Pa(c)to com… maboque

O vice-presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Mateus Magala, defendeu, em entrevista à Lusa, que os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) devem aprofundar a cooperação económica, destacando as vantagens do Compacto Lusófono, um tipo de “Pato com Laranja”, uma comédia italiana de Luciano Salce. “O BAD identificou a necessidade de aprofundar a cooperação económica no seio da comunidade dos países lusófonos, reforçando ao mesmo tempo a sua integração na sua região e as suas ligações às cadeias de valor do comércio intra-regional e global”, disse Mateus Magala,…

Leia mais

“Procultura” para PALOP e Timor

O Instituto Camões escolheu o Dia da Música para apresentar hoje um “projecto inédito” que pretende criar 800 novos empregos nas áreas da música, artes cénicas e literatura infanto-juvenil nos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e Timor-Leste, metade dos quais para mulheres. A iniciativa, hoje apresentada em Lisboa, vai permitir, pela primeira vez, que entidades de direito público ou privado a operar no sector cultural nos PALOP e Timor-Leste se candidatem a subvenções até 7,8 milhões de euros. “É um projecto pioneiro, os olhos europeus estão em nós”,…

Leia mais

Portugal trata da saúde
a milhares de africanos

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de Portugal tratou 8.344 doentes oriundos dos países africanos lusófonos, entre 2016 e 2019, sendo a maioria oriunda da Guiné-Bissau, segundo dados oficiais. Estes doentes, que são enviados para Portugal ao abrigo dos acordos de cooperação entre Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, são portadores de doenças que precisam de cuidados especializados que não existem nos seus países. As especialidades mais procuradas são cardiologia, oncologia, oftalmologia, pediatria, urologia, otorrinolaringologia, cirurgia geral e cirurgia pediátrica, ortopedia e neurocirurgia. Segundo dados da…

Leia mais

Um saralho do carilho

Angola vai a acolher, em breve, depois de 20 anos de negociações, o Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC), que vai atender às necessidades informativas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Lindo. Enquanto isso, contratam-se professores cubanos e escrevemos “sexta básica” em vez de cesta básica, “cumeia” em vez de colmeia, “se haver necessidade” em vez de “se houver necessidade”, “compromíssio” em vez de compromisso… O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, numa mensagem por ocasião da celebração do 5 de…

Leia mais

Sem o MPLA, nem Angola,
nem África, existiriam

Novembro é o mês da (in)dependência e, como acontece há 44 anos, de rasgados elogios à (des)governação do MPLA e dos seus principais queridos líderes, Agostinho Neto, José Eduardo dos Santos e João Lourenço. A máquina do governo está pronta para continuar a encher (de propaganda) a barriga (vazia) dos autóctones. De facto, o “gabinete” do Governo/MPLA vocacionado para implementar promessas para todos os gostos e feitios está imparável. Todos nos recordamos, por exemplo, do anúncio que o Executivo pretende criar um arquivo histórico comum dos Países Africanos de Língua…

Leia mais

Sem engenho nem arte

O vice-presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Mateus Magala, disse hoje que o conjunto de projectos que serão analisados em Angola no âmbito do Compacto Lusófono chega aos 2 mil milhões de dólares. Ainda alguém se lembra do Observatório Luso-Angolano? “O que foi acordado é que Portugal disponibiliza 400 milhões de euros para prestar garantias aos projectos co-financiados pelo BAD e pelos países, o que significa que podemos fazer uma alavancagem financeira de quatro a sete vezes, ou seja, dos 400 milhões de euros disponíveis em garantias estamos a…

Leia mais

História do MPLA não é a História de Angola

O “gabinete” do Governo/MPLA vocacionado para implementar promessas para todos os gostos está imparável. Desta feita, anunciou que o Executivo pretende criar um arquivo histórico comum dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e elaborar a sua história, nomeadamente sobre a luta de libertação nacional, tendo para o efeito criado comissão multidisciplinar. Prioridades são prioridades e como não há pobreza em Angola, nada como um lançar um arquivo histórico… Segundo um despacho de 3 de Abril, assinado pelo Presidente João Lourenço, a medida corresponde à “necessidade de desenvolver o…

Leia mais

O pessoal não brinca. Este
ano seremos… 32 milhões!

A população em Angola quase triplicou nos últimos 15 anos e mais do que duplicou em Moçambique de acordo com o relatório anual das Nações Unidas sobre o Estado da População em 2019. Este ano chegaremos aos 31,8 milhões de pessoas, número que contrasta com 13,8 milhões em 1994 e menos de metade desse número em 1969 (6,6 milhões). Esta evolução, que cobre o período o final da guerra em Angola, encontra crescimentos equivalentes em vários indicadores apresentados no relatório da ONU. No conjunto dos PALOP – Países Africanos de…

Leia mais

Língua que não pára?
Língua que não para?

A ministra da Educação de Angola, Maria Cândida Teixeira, exortou hoje que o Fórum dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) a tornar-se num “promotor do desenvolvimento sustentável” e de “uma política linguística de saberes e identidades”. Será que irá fazer o mesmo apelo na comunidade francófona e na Commonwealth? “Na actualidade cabe ao Fórum PALOP fazer a revolução da paz com a promoção do desenvolvimento sustentável das nossas sociedades e de uma política linguística promotora de saberes e identidades tão plurais quanto à língua portuguesa”, disse a ministra.…

Leia mais

PALOP lá vão indo devagar
ou em… marcha-atrás

Os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) vão crescer, em média, 1,3%, prejudicados sobretudo mas não só pela recessão na Guiné Equatorial, que o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima chegar praticamente a 10% este ano e 5,8% em 2017. De acordo com a edição de Outubro de 2016 do relatório sobre as Perspectivas Económicas Regionais para a África Subsaariana, hoje divulgado em Washington pelo FMI, a média das outras seis economias lusófonas em África chegaria a praticamente 3%, mesmo com Angola a escapar por pouco da contracção económica. A…

Leia mais