Angola recebe mais um PhD. Marcolino Moco, defendeu no dia 12 de Dezembro de 2016, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, a tese de doutoramento: “Contribuição para uma apreciação jus-internacional da integração regional africana”. [dropcap]M[/dropcap]arcolino José Carlos Moco foi Primeiro Ministro de Angola. É licenciado e mestre em Direito pela Universidade Agostinho Neto. Entre o mestrado e o doutoramento foi professor e director da Faculdade de Direito na Universidade Lusíada de Angola. Natural da Província do Huambo, aldeia de Chitue, no Ekunha – antiga Vila Flor. Descende de…
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“Duas palavras” de Marcolino Moco sobre William Tonet
“Já não sei precisar há quanto tempo oiço falar e conheço o William Tonet. Terá sido, certamente, depois de decorridos alguns anos sobre a independência de Angola, andava eu nos meus trinta e ele ainda nos vinte anos de idade. [dropcap]A[/dropcap]cabava eu de sair das neófitas fileiras juvenis do MPLA, a que aderi, formalmente, depois do 25 de Abril, e William Tonet vinha já de uma longa jornada de nacionalismo vivido ao lado de seu pai, antigo prisioneiro político por sua luta anti-colonial, o Tonet-pai, que viria a ser meu…
Leia maisProcesso eleitoral assente na batota
A CASA–CE está a organizar de forma regular um conjunto de palestras e seminários, pelo país, denominado, “Conversas para a nova Aurora”. [dropcap]P[/dropcap]ara o efeito convida académicos e especialistas das mais diferentes áreas do saber, não ligados à coligação partidária, para transmitir experiências e visões sobre o estado actual de Angola, e as soluções, para com uma direcção e gestão diferentes se colocar o país na rota do desenvolvimento sustentado. No dia 21.10, o constitucionalista Marcolino Moco, ex-primeiro ministro, ex-secretário-geral do MPLA e ex-secretário executivo da CPLP, foi o orador…
Leia maisPara Portugal tudo é normal no reino de Dos Santos
O resgate do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Angola, à partida, “não vai nem resolver nem agravar” a crise económica angolana, mas o “mais certo é que a vá agravar”, defendeu hoje o antigo primeiro-ministro angolano Marcolino Moco. [dropcap]N[/dropcap]uma entrevista à agência Lusa, Marcolino Moco considerou que o “repugna” abordar as coisas de forma pontual e que tudo se deve a um “contexto africano” que promove a “exclusão”, permitindo que quem está no poder “não deixe o lugar a mais ninguém”. A 6 de Abril, o FMI anunciou que Luanda…
Leia maisDois pilares (essenciais) da libertação
Em Angola, existem basicamente três correntes que visam mudar o quadro actual, da ditadura para a democracia. Uma é defendida por Marcolino Moco, na sua obra, “Angola: a terceira alternativa”. O autor afirma que é um método de negociação proposto a todos os actores políticos e à toda a sociedade civil. [dropcap]P[/dropcap]ara Moco, para que Angola possa ultrapassar o quadro actual, é necessário que o Presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos, convoque todas as vontades nacionais com vista a discutirmos o futuro do país. Classificamos a proposta de Moco…
Leia maisComo se estupidifica um país
Acompanho as declarações de elementos que consideram sérias e legais as citações abusivas por editais do Jornal de Angola e outros meios de comunicação pública, à volta do Processo 15+2 e “perdoo-os”, na generalidade, porque não sabem o que diz a Lei sobre o assunto. Outros sabem-no e afirmaram que entendem isso como uma forma de solidariedade aos injustiçados “revus”. Por Marcolino Moco [dropcap]E[/dropcap]nquanto isso, eu, por tudo quanto tenho observado da (in)Justiça angolana dos últimos, se tanto, 13 anos e das ocorrências à volta do próprio processo em apreço,…
Leia mais“Juízes são uns coitados”
Marcolino Moco, antigo primeiro-ministro de Angola, afirmou hoje que os órgãos judiciais em Angola estão “manietados” pelo regime de José Eduardo dos Santos e que os juízes “são uns coitados”, uma vez que não conseguem combater a “manipulação”. [dropcap]C[/dropcap]ontactado telefonicamente pela agência Lusa, Marcolino Moco, hoje advogado e crítico do regime angolano, comentava a decisão do Tribunal de Luanda, que, num edital publicado hoje no Pravda do regime (Jornal de Angola), o incluiu numa lista de pessoas a ouvir no quadro do julgamento/farsa dos 17 activistas angolanos acusados de, entre…
Leia maisNada entre mim e o Processo 15+2
Soube que alguns dos alegados elementos de um indicado e carnavalesco “governo de salvação nacional” pelo chamados “revus”, mesmo sem terem tido conhecimento de eventual notificação para deporem perante o Tribunal de Luanda, terão sido publicamente ameaçados com medidas de coacção antecedidas de anúncio público de seus nomes, em supostos termos da Constituição e da Lei. Por Marcolino Moco [dropcap]T[/dropcap]udo isso, aparentemente, para justificar o arrastamento do sofrimento a que têm sido sujeitos cidadãos que apenas tentavam exercer, pacificamente, os seus direitos previstos na Constituição e na legislação internacional adoptada…
Leia maisEntre 2014 e… 2015
Pela sua mente aberta para o contraditório, acredito que Lopo do Nascimento estará disponível para participar no debate despartidarizado que se impõe em Angola e África, duas entidades que ele tão bem conhece e que, por sua vez, o conhecem. Por Marcolino Moco (*) [dropcap]N[/dropcap] o meu próximo livro com o título “Angola: estado-nação ou estado etnia-política?” apresento a tese, baseada na minha experiência pessoal e política e numa longa reflexão, de que as dificuldades do estado típico africano assentam, essencialmente, na disfunção entre a sua estrutura, criada, formalmente, à…
Leia maisProblemas actuais de Angola e alegada intervenção estrangeira
O Executivo angolano, particularmente, em torno do algumas vezes chamado “processo dos 17”, depois do aparente despertar do mundo para a falsidade da democraticidade e pacificidade autêntica do respectivo regime, encontra-se a promover uma forte campanha de debates internos e externos. Por Marcolino Moco [dropcap]E[/dropcap] stes debates são claramente dirigidos no sentido de convencer a todos, que as medidas, no mínimo ilegais, contra pessoas que apenas se limitam a tentar exercer os direitos previstos na Constituição actual e no ordenamento internacional reconhecido pelo Estado, são uma consequência da necessidade de…
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