Era uma tarde agradável de inverno. Um frio ameno tomava o ar e nele liberava ventos uivantes. A cidade onde me encontrava sempre fora reconhecida pelo potencial turístico, de modo que pessoas se avolumavam na disputa pelas atracções das ruas. Por Gabriel Bocorny Guidotti Jornalista e escritor Porto Alegre – Brasil [dropcap]C[/dropcap]arros, aos montes, lutavam para encontrar um espaço que pudesse tornar-se uma vaga. O cenário está montado. Vamos àquilo que realmente desejo falar. Nas grandes metrópoles, sou um crítico contumaz da pressa. As pessoas estão sempre correndo de lá…
Leia maisCategoria: Opinião
O futuro dos livros
Sou um “livrólatra”. Tenho vício em livros. Começo um, devoro e já parto para outros. Não posso evitar. Devo admitir que o momento de pós-leitura é melhor do que a leitura em si, pois passo a diagnosticar os motivos pelos quais o enredo chegou ao clímax. Por Gabriel Bocorny Guidotti Jornalista e escritor Porto Alegre – Brasil [dropcap]R[/dropcap]eflectir faz parte dessa arte léxica. Assim posto, o meu gostar de livros é condicionado: jamais cederei à literatura digital. A experiência não tem a mesma tenacidade, em minha opinião. Durante a semana…
Leia maisInadmissível cobertura aos negócios corruptos da família Dos Santos
O absurdo aconteceu: Isabel dos Santos vai dominar o banco privado português BCP, graças à ajuda do primeiro-ministro português, António Costa. E com a bênção de Marcelo Rebelo de Sousa. Inadmissível! Por Paulo de Morais Vice-Presidente da TIAC – Transparência e Integridade, Associação Cívica [dropcap]A[/dropcap]filha do presidente angolano vai poder assim entrar, a título pessoal, no capital do BCP, tendo a luz verde para esta operação sido comunicada pessoalmente a Isabel dos Santos, em audiência privada, pelo próprio António Costa. Consequência imediata: como a Sonangol, que Isabel também controla, é…
Leia maisSobreviventes do amanhã
Em segundos, é possível mudar de vida. Uma palavra, uma imagem, uma frase descontextualizada altera tudo. De surpresa, a clarividência passa correndo por sua mente, como uma gota de chuva indo ao chão. Por Gabriel Bocorny Guidotti Jornalista e escritor Porto Alegre – Brasil [dropcap]N[/dropcap]ossa compreensão engrandece e envelhecemos anos num piscar de olhos. Antigas memórias resguardam o nome de um indivíduo que não mais existe. O aprendizado na vida vem a passos largos, lentos. Difícil é conter a ansiedade para ver a parede de tijolos edificada. No caminho, uma…
Leia maisO Manel Vilsente (uma história de ficção)
Brevemente será anunciado, talvez em conferência de imprensa, pelo Manel Vilsente, Vice-Presidente de um reino africano, que o apartamento comprado e depois vendido, no Estoril, em Portugal, por cerca de quatro milhões de dólares, para lavagem de kumbu, pelo Manuel Vilsente, Vice-Presidente de de um reino africano, não foi comprado e vendido pelo Manel Vilsente, Vice-Presidente de um reino africano. Por Domingos Kambunji [dropcap]A[/dropcap]inda não temos a certeza se o Manel Vilsente, Vice-Presidente de um reino africano, irá acusar, como traficante, na lavagem de kumbu, um dos criados de limpeza…
Leia maisLei da Nacionalidade respeita a Constituição?
O jornal Folha 8 solicitou-me um comentário à alteração da Lei da Nacionalidade, aprovada na Assembleia Nacional (em sessão plenária e após já anterior aprovação na especialidade), no passado dia 24, com os votos favoráveis dos 142 deputados da bancada do MPLA, face aos votos desfavoráveis das bancadas da UNITA e da CASA-CE, e a abstenção dos 4 deputados da FNLA e do PRS. Por Eugénio Costa Almeida Especialista angolano em Assuntos africanos [dropcap]E[/dropcap]sta lei, ora aprovada, prevê que os angolanos nascidos antes da independência ocorrida em 11 de Novembro…
Leia maisRegime está a dar as últimas
Ao que parece o regime angolano está a dar as últimas e opta por produzir os sururus mais escabrosos que possamos imaginar assim como as mais descabidas leis. A última, segundo notícia da Lusa, foi a de que o parlamento produziu uma lei que expatria centenas de milhares de angolanos, talvez próximo de um milhão – feitas bem as contas. Por Mário Motta Jornalista e Editor [dropcap]D[/dropcap]a notícia da Lusa podemos extrair na íntegra o primeiro parágrafo e ficamos logo a perceber a enormidade de prepotência e imbecilidade que mais…
Leia maisCronistas e sua missão
“Procura-se um cronista”, li num jornal rasgado qualquer. O papel estava deteriorado, mas o título era legível. Como veio parar ali? Jamais saberei. Por Gabriel Bocorny Guidotti Jornalista e escritor Porto Alegre – Brasil [dropcap]O[/dropcap]que sei é que nada sei, sem ser filosófico. Procuram um cronista. Procuram alguém para fazer Robin suplantar o Batman e que isso faça sentido. O que desejam é um torcedor do Brasil e da Argentina que ame as duas selecções incondicionalmente. Uma arte da conversação maluca e aberta a amizades, portanto. O cronista nunca se…
Leia maisA ponta de um iceberg no mal-estar na crise?
«Algo vai mal na banda e tudo começa a ser tomado como génese do triângulo de um certo mal-estar social, político e económico a crise petrolífera e a falta de kumbu. Por Eugénio Costa Almeida Investigador e especialista em assuntos africanos (*) [dropcap]M[/dropcap]as será que estes dois genomas da crise justificam tudo o que se vai passando? Senão vejamos: – A persistente falta de fundos cambiais, de início para pagamentos ao exterior e transferências de vencimentos de expatriados contratados e, agora, para permitir a compra de produtos da cesta básica…
Leia maisCarros e pessoas
Os seres humanos e os carros têm muito em comum. Ambos necessitam constante manutenção para resistir ao futuro, de modo que um auxilia o outro. Por Gabriel Bocorny Guidotti Jornalista e escritor Porto Alegre – Brasil [dropcap]S[/dropcap]em pessoas, a roda sequer existiria. Sem carros, nossa sociedade estaria em patamar mais rudimentar. A velocidade é essencial ao desenvolvimento. E foi assim, explorando espaços, criando ruas e estradas, que nossa espécie chegou aonde chegou. No trânsito e na sociedade, existem regras que regulam condutas. Em um cruzamento, por exemplo, você pode aguardar…
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