio, a cada olhar cansado de quem ainda acredita…
Leia maisSONHEI ÁGUAS DE KALANDULA NA LAGOA DE SANTO ANDRÉ
Gostaria que este fosse um texto para celebrar os 50 anos da independência de Angola, mas é apenas um “lamento de exilado”, como escreveu o meu saudoso amigo Inácio Rebelo de Andrade. Por Tomás Gavino Coelho az hoje 50 anos que saí fisicamente do meu chão natal, refugiado num Portugal que me acolheu e a quem estou grato, fugido de uma guerra civil atroz, magoado com o insulto que ouvia diariamente “branco, vai p’rá tua terra!”, vociferado por miúdos armados e de arma apontada, primeiros sinais da desgraça que se…
Leia maisSe não for pedir muito senhor presidente: Rafael Marques, Rui Verde, José Gama, Orlando Castro, Sarchel Necesio e William Tonet merecem ser condecorados
Já estamos na sexta fase das condecorações referentes aos 50 anos de independência, que a presidência da República está levando a cabo como reconhecimento de diversas figuras em todos os ramos da sociedade que contribuíram para o país. Até agora, o presidente da República João Lourenço já condecorou pessoas em quase todas as áreas, mas um detalhe salta à vista: ainda não foi condecorado nenhum fundador de plataformas de informação digital. Por Paulo Leite Barros (*) esde o início da década de 2000, surgiram várias plataformas de informação digital que…
Leia maisLIBERTAR UM POVO? É PRECISO FAZÊ-LO COM O POVO…
Sei que muitos de vós se questionarão se esta pergunta se justifica ou não, mas para mim, este questionamento surge do facto de observar a multiplicação de diversas iniciativas e projectos políticos em prol de um único objectivo e de um único povo, o povo de Cabinda e o seu território… Por Osvaldo Franque Buela (*) á algum tempo que se tem verificado nas redes sociais uma onda de uma nova associação política que comunica agressivamente com uma certa clareza eloquente sobre os méritos da sua visão para Cabinda, e…
Leia maisCAMPANHA REVERSA: QUANDO O PERSEGUIDO SE TORNA FAVORITO
Há momentos na política em que o silêncio fala mais alto do que o discurso e a difamação vale mais do que a propaganda. Quando todos parecem atacar o mesmo homem… talvez o objectivo não seja destruí-lo, mas torná-lo inevitável. Por Mwata Santos ada me tira da cabeça que essa “encenação” toda à volta do Higino Carneiro não passa de Campanha Política Reversa. O jogo é antigo: primeiro, ostraciza-se o político, mancha-se a sua imagem, lança-se a dúvida. Depois, deixa-se o tempo agir – e o “perseguido” passa a ser…
Leia maisFRANÇA, PALESTINA, CABINDA E.…PORTUGAL ?
Esta é uma pergunta que muitos cabindenses terão a curiosidade em colocar, após o reconhecimento do Estado palestiniano pela França na próxima sessão das Nações Unidas. Este gesto de Emmanuel Macron tem um significado altamente simbólico em termos de respeito pelo direito internacional, mas também representa uma realidade geopolítica dura e cruel, distante das expectativas do povo cabindenses quanto ao seu direito à autodeterminação, e quer queiramos quer não… Por Osvaldo Franque Buela (*) ada a fragilidade e a ausência de uma liderança cabindense forte, unida e carismática, que goze…
Leia maisO QUE PENSA JOÃO LOURENÇO SOBRE O FCD E O MEMORANDO DE ENTENDIMENTO DO NAMIBE?
Com efeito, depois da visita de João Lourenço a Cabinda onde inaugurou uma refinaria que ainda não produziu um único litro de combustível, bem como a sede da governação colonial do território, creio que é tempo, e com a maior seriedade, de nós, cabindenses, filhos e filhas, nos colocarmos esta questão, tanto mais que João Lourenço nunca mencionou os seus acordos, nem a FCD nos seus discursos, em 8 anos de poder… E porquê? Por Osvaldo Franque Buela (*) omissão expressa e desdenhosa do Presidente João Lourenço em mencionar os…
Leia maisAO NOBRE POVO DE ANGOLA E DE ÁFRICA
O cinquentenário da independência de Angola, que será comemorado com pompa e honra no dia 11 de Novembro deste ano, assinala também os 50 anos da ocupação do território de Cabinda. É, pois, com o coração apertado, mas esperançoso, que me dirijo a todos vós, pan-africanistas, a todos aqueles que acreditam na liberdade e na autodeterminação dos povos. Por Osvaldo Franque Buela (*) ara quem ainda não sabe, Cabinda, um território rico em história e recursos, luta na sombra pelo seu direito a existir. O seu povo, o povo cabindense,…
Leia maisO QUE ANDA MAL EM CABINDA?
A inauguração da refinaria em Cabinda esta segunda-feira, 1 de Setembro de 2025, tem deixado os mais variados comentários nas redes sociais, em especial no tocante ao benefício do empreendimento para as populações locais. Chamou-me atenção o ponto de vista de Graça Campos sobre a refinaria em Cabinda, ao interrogar-se sobre “onde há a borbulha”. Por José Marcos Mavungo (*) este ponto de vista, o nosso cota apresenta aspectos susceptíveis de transformar Angola, em particular Cabinda. Respeito este ponto de vista, mesmo se não acredito que com a queda do…
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