A juntar ao actual descalabro financeiro angolano, enxertaram-se num curto espaço de um punhado de meses, violações dramáticas dos direitos humanos consagrados pela Constituição da República de Angola. Por William Tonet U mas dramáticas – sigam o nosso olhar para o genocídio indesmentível do 16 de Abril do ano em curso de mais de mil fiéis desarmados e sentados a cantar a Deus no Monte Sumi, na província do Huambo -, outras grotescas, como a de que foram vitimados quinze jovens encontrados numa casa da Vila Alice a dissertar sobre…
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Editorial por William Tonet
À solta estão os assassinos do Direito e da lei
Os assassinos “mirins”, os “pilha galinhas”, estão enclausurados nas fedorentas masmorras do regime e nada faz crer que eles, pela lei, possam contribuir algum dia para a diminuição da sobrelotação das mesmas, quando muitos, de colarinho branco, nelas deveriam estar cativos. Infelizmente, agora não estão, mas quando o sol da nova aurora brilhar, poderá determinar outra visão, outro rumo naquilo que ao Direito diz respeito. Por William Tonet E stou preocupado com os novos monstros, aqueles que, sadicamente, fazem saltar a rolha da garrafa de champanhe para celebrar a eliminação…
Leia maisDitadura abraça a tirania
Uma grande maioria dos angolanos, quer continuar ingénua quanto à natureza perversa do regime, que na Constituição textualiza democracia e na prática exerce a ditadura, proibindo e limitando a liberdade de imprensa e de expressão, bem como o direito de reunião e manifestação. Por William Tonet D ar o benefício da dúvida a quem de forma recorrente prende inocentes, forjando provas, mata mulheres zungueiras e vendedores ambulantes, cujo crime é o de “vencerem o desemprego”, com dignidade, vendendo nas ruas para alimentar os filhos e marido desmobilizado, ou ainda assassina…
Leia maisÓh João Pinto não afundes mais o Direito em Angola
Os políticos querem-se políticos, os académicos, académicos e quando por algum motivo aliam as duas funções, não podem, uns e outros, deixar que a ideologia, suplante a força da academia, fundada em valores de cientificidade. Por William Tonet Q uem conheceu João Pinto, o irreverente jovem que calcorreava as ruas de Lisboa, com os livros a tiracolo, durante a licenciatura em Direito, não acredita, que o mais severo crítico, contra o regime de Eduardo dos Santos, a quem vertia todos os impropérios possíveis e inimagináveis, se converteria, com o peso…
Leia maisO SILÊNCIO COBARDE ANTE O ASSASSINATO DO DIREITO E DA LEI
Em função do suposto golpe “juvenil” de Estado Eu sou covarde! Eles são, partidocratamente, covardes! Nós somos, medrosamente, covardes! Por William Tonet E somos por deixar desfilar, em tapete manchado com o sangue dos nossos cidadãos, do nosso sofrimento, a monstruosidade de uma lei subvertida, na visão obtusa da arrogância instalada, com a força do fusil bélico, que nos vai sufocando e assassinando, intelectual e fisicamente. Ainda não refeitos do GENOCÍDIO do Monte Sumi, no Huambo, onde as tropas militares e policiais do regime cometeram crimes hediondos e violentos, caricatamente,…
Leia maisAngola vai crescer mas diferente das contas do governo
A economia que, para alguns, tem na matemática a sua espinha dorsal, não pode ser vista como uma ciência de elucubrações políticas, pelo contrário ela, no seu desbobinar deve ser realista, pragmática e exacta, nos dados para apreciação e materialização. Por William Tonet I nfelizmente, para os angolanos, ao longo dos anos, não tem sido esta a prática do actual regime, que faz da economia, uma alavanca reprodutora de capitais, não visando o desenvolvimento sustentável do território, em primeira instância, mas o alimentar de fins partidocratas e o enriquecimento ilícito…
Leia maisMentira eleita verdade
O Acórdão do Tribunal Constitucional de Angola, ao considerar o Presidente da República como órgão de soberania, por incrustação no art.º 105.º da CRA, perdeu uma grande oportunidade de higienizar a independência da sua acção. Por William Tonet A o invés de escolher carreiros sinuosos deveria adoptar o Caminho da Lei, considerando inconstitucional essa norma, uma vez o “individual-titular”, não tendo sido nominalmente eleito, não tendo tomado posse como deputado e renunciado este mandato, não pode configurar como órgão de soberania. É um crime de interpretação da norma. Destarte, a…
Leia maisContradições de um intolerante tolerante ou quando é preciso dar nome à PAZ (III)
Remember 2014, a nossa pobreza e a corrupção deles (V) Alguém pode levar a sério, um discurso com lugares comuns, ante a intolerância permanente, contra os adversários políticos e os intelectuais não bajuladores, bem como a violação grosseira da própria “Constituição Jessiana”? Por William Tonet O que significa, “vamos fazer tudo para neutralizar as causas da intolerância política”, como disse José Eduardo do Santos, na mensagem de ano novo, quando são quilométricas acções ilícitas praticadas pelo regime que nos (des)governa desde 1975? Os exemplos de banalização da intolerância, se persistem…
Leia maisContradições de um intolerante tolerante ou quando é preciso dar nome à PAZ (II)
Remember 2014, a nossa pobreza e a corrupção deles (IV) Como nos referimos, no texto anterior é preciso mais do que simples discursos, quando um líder, tem noção do amontoado de pendentes políticos, ousa estratégias para desamarrar o país de traumas do passado, que continuam a calcorrear na mente de milhões de autóctones angolanos. Por William Tonet O genocídio, os massacres e os assassinatos selectivos, protagonizados pelo regime e consulado deveriam encadear a mente de José Eduardo dos Santos, para desembocar num horizonte político, capaz de contribuir para a consolidação…
Leia maisContradições de um intolerante tolerante ou quando é preciso dar nome à PAZ (I)
Remember 2014, a nossa pobreza e a corrupção deles (III) A intolerância em Angola é algo de congénito, melhor, está ligada às entranhas do actual governo e da ideologia partidocrata que dele emana. Tanto assim é que nunca se assistiu a uma “mea culpa”, nem de “juris ideologicum” nem “de fato partidarium”, in MPLA, quer como movimento de libertação nacional quer como de partido do Trabalho ou da Corrupção Institucional. Por William Tonet Q uando o actual “Presidente dos angolanos do MPLA” traz a terreiro um tema tão sublime,…
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