O Misa-Angola e Sindicato dos Jornalistas Angolanos falaram do que chamamos sector da comunicação social mas que, na verdade, é um micro-idealismo de um David que teima em lutar contra um Golias. Isto a propósito de a Freedom House considerar Angola aquilo que ela é: um país não livre. Por Orlando Castro [dropcap]O[/dropcap]quadro da imprensa em Angola é caracterizado, escreva a VoA, por alguma concorrência, mas onde há falta de legislação, interferência no exercício da profissão e insegurança dos profissionais. O optimismo é mesmo assim. Foge à realidade mas justifica-se…
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Silêncios de sangue
O antigo secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, apelou hoje aos líderes africanos para que abandonem os cargos no final dos mandatos e para que evitem excluir a oposição nas eleições, contribuindo para diminuir os conflitos no continente. A Angola a mensagem nunca chegará. [dropcap]O[/dropcap]diplomata ganês defendeu que, apesar de se terem reduzido alterações inconstitucionais na governação no continente africano, políticas exclusivistas ameaçam reverter os avanços registados. “Eu penso que África se tem saído bem, de uma forma geral os golpes acabaram, os generais têm-se mantido nas suas casernas, mas…
Leia maisA favor das ingerências
Mais de 50 anos depois do histórico processo de descolonização, da consolidação das (in)dependências nacionais, soberania e alguma integridade territorial dos antigos países colonizados, persistem tentações nalgumas partes do mundo para o retrocesso. Por Orlando Castro [dropcap]A[/dropcap]lgumas ex-potências coloniais, numerosos sectores e individualidades no seio das mesmas convivem com uma realidade que, tendo mudado desde há mais de meio século, actuam como se nada tenha mudado. Volta e meia, confrontamo-nos com tendências para determinados círculos opinarem o que Estados supostamente soberanos devem ou não deixar de fazer, inclusive ao nível…
Leia mais(Des)confiar das instituições
Em tempos de dificuldades o que se espera, entre muitas coisas positivas, é que as populações continuem a primar pela observância dos preceitos legais, contribuam para melhor funcionamento dos órgãos de justiça e da administração pública em geral. Por António José Ri(beir)o [dropcap]N[/dropcap]esta fase, por razões ligadas à crise económica e financeira, crescem as tentações para se enveredar por procedimentos legalmente proibidos, mas é recomendável o apego às boas práticas. Como demonstra a experiência, o respeito pelas leis, pelos valores e costumes compensam sempre em detrimento de práticas contrárias. No…
Leia maisA ingenuidade da mandioca
Em Angola há coisas (in)acreditáveis. Então não é que a Oposição (social e política) reage sempre com indignação quando algum membro do partido que está no poder desde 1975 diz que o país é uma democracia e que são permitidas manifestações? Por Orlando Castro [dropcap]F[/dropcap]rancamente. Até parece que vivem no exílio. Se a malta dessa oposição vivesse em Angola e tivesse direito às mesmas mordomias e benesses que só o poder absoluto permite, certamente que estaria de acordo com esta tese defendida por isentos e impolutos políticos do regime, chamem-se…
Leia maisA verdade da mentida de José Eduardo dos Santos
Os políticos são uma tribo que emerge da sociedade, com o propósito de a servir, na base da voluntariedade, entrega e abnegação. Devem, quando hasteiam a bandeira partidocrata ser os melhores e os mais competentes, para liderar as ondas sonhadoras dos seguidores e dos “projectos-país”. Por William Tonet [dropcap]U[/dropcap]ns são homens e mulheres honestos, aglutinadores, reconciliadores e eticamente correctos, outros o espelho da vergonha, da mentira, da vigarice e a cabeça da víbora, que fabrica e alimenta a corrupção institucional, que, infelizmente, rasga os oceanos políticos do mundo. E, o…
Leia maisVida e obra de Jonas Savimbi
Há 14 anos – precisamente no dia 22 de Fevereiro de 2002 – tombou em combate, nas matas do Luvo, região de Lukusse, província do Moxico, o Dr. Jonas Malheiro Savimbi, Presidente Fundador da UNITA e Alto Comandante das ex-FALA, Forças Armadas Patrióticas e Revolucionárias de Libertação de Angola. Por Franco M. Nhany [dropcap]U[/dropcap]m dos artífices da independência nacional; percursor da democracia multipartidária em Angola; símbolo de patriotismo, coragem, bravura, de luta e sacrifício pelo ideal nobre dos angolanos excluídos e injustiçados. Homem de convicções profundas, simples, e nunca foi…
Leia maisQuem melhor bajular o tirano…
O compromisso com a democracia é total, tal como as liberdades, daí pautarmos a nossa acção por um país de valores morais, de respeito pela vida humana, de direito e justiça social. Hoje, a honestidade intelectual leva-nos a reconhecer estarmos sobre uma bota fascista ditatorial, onde as oportunidades não são estendidas de forma igual para todos cidadãos. Por William Tonet [dropcap]A[/dropcap]discriminação, o nepotismo, o tráfico de influência, a partidocracia e a não permissão do exercício de manifestação, das liberdades de imprensa e de expressão, a fraude eleitoral, a concentração do…
Leia maisSe a corrupção fosse arroz não havia fome
O vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, é suspeito de corromper um magistrado português, no caso Orlando Figueira, ex-procurador do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) que foi responsável até 2012 por investigar algumas das mais relevante figuras do regime angolano. Por Orlando Castro [dropcap]D[/dropcap]e facto, este e outros casos mostram que Angola não é um Estado de Direito e que Portugal quer parecer que é. Fazendo fé nos casos que foram conhecidos e que acabaram, a bem da Nação portuguesa, arquivados, tudo parece que é mais a parra…
Leia maisO que falta à nossa Justiça?
O conceito de justiça é de difícil aferição, desde, os percursores do conceito até actualidade. Fala-se teoricamente em dois (2) tipos de justiça: comutativa e distributiva. Por Pedro Ventura (*) [dropcap]E[/dropcap]m Angola, a concretização deste elemento “justiça”, até aqui comporta suas mais sérias dificuldades, começando pelas estruturas para a sua administração, aos órgãos que os administram etc. alguma coisa tem sido feita mas, muito ainda está para ser feito, a reforma no sistema judicial já há muito teria passado de reforma à eficácia e eficiência dos tribunais no que toca…
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