UM QUATRILHÃO

Um grupo de jovens angolanos deslocou-se à Embaixada de Portugal, em Luanda, para exigir uma indemnização de um quatrilhão de euros pelo colonialismo português. Num cartaz lia-se: “factura colonial pelos danos emergentes e pelos lucros cessantes dos crimes contra a humanidade praticados em Angola pelo regime esclavagista português”. O número, de uma dimensão absurda, será recebido com sarcasmo, mas o que ele revela não é ridículo: é o vazio político e moral que Portugal mantém sobre o seu passado colonial. Por Carlos Narciso duaslinhas.pt ão estamos perante uma proposta real…

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JOÃO TALONE E O… MARCENEIRO!

O engenheiro João Talone (falecido em Junho de 2016), entre 1947 e 1972 esteve ligado à expansão da Indústria Cervejeira, quer à CUPF – Companhia União Fabril Portuense, hoje UNICER (Super Bock Group), e à CUCA (Companhia União de Cervejas de Angola), com Manuel Vinhas, líder do sector cervejeiro em Angola. Por Orlando Castro meu pai, que esteve na construção da segunda fábrica da CUCA, em Nova Lisboa, e por lá ficou até 1975, citava muitas vezes João Talone, sobretudo quanto à equidade (igualdade, rectidão, imparcialidade, justiça e direitos de…

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O MUNDO (AINDA) TEM CURA?

O lamentável estado do mundo neste momento, onde as regras que há muito moldam os equilíbrios e desequilíbrios globais — entre a guerra na Ucrânia, a ameaça da China a Taiwan, a situação no leste da República Democrática do Congo, a captura de Maduro e a Gronelândia, que Trump deseja desesperadamente — sugerem que a comunidade internacional está a atravessar uma daquelas crises que deixam os países subdesenvolvidos em total incerteza quanto ao futuro. Por Osvaldo Franque Buela (*) as, como se costuma dizer, a ordem nasce do caos, e…

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TRUMP USA A “LEI DA FORÇA” CONTRA A “FORÇA DA LEI”

1. Como referiam, Morgenthau (1949), Bull (2002), e Ikenberry (2011), a ordem internacional liberal construída no pós-Segunda Guerra Mundial assentou num compromisso histórico entre poder e norma. A experiência traumática de dois conflitos mundiais levou à convicção de que a estabilidade internacional não poderia depender exclusivamente do equilíbrio de forças, mas exigia um enquadramento jurídico capaz de limitar o recurso arbitrário à violência. Por Eugénio Costa Almeida Cedesa Carta das Nações Uni[i]das, o desenvolvimento do direito internacional público e a consolidação do multilateralismo institucionalizaram princípios como a soberania, a integridade…

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CENSURA FACEBOOK, META & Cª

«Por acaso, e só por acaso, o Facebook e a Meta ou a Meta Securrity Accountts saberão explicar como um utilizador Orlando Castro de seu nome e cuja o acesso era – era, porque nem mesmo com a nova designação dada pela Meta, se consegue aceder – https://www.facebook.com/orlando.s.castro.jornalista além da inopinada mudança de nome, deixou de ser acessível? É, como Orlando Castro reclama, uma censura? Se sim, penso que as autoridades norte-americanas deverão intervir!!!»

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“RÉVEILLON” COM 86% DE CRIANÇAS FAMINTAS

Se pensarmos bem, festejar a passagem de ano é uma coisa que tanto, talvez, tilinte num tinido de tino como que soe a tonteria. Primeiro: é uma data mundial e perfeitamente universal o que a torna banal. Segundo: nem se comemora santo algum ou ícone e festividade religiosos que sejam, nem data comemorativa de algum importante feito histórico local, regional, nacional, continental ou terráqueo. Por Brandão de Pinho inda mais sendo mundial, não acontece ao mesmo tempo em todo o mundo (se bem que isso se aplica a qualquer data…

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PORTUGAL E ANGOLA ESTÃO NUMA RELAÇÃO, SÓ NÃO SE SABE QUAL É

Recentemente chegou ao Ministério Público (MP) português um pedido de colaboração judicial das autoridades angolanas que causou estupefação. Ao abrigo do regime de colaboração internacional e dos acordos de cooperação entre os dois países na área da justiça, Angola solicitou um conjunto de informações sobre um determinado alvo (que aqui não revelo) que está a ser investigado em Luanda por suspeitas de burla, entre outros crimes. Mas, afinal, como é que um pedido corriqueiro de ajuda internacional de um país de língua oficial portuguesa causou tanta surpresa? Por António José…

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A FRAGMENTAÇÃO DE UMA SOCIEDADE EM DECADÊNCIA MORAL

Há momentos na história de um país em que já não basta sussurrar, dialogar com prudência ou usar metáforas para evitar desconfortos. Há momentos em que é preciso dizer claramente: a sociedade angolana está presa num ciclo de autossabotagem moral, política, cultural e económica, e fingir que está tudo bem é participar da própria decadência. Por: Adão Xirimbimbi “AGX” (*) omo é possível que um povo comprovadamente tão rico em espírito aceite viver tão pobre em consciência? Angola sofre de uma doença silenciosa, a abdicação do pensamento crítico. A modernidade…

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