Quando as linhas de crédito chinesas começaram a surgir em Angola, foram consideradas uma benesse para o país e para o continente africano. Politicamente, os chineses não se imiscuíam nos assuntos internos, e economicamente a sua aproximação era muito competitiva. Uma lufada de ar fresco depois das múltiplas explorações das potências coloniais e ocidentais. Por Rui Verde (*) [dropcap]A[/dropcap] intervenção chinesa obedecia àquilo a que se chamou o “Modelo Angolano”. Este modelo começava com um empréstimo de vários biliões de dólares a taxas de juro muito baixas, concedido ao governo…
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Monocultura da incompetência
O Governo angolano está a negociar com Marrocos apoio no domínio da produção de fertilizantes, um sector em que o país, apesar das potencialidades agrícolas, continua a ser largamente deficitário devido à “monocultura” da incompetência que há 41 anos tomou conta, entre outras, da nossa economia. [dropcap]P[/dropcap]ara o efeito, de acordo com informação governamental, o ministro da Agricultura, Marcos Alexandre Nhunga, realiza a partir de quarta-feira uma visita de trabalho de quatro dias a Marrocos, visando o “reforço da cooperação” entre os dois países, no domínio agrícola. A visita pretende…
Leia maisLusofonia… chinesa
As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa recuperaram em Janeiro, aumentando 33,47% em termos anuais homólogos para 8,21 mil milhões de dólares (7,79 mil milhões de euros), indicam dados oficiais. [dropcap]D[/dropcap]ados dos Serviços de Alfândega da China publicados hoje no portal do Fórum Macau indicam que a China comprou aos países de língua portuguesa bens avaliados em 5,26 mil milhões de dólares (4,99 mil milhões de euros) em Janeiro – mais 38,26% – e vendeu produtos no valor de 2,95 mil milhões de dólares (2,80…
Leia maisChina desacelera comércio com os países lusófonos
As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa caíram pelo segundo ano consecutivo em 2016, totalizando 90,87 mil milhões de dólares, menos 7,72% do que em 2015, indicam dados oficiais. Com Angola as trocas comerciais caíram 20,94% em 2016. [dropcap]T[/dropcap]rata-se do segundo ano consecutivo de queda, depois de o comércio sino-lusófono ter caído 25,73% em 2015 naquela que foi a primeira diminuição desde 2009. Dados dos Serviços de Alfândega da China publicados no portal do Fórum Macau indicam que, entre Janeiro e Dezembro do ano passado,…
Leia maisUma justiça chinesa para Angola
Uma gargalhada é sempre bem-vinda quando lemos um livro, assistimos a uma comédia ou contamos anedotas entre amigos. Mas quando surgem em resultado das decisões ou indecisões dos tribunais superiores de Angola, já não são tão bem-vindas as gargalhadas. Se determinados comportamentos das mais altas instâncias judiciais apenas nos merecem um ataque de riso, então é sinal de que estas perderam toda a credibilidade. Por Rui Verde (*) [dropcap]V[/dropcap]êm estas considerações a propósito das (in)decisões que se têm verificado na sequência da providência cautelar que vários advogados angolanos colocaram para…
Leia maisTelevisão Digital? Um dia destes… se o MPLA ganhar
O Governo de sua majestade José Eduardo dos Santos quer enquadrar o programa de migração da televisão analógica para digital na linha de crédito da China e envolver empresas privadas no processo, para reduzir os encargos do Estado, face às dificuldades financeiras do país. E, vê-se logo, em época de crises nada melhor do que projectos deste género. [dropcap]D[/dropcap]e acordo com o conteúdo de um despacho presidencial de Dezembro, citado pela Lusa, a empresa pública TVDA – Serviços de Transmissão e Difusão, criada para a migração digital dos serviços de…
Leia maisNão há almoços grátis
António Guterres, o próximo secretário-geral das Nações Unidas, afirmou hoje desejar que as forças de manutenção da paz da ONU sejam “melhor treinadas” e comprometidas com o “respeito total pelos direitos humanos”, afirmando que quer uma organização “mais centrada nas pessoas”. Por Orlando Castro [dropcap]H[/dropcap]um. Só falta saber se há, como de facto há, cidadãos de primeira e de segunda e, por isso, direitos humanos diferenciados consoante os países em que as vítimas vivem. “Precisamos que as nossas forças de manutenção da paz estejam melhor equipadas, melhor treinadas e mais…
Leia maisVigarice no petróleo vendido à China
A esperteza saloia, gerada certamente no nepotismo genético no regime de José Eduardo dos Santos, não se limita a actos de prepotência e vigarice internos. Nem a China está a escapar a esta vigarice comercial que se julga impune e imune às regras comerciais. [dropcap]D[/dropcap]e facto, e nem todos os incidentes são tornados públicos, quase 90% dos carregamentos de petróleo provenientes do poço angolano de Saturno que chegaram a Huangdao, norte da China, nos primeiros dez meses deste ano tinham, repare-se, peso a menos. Serão as balanças chinesas diferentes das…
Leia maisLinhas de crédito externas sob controlo
A adjudicação pelo Governo angolano de empreitadas financiadas por linhas de crédito externas vai ser coordenada por uma comissão técnica de acompanhamento, criada este mês por decreto presidencial. [dropcap]S[/dropcap]ó empresas chinesas preparam-se para construir e reabilitar mais de 2.200 quilómetros de estradas em Angola, por serem obras financiadas pela Linha de Crédito da China (LCC), mas com estas obrigadas a subcontratar empresas angolanas. O decreto que cria Unidade Técnica de Acompanhamento de Projectos com Financiamento Externo (UTAP) justifica a decisão com necessidade de “garantir a gestão eficiente dos recursos externos…
Leia maisCrescimento? Zero, é claro!
O Governo de Angola recebeu da China, desde o final do ano passado, oito mil milhões de dólares em empréstimos para financiar projectos, o que vai elevar o rácio da dívida sobre o PIB para quase 60%. [dropcap]D[/dropcap]e acordo com a agência de notação financeira Fitch, “o Governo escolheu financiar o défice principalmente pelo aumento da dívida em vez de recorrer às almofadas orçamentais”. Só da China, dizem os analistas, “Angola recebeu 8 mil milhões de dólares, em empréstimos para projectos desde o final do ano passado, o que vai…
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