O combate à corrupção desencadeado pelo presidente João Lourenço tem como alvo pessoas ligadas ao seu antecessor, José Eduardo dos Santos. Só que começam a surgir casos que envolvem figuras próximas do atual presidente de Angola. Por Sarsfield Cabral (*) Prossegue a campanha do presidente de Angola, João Lourenço, contra a corrupção e em especial contra alegadas ações ilegais cometidas por próximos do seu antecessor, José Eduardo dos Santos – a começar pela filha do ex-presidente, Isabel dos Santos. Relativamente a operações suspeitas, João Lourenço diz que terão sido desviados…
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A grande rebaldaria
Afinal o país ainda tem ladrões honestos? Ou os generais trafulhas, depois de encurralados, agora optaram por armarem-se em virgens com muitas virtudes, muito honestos? É uma divina comédia a justiça na Reipública da Angola do MPLA. Por Domingos Kambunji Ainda há poucos dias João Melo, aquele que foi corrido do cargo de Ministro da Propaganda do MPLA, exonerado pelo ex-ministro da Defesa da corrupção do José Eduardo dos Santos, o que foi nomeado presidente da Reipública, criticava os excessos de Donald Trump, esquecendo-se da concentração do poder na Reipública…
Leia maisIncivil fanatismo
As pessoas recordam-se bem de João Melo, aquele Ministro da Propaganda do MPLA que foi corrido até de um governo do MPLA do imperador João Lourenço. Imaginem se fosse um governo sério?!… Nem sequer seria nomeado e não tomaria posse, evitando assim ser exonerado muito rapidamente? Também é muito estranho o comportamento do presidente João Lourenço, para que é que nomeou João Melo para Ministro se era para ser exonerado pouco tempo depois? Por Domingos Kambunji João, o Melo, demonstra alguma miopia intelectual e na capacidade de observação, à semelhança…
Leia maisArtur Queirós: “El canalla e outras estórias”
Com a mais que merecida e devida vénia “usurpo” o título a um livro de Miguel Urbano Rodrigues e uso-o neste blogue para encimar um texto, espero que curto, acerca de um dos maiores escroques que me foi dado conhecer ao longo dos meus cinquenta e poucos anos de vida. Por José Paulo Fafe (*) Responde a sebosa criatura pelo nome de Artur Queirós, ainda que goste (quando tem a coragem de assinar os mal-amanhados textos com o seu próprio nome) de rematar o apelido com um “zê” – porventura…
Leia maisA inércia da visão letárgica
A história já é muito antiga. Havia um agricultor que tinha um cavalo muito forte e resistente para os trabalhos agrícolas. O agricultor sentia-se muito orgulhoso e vaidoso por ter um cavalo tão bom. O único problema era que o cavalo também necessitava de comer. O agricultor resolveu experimentar não alimentar o cavalo. O cavalo continuou a trabalhar, durante mais alguns dias, e depois morreu. O agricultor lamentou com os vizinhos: ”Agora que o cavalo só dava lucro, sem qualquer despesa, morreu. Pouca sorte a minha”! Por Domingos Kambunji Esta…
Leia maisNetos & Santos e… Lourenços
Já várias vezes citámos um conto do escritor José Carlos Barros em que ele diz: “Quando o general soube da revolta na capital mandou os soldados dispararem no sentido contrário”… É exactamente o que acontece com os generais da comunicação social do Estado na Reipública da Angola do MPLA. Por Domingos Kambunji Estes pseudo-jornalistas passavam o tempo a desempenhar o papel de gabarolas, bajulando o anterior presidente: “Ele era honesto, o líder clarividente, o líder querido, o arquitecto da paz, o faz tudo, o justiceiro, o mais que mais, o…
Leia maisA vice-kapanga
A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, a que dá carinho e solidariedade, como mãe e mulher do MPLA, aos familiares das zungueiras que a polícia do MPLA mata, até parece que sofre de ecolalia ao repetir, até à exaustão, a frase: “as universidades do país devem elaborar projectos de estudo sobre Agostinho Neto”. Por Domingos Kambunji As universidades de Angola devem elaborar estudos sobre projectos que contribuam para a melhoria da qualidade de vida dos angolanos. Não devem andar a perder tempo a inventar sofismas e falácias para “pintar os…
Leia maisAngola na sombra do perpétuo ditador
Tragicamente, a roda da história em Angola continua a ser empurrada numa direcção que não me inspira um só sentimento de tranquilidade. Os sinais que se me deparam, em vez de me permitirem descortinar um futuro de esperança, aparecem-me carregados de maus pressentimentos. Por Carlos Pacheco Historiador angolano (*) As décadas correspondentes à era José Eduardo dos Santos foram décadas inquietantes pelos piores males que se abateram sobre o país, especialmente o cerceamento das liberdades, a corrupção e a impunidade total dos seus dirigentes. Anteriormente Angola vivera quatro anos de…
Leia maisO gang dos aldrabões
“Ah! Vós dizeis que amais o progresso… Amais o progresso que vos inventa cadeiras mais cómodas (…) Não amais o progresso político porque isso traria uma ordem de coisas que extinguiria os vossos ordenados” (Eça de Queirós). Por Domingos Kambunji O Bureau Político do Comité Central do MPLA, numa declaração sobre o 3º aniversário do mandato de João Lourenço, “repudiou, veementemente, todas as manobras de diversão visando desacreditar as acções no âmbito do combate à corrupção, impunidade e demais práticas nocivas que ameaçam, seriamente, os alicerces da sociedade angolana”. O…
Leia maisDegradação económica e social sem precedentes
Há três anos, no dia 26 de Setembro de 2017, João Manuel Gonçalves Lourenço tomava posse como chefe de Estado, com o propósito de “corrigir o que estava mal no país”. Mas a degradação da economia e da situação social em três anos atingiu recordes sem precedentes. A corrupção, a repressão e a fragilidade das superestruturas político-jurídicas e económicas herdadas do seu predecessor colocam-se como desafios cruciais. Por José Marcos Mavungo (*) Todos sabemos o famoso slogan do actual Presidente da República de Angola na campanha eleitoral de Agosto 2017:…
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