A Comissão Nacional de Eleições (CNE, sucursal do MPLA) de Angola recusou hoje que os delegados tranquem as listas de votantes após o fecho das urnas e a oposição teme que sejam incluídos e contados boletins de quem não votou. Mais uma demonstração da democracia norte-coreana que impera no reino de João Lourenço. “O enchimento das urnas não é uma criação angolana, ela ocorre em todo o mundo onde haja esta possibilidade, onde haja sobra de boletins de voto nas mesas” e “listas que não são trancadas”, com assinatura e…
Leia maisCategoria: Política
A FORÇA DA RAZÃO OU A RAZÃO DA FORÇA?
O líder da Igreja Católica angolana mostrou-se hoje confiante na maturidade democrática dos eleitores e pediu aos políticos que promovam o diálogo para que, no dia seguinte às eleições, seja possível “construir a paz e a concórdia”. É pena que José Manuel Imbamba não tenha tido esta preocupação durante os últimos cinco anos, já para não falar das últimas décadas. “No dia seguinte [às eleições de 24 de Agosto], continuaremos a ser angolanos, a construir a paz, a construir o amor, a concórdia e a reconciliação. A construir a Angola…
Leia maisO QUE SERÁ A REPÚBLICA AGOSTINHO NETO
Dirigentes religiosos e de organizações não-governamentais da sociedade civil angolana pediram ao MPLA que realize, de facto, as promessas eleitorais repetidas durante as campanhas eleitorais e, mesmo antes, desde 11 de Novembro de 1975. Durante um encontro de apresentação do programa de governo de quem é governo há 47 anos, o MPLA, vários dirigentes criticaram algumas das propostas mas, mais do que isso, a não concretização de promessas feitas há cinco anos, quando João Lourenço chegou ao Poder, por ordem expressa e pessoal de José Eduardo dos Santos, que acabou…
Leia maisDA CALIFÓRNIA À BENGUELA DO MPLA
João Lourenço, candidato do MPLA à presidência angolana, por sinal já Presidente do MPLA e da República, bem como Titular do Poder Executivo, voltou hoje a falar da corrupção como ponto central do seu discurso, elogiando (é claro) os “fortes” que tiveram a coragem de combater este problema, ao contrário dos que acreditavam na autodestruição do partido. João Lourenço, líder do MPLA (partido no Poder há 47 anos) e que se recandidata a um novo mandato como Presidente da República de Angola, discursou na província onde nasceu, Benguela, onde apresentou…
Leia maisTUDO SOBRE RODAS, A NÃO SER QUE…
Em Angola, o regulamento sobre a organização e funcionamento do centro de escrutínio nacional determina que os sistemas de comunicação e de transmissão de dados devem permitir a centralização automática dos resultados eleitorais, a “certificação da inviolabilidade” e interferência externa. A não ser que… O instrumento jurídico, publicado em Diário da República na terça-feira, refere que os sistemas de comunicação devem também impedir acessos indevidos e garantir a segurança das aplicações, dos equipamentos às instalações e das pessoas envolvidas no apuramento dos resultados eleitorais. A não ser que… A CNE…
Leia mais“VELÓRIO” (DO MPLA) CONTINUA EM TRIBUNAL
Tchizé dos Santos, filha do antigo presidente angolano José Eduardo dos Santos, vai recorrer da decisão do tribunal espanhol que atribui a custódia do cadáver à sua ex-mulher Ana Paula dos Santos, revelou a sua advogada, Carmen Varela. “A decisão do juiz de instrução número 11 de Barcelona de entregar o corpo do antigo presidente angolano José Eduardo dos Santos à sua antiga mulher será sujeita a recurso por Tchizé dos Santos”, disse a advogada Carmen Varela, explicando que o argumento tem a ver com a competência do tribunal. “Vamos…
Leia mais“A HORA É AGORA”, DIZ MARCOLINO MOCO
O ex-primeiro-ministro Marcolino Moco (MPLA) declarou o seu apoio à candidatura de Adalberto da Costa Júnior, líder da UNITA, à presidência de Angola por se tratar de “uma grande oportunidade” para criar um Estado inclusivo. A declaração do antigo dirigente, primeiro-ministro do Governo MPLA entre 1992 e 1996, foi feita durante o tempo de antena da UNITA, em que considerou ser este “um momento para mudar de vida”. É “uma grande oportunidade para criarmos finalmente um Estado que seja de inclusão”, salientou, afirmando que este é o projecto de Adalberto…
Leia maisATÉ SAVIMBI PODE VOTAR…
Segundo as estimativas da UNITA, há cerca de 2,5 milhões de mortos nas listas eleitorais do país, entre os quais o ex-líder do partido Jonas Savimbi, assassinado em 2002. O país vai a votos a 24 de Agosto. “Há mais de 20 anos que não se expurgam das listas ou estatísticas os angolanos falecidos”, afirma Paulo Lukamba Gato. O número elevado de mortos nos cadernos eleitorais angolanos tem sido alvo de contestação pela UNITA e por movimentos da sociedade civil em Angola, país que se prepara para ir a votos…
Leia maisOCULTAR O NOME DO AGRESSOR É COBARDIA
A Amnistia Internacional apela ao partido que vencer as eleições gerais em Angola que investigue os assassinatos, prisões arbitrárias e fome (20 milhões de pobres), que considera estarem a marcar o tom que antecede as eleições gerais de 24 de Agosto. As recomendações constam de um documento hoje apresentado, intitulado “Por um voto que conte para a observância dos Direitos Humanos: Manifesto de direitos humanos para Angola face às eleições gerais de 2022”, em que a organização de direitos humanos denuncia uma “intensa repressão dos direitos humanos nos últimos anos,…
Leia maisQUEM TEM MEDO DA VITÓRIA DA UNITA?
O director do Programa África da Chatham House, Alex Vines, diz que será difícil um cenário de “transição política suave” no caso da UNITA, o maior partido da oposição que o MPLA (ainda) permite em Angola, vencer as eleições do próximo dia 24. “Seria preciso uma vitória esmagadora (do MPLA), que não parece ser a tendência actual. O cenário mais provável é um resultado eleitoral apertado e um período de contestação pela UNITA e outros partidos da oposição através dos tribunais e protestos nas ruas”, afirma Alex Vines. Para o…
Leia mais