Após 60 anos de esforços das Nações Unidas, cerca de 80 ex-colónias alcançaram a independência, mas 17 territórios ainda permanecem sob controle, muitos são pequenas ilhas que enfrentam ameaças climáticas cada vez mais intensas. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pede diálogo inclusivo e participação dos jovens. Por Orlando Castro esde 1945, mais de 80 ex-colónias, que abrigam cerca de 750 milhões de pessoas, conquistaram a independência. No entanto, 17 Territórios Não Autónomos permanecem na lista da ONU, abrigando quase dois milhões de pessoas. De acordo com a ONU, os…
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A HISTÓRIA CONTINUA A SER BEM (NESTE CASO) ESCRITA
«A Tragédia da Partida dos Colonos de Angola», de Xavier de Figueiredo, dá-nos uma visão ampla do fenómeno da debandada dos colonos de Angola, como fruto do trágico processo de descolonização do território. É, porém, nas consequências da debandada que o livro se concentra, revelando aspectos até agora desconhecidos ou aprofundando outros já do conhecimento geral. este livro, Xavier de Figueiredo defende que os colonos não o eram no sentido pejorativo que o termo adquiriu, fustigado por ideologias às quais importou estigmatizá-los, mas sim gente, na sua imensa maioria, deveras…
Leia maisA CULPA SÓ PODERIA SER… NOSSA!
O general Pedro Pezarat Correia considera que os três movimentos de libertação angolanos (MPLA, FNLA e UNITA) com quem Portugal assinou o Acordo de Alvor, faz quarta-feira 50 anos, “não estavam de boa-fé” no processo negocial. m entrevista ao jornalista Eduardo Lobão, da Lusa, Pezarat Correia diz que “os movimentos de libertação não estiveram de boa-fé. Eles estiveram no Acordo fundamentalmente para terem ali uma base legal para acabar com a presença portuguesa na governação de Angola”. Os generais Pezarat Correia, de 92 anos, e António Gonçalves Ribeiro, de 91…
Leia maisPORTUGAL DEIXOU ANGOLA CEDO DEMAIS
Depois de entregar a independência a Angola, Portugal cometeu um dos erros mais graves da história recente ao abandonar o país nas condições em que o fez. O processo de descolonização não foi apenas apressado, foi negligente, irresponsável e, em muitos aspectos, catastrófico. Por Malundo Kudiqueba ngola, em 1975, era uma nação com imenso potencial, mas ainda profundamente dependente das estruturas administrativas, económicas e sociais deixadas pelo colonizador. Ao conceder a independência de forma abrupta e entregar o poder ao MPLA, Portugal falhou em assegurar uma transição gradual que garantisse…
Leia maisDE TIMOR-LESTE A… CABINDA
As comemorações dos 25 anos do referendo em Timor-Leste, que levou à restauração da independência em 20 de Maio de 2002, arrancam hoje em Díli com a presença do secretário-geral da ONU, António Guterres. Enquanto isso, em Cabinda a (des)colonização está (in)acabada. edicada ao lema “Foi o povo que lutou! Foi o povo que sofreu! Foi o povo que venceu a luta”, a celebração dos 25 anos do referendo, organizada pelo Governo, vai também contar com a presença do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros português, Nuno Sampaio, e do…
Leia maisDIOGO CÃO ERA MEMBRO DO… MPLA
O representante permanente de Angola nas Nações Unidas, Francisco José da Cruz, afirmou, em Nova Iorque, que o fim do regime político ditatorial em Portugal só foi possível devido à acção dos movimentos de libertação nas colónias em África. Com mais um pouco de imaginação, bem que se poderia dizer que o golpe de Estado em Portugal começou a germinar quando Diogo Cão se tornou militante do MPLA… urante um debate sobre “o legado da Revolução dos Cravos nas Nações de Língua Portuguesa”, o diplomata do MPLA explicou que os…
Leia maisSAÍDA DOS PORTUGUESES FOI UM ERRO CRIMINOSO
Uma transição gradual de 25 anos no período pós-independência teria criado condições para a estabilidade política/económica em Angola. Este período teria proporcionado aos políticos angolanos tempo para adquirir experiência prática na administração do país. A participação activa dos portugueses na transferência de responsabilidades e conhecimentos aos antigos movimentos de libertação teria sido a solução ideal. Por Malundo Kudiqueba MPLA, era um movimento de guerrilha, assumiu o controlo de Angola sem a devida experiência administrativa e política. Isso resultou em desafios significativos na gestão do país que incluiu a destruição de…
Leia maisFALTA DESCOLONIZAR CABINDA
Angola reafirmou, na sede da ONU, em Nova Iorque, o compromisso com a eliminação total do colonialismo em todas as suas formas e manifestações. Como no caso angolano, em 1975, apenas se assistiu à mudança de colonialistas (saiu Portugal e entrou o MPLA), será que vamos assistir à eliminação dos colonialistas que estão no Poder há 48 anos? Por Orlando Castro ntervindo no debate geral da Quarta Comissão sobre a Situação Relativa à Implementação da Declaração de Independência aos Países e Povos Coloniais, o Representante Permanente Adjunto da Missão de…
Leia maisSOARES, MARCELO E OS OUTROS
O dia 1 de Dezembro assinala, em Portugal, o golpe revolucionário de 1640 que acabou com o domínio da dinastia Filipina sobre Portugal, retirando o país da alçada espanhola e colocando no trono D. João IV. A este propósito, Marcelo Rebelo de Sousa lembra os ciganos que “deram a vida” pela independência nacional e lamentou a discriminação de que têm sido alvo em Portugal. Por Orlando Castro ra então, “ao lembrar tantos portugueses, de tantas origens, que se envolveram no movimento revolucionário, o Presidente da República quer lembrar também os…
Leia maisJá passaram 45 anos e ainda
há tantas feridas sem cura
Definido, em Portugal, com a Lei 7/74, o direito dos povos coloniais à autodeterminação, com todas as suas consequências, incluindo “a aceitação da independência dos territórios ultramarinos”, estava dado o sinal para as populações brancas das colónias de que o processo de descolonização iria entrar na fase definitiva. Quanto a Angola, considerando as previsíveis dificuldades de aproximação dos três movimentos de libertação e a amplitude da comunidade branca angolana, o presidente da República e, de forma geral os órgãos de soberania portugueses, interrogavam se legitimamente sobre a melhor forma de…
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