A má nutrição (fome) provocou a morte de 143 crianças na província angolana do Bié, num total de 1.930 casos, no primeiro semestre deste ano, informaram hoje as autoridades sanitárias locais. No Huambo, pela mesma razão, 150 crianças já morreram este ano, num total de 1.375 casos. Nenhum dos mortos era familiar de dirigentes do MPLA. [dropcap]O[/dropcap] dado avançado pelo chefe de departamento da Saúde Pública e Controlo de Endemias do Bié, Isaías Cambissa, indica mais 39 óbitos comparativamente ao mesmo período de 2019. Isaías Cambissa, citado pela rádio pública…
Leia maisEtiqueta: Fome
Reflexão sobre a saúde pública
A crise não é um mal, caso seja bem gerida. São oportunidades para fazer ajustes, para ir adaptando-se às novas exigências. A crise de saúde existente em Angola e seguirá por muitos anos, é um problema que não será resolvido em um dia, e muito menos com uma simples reforma legal. Num país onde nunca foi debatido um modelo de atenção primária de saúde ou modelo de médico que queremos, que saúde esperamos ter? Por Adão Xirimbimbi “AGX” Jurista [dropcap]A[/dropcap] saúde pública em qualquer parte do mundo é um tema…
Leia maisDo caviar ao farelo
O artigo 21.º da Constituição da República de Angola define (trata-se apenas de tratado teórico de boas intenções) as tarefas fundamentais do Estado. Destas, destacam-se: Promover o bem-estar, a solidariedade social e a elevação da qualidade de vida do povo (angolano), designadamente dos grupos populacionais mais desfavorecidos, promover a erradicação da pobreza e a melhoria sustentada dos índices de desenvolvimento humano dos angolanos. [dropcap]O[/dropcap]s Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecem: Erradicar a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável, o investimento nas infra-estruturas rurais,…
Leia maisMeninos à volta da fome
Perto de 150 crianças já morreram este ano devido à má nutrição (fome), num total de 1.375 casos notificados na província do Huambo, anunciaram as autoridades de saúde locais. Os meninos à volta da fogueira, aprenderem coisas de sonho e de mentira, aprenderam como se ganha uma bandeira, estão a saber o que custa viver sem comer. [dropcap]S[/dropcap]egundo a supervisora provincial de nutrição, Cármen Mossovela, foram registados no primeiro semestre 148 óbitos, um aumento comparativamente ao mesmo período de 2019, altura em que morreram 95 crianças de má nutrição (fome).…
Leia maisVergonha, vergonha, vergonha, vergonha!
A SIC (televisão portuguesa) emitiu uma reportagem, esta terça-feira, em que dava conta da existência de cerca de 200 crianças subnutridas e doentes, sozinhas num barracão nos arredores de Luanda. Com cara de virgem ofendida mas sem conseguir ocultar a sua imagem de marca (meretriz), o Governo do MPLA pediu informações sobre o seu paradeiro “para que sejam salvas”. Texto actualizado em 31.07 com o esclarecimento da SIC. [dropcap]O[/dropcap] Governo angolano (que há 45 anos é da responsabilidade do MPLA) pediu ajuda para localizar as cerca de 200 crianças, subnutridas…
Leia maisInternet… potável!
O ministro das Telecomunicações Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, defendeu, em Luanda, a promoção do acesso à Internet em todos os estratos sociais e em todo o país. Embora dê jeito haver electricidade, crê-se que o Governo a vá tornar “potável” através de ligação a candeeiros a petróleo ou a velas de cera… [dropcap]P[/dropcap]or todos os cantos e esquinas do país multiplicaram-se as manifestações de júbilo e elogios à tese de Manuel Homem. A população dos Gambos, por exemplo, e daquelas localidades do Cuando Cubango, onde, só…
Leia maisO farelo, os cães e o MPLA
As medidas de higienização são prioritárias no combate à Covid-19, mas em Angola (país que desde há 45 anos é governado ininterruptamente pelo mesmo partido, o MPLA) só três em cada 10 cidadãos têm água canalizada na residência, enquanto metade não tem acesso a ligação eléctrica da rede pública, segundo revelou o Afrobarómetro. [dropcap]R[/dropcap]ealizado pela Afrobarómetro, uma rede de pesquisa pan-africana e não partidária que fornece dados quantitativos sobre a vivência e avaliação dos africanos da democracia, da governação e da qualidade de vida, o inquérito indicou que as dificuldades…
Leia maisHá vida (ou morte) para além da Covid-19
Francisco Pavão, especialista português em saúde pública, considerou que o estado de emergência em Angola teve um “impacto muito negativo” nos cuidados de saúde primários e no acompanhamento materno-infantil, admitindo maior mortalidade nas “doenças não-Covid-19”. Estranho. Como é possível haver um “impacto muito negativo” em algo que… não existe! [dropcap]F[/dropcap]rancisco Pavão disse à Lusa que Angola, tal como outros países, se tem focado quase exclusivamente na prevenção e combate à Covid-19, pelo que neste momento se debate o risco de negligenciar outras doenças. Pois, mas estas outras doenças (malária, tuberculose,…
Leia maisFome, fome, fome…
Mais de um terço dos angolanos (Angola tem mais de 30 milhões de habitantes) ficaram privados de comida, água potável e assistência médica e medicamentosa, no ano passado, segundo um inquérito promovido pela organização Afrobarómetro. Nada de novo. Há 45 anos que os autóctones se habituaram a viver sem comer, sem ter assistência médica. Como nem todos têm acesso aos caixotes de lixo dos donos do país (o MPLA), muitos morreram. [dropcap]N[/dropcap]o estudo, os autores sublinham que os dados deixam “a descoberto vulnerabilidades socioeconómicas profundas, que têm tornado extremamente penoso…
Leia maisQuo Vadis, África?
O continente africano assinala amanhã, segunda-feira, o Dia de África, marcado, este ano, pela luta contra a Covid-19 numa região a braços com vários conflitos, diversas endemias, montanhas de corrupção, incompetência governativa generalizada, nepotismo, cleptocracia e onde a integração económica continua longe do desejado e a equidade social é uma miragem. [dropcap]E[/dropcap]m Maio de 1963, à medida que a luta pela independência do domínio colonial ganhava força, líderes de Estados africanos independentes e representantes de movimentos de libertação reuniram-se em Adis Abeba, na Etiópia, para formar uma frente unida na…
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