RECOLHA DE INFORMAÇÕES GENÉTICAS EM PORTUGAL

A comissão criada em memória das vítimas dos conflitos políticos em Angola vai recolher informações genéticas de familiares em Portugal para compará-las com as amostras de ADN existentes. A decisão foi tomada após uma reunião da Coordenação da Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memórias das Vítimas dos Conflitos Políticos (Civicop) que vai integrar o contacto directo com as famílias e a recolha de informações genéticas a partir de uma base de dados de parentes sobrevivos em Angola e no exterior no seu plano de actuação em…

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LOCALIZADAS (ALGUMAS) VALAS COMUNS

O ministro angolano da Justiça e Direitos Humanos, Francisco Queiroz, disse esta segunda-feira que já foram identificados nove locais onde podem estar enterrados corpos de vítimas dos conflitos políticos, incluindo duas possíveis valas comuns. Não é gralha. Valas comuns ordenadas pelo MPLA para enterrar angolanos assassinados pelo… MPLA. E foram muitos milhares. Francisco Queiroz, que falava aos jornalistas à saída de uma reunião da Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP), afirmou que estão a ser identificados os locais onde podem…

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Reconciliar não significa apagar a verdade

As certidões de óbito de Salupeto Pena, Jeremias Kalandula Chitunda, Adolosi Paulo Mango Alicerces e Eliseu Sapitango Chimbili, dirigentes da UNITA assassinados em 1992 quando o MPLA queria decapitar a UNITA, foram entregues ontem, em Luanda, pelo Executivo, aos respectivos familiares. O acto, que decorreu no Multiuso do Kilamba, enquadra-se no processo de implementação do que o MPLA chama Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP) ocorridos entre 11 de Novembro de 1975 e 4 de Abril de 2002. O coordenador do Grupo Técnico Científico do…

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Chissole Mingas, leia! Leia o Folha 8

As filhas de Nito Alves, apontado pela propaganda do regime angolano, liderado há 45 anos pelo MPLA, como o cabecilha de uma tentativa de golpe de Estado em Maio de 1977, e de Saidy Mingas, ambos assassinados pelas forças de segurança do MPLA sob as ordens directas e inequívocas de Agostinho Neto (o único herói nacional segundo o MPLA), dizem que podem perdoar aos autores dos massacres de milhares e milhares de angolanos, mas lamentam não ter tido a possibilidade de crescerem com os respectivos pais. Eunice Alves Bernardo Baptista,…

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Assassino continuará intocável

O Governo angolano, há 45 anos no Poder e formado pelo MPLA, prevê entregar, esta semana, às primeiras famílias, os restos mortais de pessoas que morreram durante os conflitos políticos registado no país entre 1975 e 2002, informou hoje o coordenador do processo. A informação foi avançada pelo coordenador da Comissão de Reconciliação em Memória das Vítimas de Conflitos Políticos (Civicop), o ministro Francisco Queiroz, após uma visita à base central da Comissão de Averiguação e Certificação de Óbitos das Vítimas dos Conflitos Políticos (Cavicoip), localizada no Pavilhão Multiusos do…

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Um assassino que é herói… do MPLA

O Governo angolano (há 45 anos formado pelo MPLA) vai realizar pela primeira vez, em 44 anos, para assinalar o 27 de Maio de 1977, que segundo o regime foi uma tentativa de golpe de Estado, mas que de facto foi o massacre de milhares e milhares de angolanos (do MPLA) por ordem do assassino Agostinho Neto, que o MPLA considera o seu eterno e venerado herói. Por Orlando Castro (*) Segundo o programa de Homenagem às Vítimas dos Conflitos Políticos, estão previstos dois momentos no dia 27 de Maio,…

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Dois anos a irreconciliar a reconciliação

Angola é hoje um país onde os mandões do regime não se inibem de protagonizar atropelos às liberdades e aos direitos fundamentais quando sentem os seus interesses em perigo. É preocupante o incremento de actos de barbárie contra pacatos cidadãos. O regime continua a sonhar uma estátua com cabeça de ouro e pés de barro. Por José Marcos Mavungo (*) Este mês de Abril leva 2 anos desde que foi criada a Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas de Conflitos Políticos (CIVICOP) pelo Presidente…

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MPLA ignora genocídio de 27 de Maio

A “Plataforma 27 de Maio” suspendeu a sua participação nos trabalhos da Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP), por não terem obtido resposta aos pedidos apresentados pelos representantes das vítimas. A decisão, tomada por unanimidade, na reunião extraordinária do dia 7 deste mês pela Associação 27 de Maio, Associação M-27 e o Grupo de Sobreviventes do 27 de Maio, que constituem a “Plataforma 27 de Maio”, foi hoje divulgada. Numa nota, o grupo refere que o Governo e o Movimento…

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Só os criminosos idolatram os genocidas

A Plataforma 27 de Maio defende que o presidente angolano, João Lourenço, na qualidade de mais alto representante da nação e do partido do poder há 45 anos, MPLA, deve pedir desculpas públicas às milhares de vítimas dos massacres ordenados por Agostinho Neto em “27 de Maio de 1977”. Por Orlando Castro (*) A proposta foi apresentada na reunião da Comissão de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP), altura em que foi feito um balanço de 2020, e contribui, segundo João Saraiva de Carvalho, ele próprio órfão…

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Não brinquem com as vítimas, Sr. Ministro

Em entrevista dada ao “Jornal de Angola”, a 28 de Maio, o Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiroz, volta a abordar o tema do 27 de Maio, repetindo incessantemente os mesmos argumentos ofensivos, ainda assim, sempre coerentes com a história e linha de actuação do regime de partido único, que foi e continuará a ser a cleptocracia/autocracia do MPLA. Por Francisco Valles [dropcap]N[/dropcap]o início da sua entrevista encontra as raízes do terrorismo de Estado, que caracterizou esses tempos, no contexto do mundo bipolar, pelo passado colonial e…

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