Angola (é claro!) e Guiné-Bissau estão entre os países do mundo em maior risco de choques ecológicos, segundo o Relatório de Ameaças Ecológicas, divulgado pelo Instituto de Economia e Paz que analisa 228 países e territórios, estando Angola na 10.ª posição e a Guiné-Bissau na 16.ª. O cenário é de escassez alimentar, rápido crescimento populacional e escassez de água. O instituto, sediado na Austrália, sublinha que Angola será um dos países do mundo onde o risco de escassez de água sobe mais até 2040 e cuja população deverá crescer 132%…
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SECA ALIMENTA ORGIA DO GOVERNO
O Presidente (não eleito) angolano, João Lourenço, aprovou dois acordos de financiamento para a cobertura do projecto de abastecimento de água para o combate à seca severa e às alterações climáticas orçados em 420 milhões de euros. Segundo o despacho presidencial 236/22 de 5 de Outubro, os dois acordos de financiamento visam a cobertura financeira do Projecto de Resiliência Climática e Segurança Hídrica de Angola (Reclima) a celebrar com instituições multilaterais. Com o Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) o acordo é novo e terá “valor global de…
Leia mais1,6 MILHÕES PASSAM FOME… RELATIVA (É CLARO!)
Quase 1,6 milhões de pessoas no sul de Angola sofreram insegurança alimentar grave (eufemismo que significa fome) em 2021 devido à seca, a pior em 40 anos, revela hoje um relatório que prevê em 2022 o terceiro ano consecutivo de colheitas reduzidas. De acordo com o relatório, publicado anualmente pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Alimentar Mundial (PAM) e a União Europeia, no ano passado, 193 milhões de pessoas em 53 países estavam em situação de insegurança alimentar aguda, ou seja, precisavam…
Leia maisALIVIAR A SEDE E A FOME
No Sul de Angola, região assolada por secas cíclicas e cada vez mais severas e, igualmente, vítima da incompetência governativa, milhares de pessoas enfrentam graves situações de desnutrição que as escolas de campo (ECA) tentam aliviar, introduzindo melhorias na produção agrícola. A ECA Twepwila, fundada em 2021 e apoiada pelo programa Fortalecimento da Resiliência e Segurança Alimentar e Nutricional em Angola (FRESAN), é uma delas. Ali trabalham 25 mulheres da aldeia de Tchiango e aprendem como mitigar a fome, recorrendo a técnicas agrícolas pouco sofisticadas e de fácil aplicação que…
Leia maisNO CUNENE, 40% DAS CRIANÇAS DESISTEM DA ESCOLA
Enquanto o Presidente, João Lourenço, conta anedotas na Escócia e o vice-Presidente, Bornito de Sousa, se entretém a processar judicialmente quem fala dos custos do vestido de noiva da sua filha, 40% de crianças desistiram da escola, na província do Cunene, devido à seca e à fome que assolam a região… Segundo fonte oficial, a situação leva, continua a levar, à “dispersão populacional que busca pela subsistência”. Segundo o coordenador da Zona de Influência Pedagógica (ZIP) da província do Cunene, sul de Angola, Pelágio Ndafenongo Silikuvamwe, o calor, a seca…
Leia maisMelhor governo há 46 anos é o do MPLA…
Mais de 1,3 milhões de pessoas (mesmo que consideradas pelo MPLA como de segunda, ou terceira, categoria) no sudoeste de Angola sofrem de “fome extrema” devido à pior seca dos últimos 40 anos, que deixou campos áridos, pastagens secas e reservas alimentares esgotadas, advertiu hoje o Programa Alimentar Mundial (PAM). Por Orlando Castro (*) Pena é que este organismo da ONU não se preocupe em saber a razão pelo qual o governo (o mesmo há 46 anos) nada faz profilacticamente e se limite a constatar o óbvio, razão pela qual…
Leia maisOperação… “task force” (da seca)
O Governo angolano criou, alinhando na moda internacional, uma “task force” para acompanhar a distribuição de ajuda para as vítimas da seca no sul de Angola, tendo sido enviadas 5.176 toneladas de bens desde 2019, das quais 840 este ano, foi hoje anunciado. Enviadas terão sido, se chegaram aos destinatários é outra questão. O anúncio foi feito pela ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, coordenadora de (mais) uma comissão de acompanhamento e resposta à seca no sul de Angola, e pelo ministro de Estado e chefe da…
Leia maisSeca não pode acabar (os ladrões precisam dela)
Em Angola, cerca de 3,5 milhões de pessoas, tal como os mais de 20 milhões de pobres, estão a ser afectadas pela crónica e ancestral (quase 46 anos de governação) incompetência do MPLA. Agora, segundo em representante do Programa Alimentar Mundial (PAM) no país, a seca, a pior dos últimos 40 anos, que já forçou a deslocação de quase mil pessoas, abalroa a sobrevivência das tais 3,5 milhões de autóctones. Michele Mussoni, que dirige o escritório daquela agência das Nações Unidas, adiantou que a seca atingiu não só as províncias…
Leia maisComo só morre quem está vivo…
O director executivo da organização não-governamental (ONG) Associação Construindo Comunidades (ACC), Domingos Fingo, afirmou hoje que a seca no sul de Angola “está a ser catastrófica”. Provavelmente o Presidente da República, João Lourenço, está a ter dificuldades em implementar uma solução para mais esta catástrofe por falta de “entendimento” estratégico com o Presidente do MPLA, João Lourenço, e com o Titular do Poder Executivo, João Lourenço… Domingos Fingo, que tem trabalhado no terreno, em conjunto com a Amnistia Internacional e com outras organizações, diz que a seca “está a criar…
Leia maisMilhões de angolanos em risco
Milhões de pessoas estão em risco de vida e muitas já abandonaram as suas casas no sul de Angola devido à seca agravada pelas alterações climáticas que está a devastar aquela região, alertou a Amnistia Internacional. Enquanto isso obras emblemáticas do regime, como o metropolitano de Luanda ou o satélite AngoSat, estão a “bombar”. Viva os quase 46 anos de governação do MPLA… A organização humanitária referiu que a criação de fazendas para o comércio de gado em terras comunitárias expulsou comunidades pastorícias das suas terras desde o final da…
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