A campanha de reeleição, em 2006, do ex-Presidente Luiz Inácio da Silva, velho, querido e incondicional apoiante do MPLA, teria recebido a quantia de 50 milhões de reais (11,2 milhões de euros) da petrolífera estatal angolana Sonangol, segundo o jornal brasileiro Valor Económico. [dropcap]A[/dropcap] negociação foi denunciada pelo ex-director Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, antes de ele próprio aceitar um acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR), responsável pela investigação dos casos de corrupção envolvendo a petrolífera estatal brasileira Petrobras. A propina teria sido paga após…
Leia maisEtiqueta: Corrupção
Branqueamento de capitais? Não. Isto é, um dia quem sabe
O Banco Nacional de Angola (BNA) estima (certezas são coisa rara) que o sistema financeiro do país esteja em conformidade com os requisitos internacionais de prevenção do branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo durante o primeiro semestre de 2016. Por Orlando Castro [dropcap]O[/dropcap] ra então, vamos esperar sentados. Se nada de estranho acontecer, como novas tentativas de rebelião e de atentados contra o Presidente, talvez agora protagonizadas por zungueiras, chulos e similares, talvez um dias destes os ditos requisitos internacionais estejam prontos para, de facto que não de jure,…
Leia maisApostemos na corrupção.
É fácil, barato e dá milhões
Acabar com a corrupção em Portugal seria como acabar com as vogais na nossa língua. Essa peregrina ideia de querer pôr, em Portugal, os corruptos a lutar contra a corrupção é digna dos bons alunos do regime angolano que, aliás, aprenderam com os exímios professores portugueses. Por Orlando Castro [dropcap]O[/dropcap] combate à corrupção em Portugal apresenta “resultados mais baixos do que seria de esperar para um país desenvolvido”. Essa de chamar desenvolvido ao reino esclavagista em que os senhores feudais foram e são do PSD ou do PS, com algumas…
Leia maisPapai entrega à filha Plano Metropolitano de Luanda
A antiga nomenklatura angolana do tempo do PT, partido único, detentora de todas as rédeas do poder político e de todos os outros que este controlava, reapareceu em grande à tona d’água no passado dia 14.12 nas suas vestes de 1992. [dropcap]V[/dropcap] estes de único partido a exercer o poder em Angola, MPLA, isto é, metamorfoseada em establishment de fachada democrática à moda ocidental, mas controlando, com os seus apparatchiks disfarçados em empresários, tudo quanto é ferramenta de um poder absoluto, abrangendo tudo, desde a liderança política, passando pelas mídia,…
Leia maisCarta aberta de trabalhadores do SME
“Servimo-nos da presente para contestar e clamar por justiça à Assembleia Nacional, sobre o excesso de irregularidades e autoridade do senhor Director Doutor José Paulino da Cunha, uma vez que as redes sociais têm servido de advogados imparciais para os actos de injustiça praticados por quem se intitula dono do País. [dropcap]O[/dropcap] SME – Serviço de Emigração e Estrangeiros recrutou mais de 800 efectivos, sem concurso público, escolhidos a dedo por serem filhos de senhores na sociedade angolana. Mentiram aos funcionários que no ano de 2015 voltariam a recrutar onde…
Leia maisCorrupção? Isabel, é claro!
O Banco Espírito Santo (BES) e a empresária angolana Isabel dos Santos, filha do presidente Eduardo dos Santos (há 36 anos no poder sem nunca ter sido nominalmente eleito) estão entre os 15 casos “mais simbólicos da grande corrupção” em todo o mundo que a Transparência Internacional (TI) colocou hoje em votação. [dropcap]O[/dropcap] s 15 casos “mais simbólicos da grande corrupção” foram escolhidos pela Transparência Internacional a partir de 383 candidaturas que chegaram a esta Organização Não-Governamental (ONG) através dos seus parceiros em vários países, tendo sido definido como critérios…
Leia maisJustiça espanhola apanha Ambrósio de Lemos
A Polícia espanhola diz que o comandante da Polícia angolana, Ambrósio de Lemos, teve visita paga a Madrid e poderá ter recebido três milhões de dólares de “luvas”. Armando da Cruz Neto também está envolvido. [dropcap]E[/dropcap] m 2008, duas empresas espanholas, a Defex e a Comercial Cueto 92, formaram o que na legislação comercial espanhola é conhecido como uma “Union Temporal de Empresas” (UTE), que nesse mesmo ano firmou um contrato com Angola para o fornecimento de equipamento policial no valor inflacionado de cerca de 153 milhões de euros. Pouco…
Leia maisSe a corrupção matasse…
Um relatório conjunto das organizações da sociedade civil Transparência Internacional (TI) e o Afro-barómetro mostra que a corrupção em África está em alta e também se “conjuga” em português. Nos países lusófonos de África, Cabo Verde é o menos corrupto e Angola o mais corrupto. [dropcap]S[/dropcap] egundo a TI, “58% dos africanos inquiridos diz que a corrupção aumentou nos últimos 12 meses, e em 18 dos 28 países onde foram feitos inquéritos, uma grande maioria das pessoas diz que os governos não estão a conseguir combater a corrupção”. Este documento…
Leia maisHá sempre alguém que resiste
Exclusivo Folha 8. O regime de Eduardo dos Santos está decrépito, já tem medo da própria sombra. A oligarquia dominante em Luanda persegue agora ferozmente todos aqueles que se lhe opõem. Por Paulo de Morais (*) [dropcap]A[/dropcap] perseguição do regime a Luaty Beirão e aos seus companheiros activistas é inadmissível e, sobretudo, desproporcionada. Numa aparente demonstração de força, o regime revela a sua fraqueza. Um regime assente numa estrutura de poder com décadas, dispondo de forças armadas das mais bem equipadas do mundo – revela medo perante um pequeno grupo…
Leia maisCapitalismo de Estado
e Estado paralelo
Ricardo Soares de Oliveira, professor na Universidade de Oxford, faz um retrato profundo e crítico sobre Angola numa obra a publicar em Portugal este mês. [dropcap]R[/dropcap] icardo Soares de Oliveira, professor associado de política comparada na Universidade de Oxford, analisa a realidade angolana e, entre vários aspectos, refere a aposta numa internacionalização assente num «capitalismo de Estado», dinâmica fundamental do Estado paralelo desde 2002. “A internacionalização da gestão de rendas e a reafectação de recursos do Estado na esfera internacional”, escreve no livro Magnífica e Miserável, Angola desde a Guerra…
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