Afinal o país ainda tem ladrões honestos? Ou os generais trafulhas, depois de encurralados, agora optaram por armarem-se em virgens com muitas virtudes, muito honestos? É uma divina comédia a justiça na Reipública da Angola do MPLA.
Por Domingos Kambunji
[dropcap]A[/dropcap]inda há poucos dias João Melo, aquele que foi corrido do cargo de Ministro da Propaganda do MPLA, exonerado pelo ex-ministro da Defesa da corrupção do José Eduardo dos Santos, o que foi nomeado presidente da Reipública, criticava os excessos de Donald Trump, esquecendo-se da concentração do poder na Reipública da Angola do MPLA numa única personalidade, o soba que desempenha as funções de Imperador da Reipública, o Dono de Tudo e de Todos.
O Comité Central do MPLA, com poderes muitíssimo superiores aos da Assembleia Nacional, passa o tempo a acusar de falta de patriotismo os críticos do Reigime do MPLA por insultarem as instituições da Reipública. Até parece que a Reipública da Angola do MPLA também tem instituições sérias e independentes como as dos países civilizados. Na Reipública da Angola do MPLA existe apenas uma instituição, unipessoal, o presidente da Reipública.
Quando Manuel Vicente foi caçado em Portugal, acusado de corrupção, branqueamento de capitais e falsificação de documentos, que continua a gozar de imunidade cleptocrática, um dos advogados de defesa do processo “irritante” do Manuel foi o ex-ministro da Defesa da corrupção do José Eduardo dos Santos, depois de ter sido nomeado para o cargo de presidente da Reipública. O sistema judicial do país apenas fazia e dizia o que o chefe mandava. O chefe estava muito zangado por terem caçado o Manuel, ficou tão arreliado, com tanta urticária e azia, que até queria sabotar as relações diplomáticas com Lisboa…
A comunicação social diz que os generais Kopelipa e Dino também foram caçados, em Angola, não em Portugal. Esses “gajos” das redes sociais dizem que os generais já informaram o Imperador-Presidente “que estão dispostos a entregar ao Estado bens no valor de mil milhões de dólares”, abifados durante a gerência do “arquitecto da paz, o líder querido, o clarividente, o barcelonês” José Eduardo dos Santos.
Eles enriqueceram no mesmo período em que enriqueceu João Lourenço. Tudo indica que os generais amealharam fortuna ilegalmente? Como é que o generalíssimo ex-ministro da Defesa da corrupção que foi nomeado para o cargo de Presidente, enriqueceu? Certamente que isso não aconteceu com os salários de generalíssimo ou de ministro!
A comédia acontece porque os generais, de acordo com a informação dos “gajos” das redes sociais, prometeram ao generalíssimo que “estão dispostos a entregar ao Estado activos que poderão ascender a mais de mil milhões de dólares”. Isso não é suficiente para serem alojados na cadeia de Viana ou de São Paulo?
Então se, de facto, existissem instituições sérias e independentes, em vez de informarem o generalíssimo, os generais não deveriam informar o Procurador-Geral da Reipública da Angola do MPLA desse gesto tão “altruísta”? Isso só demonstra que a Procuradoria-Geral da República não é uma instituição adulta, séria, independente e o Procurador não passa de um reles funcionário ao serviço dos caprichos do Presidente da Reipública da Angola do MPLA?
Nos Estados Unidos estão a investigar os negócios de Donald Trump, aquele com quem João Melo, o ex-Ministro da Propaganda que foi exonerado, está muito chateado, esquecendo-se da concentração de poderes no presidente da Reipública da Angola do MPLA, o ex-ministro da Defesa da corrupção durante a gerência de José Eduardo dos Santos. Dizem os entendidos que se se confirmarem as suspeitas, Trump, quando abandonar a presidência, corre o risco de ser julgado e condenado a uma pesada pena de cadeia pelos cambalachos que desconfiam ter praticado.
Na Reipública da Angola do MPLA alguém investiga o presidente, o vice-presidente, o ex-presidente e o ex-vice-presidente. A grande desculpa é a imunidade. Será a imunidade cleptocrática?
Rafael Marques, antes de ter sido condecorado, “resmungou” imenso sobre o enriquecimento do actual governador-geral que, apenas com salários de ministro e de general, apresentava uma fortuna muito volumosa, com demasiada adiposidade. O caso foi arquivado no arquivo da indiferença?
O ex-presidente vive faraonicamente em Barcelona. Os salários de ex-presidente dariam para viver assim alguns poucos meses. Mas como goza de imunidade cleptocrática, de acordo com a Constituição Atípica, é intocável?
Se resolvessem investigar o enriquecimento do ex-ministro da Defesa da corrupção na gerência do José Eduardo dos Santos e descobrissem cambalachos, João Lourenço poderia escrever uma carta, “em papel perfumado”, dirigida ao Lourenço, a pedir perdão? Ou invocaria a imunidade que lhe oferece a Constituição Atípica.
Uma coisa é certa, nos cambalachos que são descobertos, todos querem escrever cartas, “em papel perfumado”, dirigidas ao Presidente da Reipública, ignorando ou subalternizando o Procurador-Geral da Reipública. Quer isso dizer que o Procurador-Geral da Reipública desempenha apenas funções de figurante no filme “A Grande Rebaldaria”?

W.Tonet , I Martins sois unicos jornalistas COMBATENTES DA LIBERDADE , recordo me em Sao Nicolau de onde partiram , Quem acreditou que o poder do SALAZR cairia em 24 horas com 25 de Abril de 1974 ? A BABILONIA caiu e o mpla caira ,” NAO HA PEDRA QUE FICARA SOB OUTRA PEDRA ”
Estes VAMPIROS erao CONSUMIDOS pelos RAIOS DO SOL que nao mais q a LIBERDADE E DEMOCRACIA , eles sao VAMPIROPS que vivem em seus covis de TREVAS a gente vai atingir lhes com os raios do sol . SAO LADROES LAMBOES . OPORTUNISTAS