A ponta de um iceberg no mal-estar na crise?

«Algo vai mal na banda e tudo começa a ser tomado como génese do triângulo de um certo mal-estar social, político e económico a crise petrolífera e a falta de kumbu. Por Eugénio Costa Almeida Investigador e especialista em assuntos africanos (*) [dropcap]M[/dropcap]as será que estes dois genomas da crise justificam tudo o que se vai passando? Senão vejamos: – A persistente falta de fundos cambiais, de início para pagamentos ao exterior e transferências de vencimentos de expatriados contratados e, agora, para permitir a compra de produtos da cesta básica…

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Evasão Fiscal: um mal a ser combatido

Em mais uma demonstração de que as Administrações Tributárias mundiais, pouco a pouco, procuram fortalecer a cooperação internacional de combate à evasão fiscal e promover sistemas tributários mais efectivos, justos e eficientes, realizou-se, na cidade de Roma, nova ronda de discussões técnicas em que estiveram presentes representantes de vários países. Por Antonio Sepulveda e Igor de Lazari (*) [dropcap]P[/dropcap] ara se ter ideia da magnitude do encontro, além dos representantes das quatro instituições promotoras do evento – a saber, “International Tax Compact”, o Banco Mundial, o Centro Interamericano de Administrações…

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Petróleo incendeia o país

O Governo angolano vai lançar um programa de resposta à quebra das receitas associada à venda do petróleo, prevendo cortar nas importações de bens e serviços, além de medidas nos domínios fiscal e monetário. Enquanto isso, a UNITA quer saber o paradeiro dos mais de 160 mil milhões de dólares provenientes do petróleo desde 2011. [dropcap]O[/dropcap] anúncio consta do comunicado da reunião conjunta das comissões Económica e para a Economia Real do Conselho de Ministros, realizada na quinta-feira, em Luanda, sob orientação do Presidente angolano, também Titular do Poder Executivo…

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Diamantes, é claro!

O Governo angolano prevê um crescimento de 1,5% da produção nacional de diamantes em 2016, para quase nove milhões de quilates, depois do recorde registado no último ano. [dropcap]S[/dropcap] egundo a mais recente projecção do Ministério da Geologia e Minas, a perspectiva para 2016 passa por alcançar a produção de 8,962 milhões de quilates, entre as componentes industrial e artesanal (garimpo individual ou em cooperativas, sob licença do Estado), esta última estimando uma produção superior a 860 mil quilates. “Dentro de cinco anos, com os novos projectos que estamos a…

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Chineses dizem-se os melhores

Duas herdades geridas pelo consórcio estatal chinês CITIC em Angola “estão a funcionar como vitrinas da agricultura moderna no país”. [dropcap]Q[/dropcap] uem diria. Os chineses são, aliás, uma vitrina de tudo e mais alguma coisa. No caso, a revelação é de agência oficial Xinhua, citando o responsável da empresa para as operações em África, Liu Guigen. “O Governo angolano quer que a CITIC estabeleça mais herdades modernas noutras províncias”, salientou o empresário, assegurando que a cooperação entre os dois países naquele sector “encontra-se numa fase preliminar”. Pedras Negras, uma das…

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O mais vulnerável sistema financeiro de África

Um estudo da agência de notação financeira Moody’s diz, certamente sem auscultar quem sabe da matéria (o Titular do Poder Executivo), que o sistema financeiro angolano é o mais vulnerável em África. [dropcap]A[/dropcap] análise da agência de notação financeira Moody’s à banca africana leva em conta o que se passa e as perspectivas em 32 país avaliados. No estudo ao sistema financeiro de Angola, a Moody’s considera que o cenário em cinco das seis alíneas analisadas vai degradar-se em 2016: o ambiente das operações, o risco dos activos, o lucro,…

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Apertem (ainda mais) o cinto

A União Nacional dos Trabalhadores de Angola – Confederação Sindical (UNTA-CS) prevê uma nova redução do poder de compra dos trabalhadores angolanos em 2016, com o agravamento das políticas fiscais decididas pelo Governo. [dropcap]A[/dropcap] previsão é feita pelo secretário-geral da UNTA, Manuel Viage, que disse igualmente, em declarações à agência Lusa, que 2015 foi já só por si “um ano difícil” para os trabalhadores angolanos. Manuel Viage referiu que as medidas de política fiscal, com destaque para a vertente da despesa, executadas pelo Estado para fazer face à crise económica…

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É prioritário resolver a falta de dólares

Alves da Rocha, director do Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC), defende que mais do que a introdução do euro ou do yuan chinês em Angola, como alternativa aos escassos dólares, é necessário priorizar, em definitivo, o acesso a divisas. [dropcap]P[/dropcap] ara Alves da Rocha, economista do CEIC, instituição da Universidade Católica de Angola, a moeda estrangeira deve “deixar de circular em paralelo” com o kwanza, como acontece actualmente, mas agravada nos últimos meses com a desvalorização de mais 30 por cento na moeda nacional face ao dólar norte-americano,…

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(Mais) um ano duro

A Economist Intelligence Unit (EIU) considera que o Governo de Angola “tem um ano duro pela frente” porque vai ter de responder às expectativas da população apesar de ter menos receitas fiscais e espaço de manobra. [dropcap] “O [/dropcap] Governo tem um ano duro pela frente, porque vai ter de responder às expectativas cada vez maiores, mas tem um nível de receitas mais baixo e menos espaço de manobra orçamental”, escrevem os analistas da unidade de análise económica da revista britânica ‘The Economis’. Numa análise ao Orçamento do Estado para…

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Com que então… o café!

O director do Instituto Nacional do Café defendeu hoje – qual navegador que descobriu a pedra filosofal – a aposta de Angola no modelo agro-exportador, nomeadamente do café, que considera o único neste momento com hipótese de competir rapidamente no mercado internacional, tal como aconteceu no passado. [dropcap]A[/dropcap] inda hoje o embaixador da missão permanente de observação da União Africana junto da ONU, angolano Téte António, disse que “todos os dirigentes africanos estão cientes de que é preciso diversificar as economias”, explicando que o atraso se deve aos resquícios do…

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