Luanda foi considerada em Julho último, pelo segundo ano consecutivo, como a cidade mais cara do mundo, de acordo com um estudo global sobre o custo de vida em 2014. O preço dos bens e serviços na capital angolana, considerada a cidade mais cara do mundo, cresceu 0,63 por cento entre Agosto e Setembro, indica o relatório mensal do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a evolução da inflação. De acordo com o relatório, com esta aceleração, uma das mais altas do ano, o nível geral do Índice de Preços…
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Kangamba regressa à ribalta para “chatear” o tio Presidente
A Polícia Judiciária (PJ) portuguesa e procuradores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) arregaçaram as mangas e deram início a buscas em dependências do Novo Banco (ex-BES) e em residências particulares pertencentes a altos dignitários do regime angolano, ou a gente das suas relações. Como mais tarde se verificará, e a exemplo de casos recentes, a montanha irá parir um rato, a bem das nações envolvidas – Portugal e Angola. A PJ, embora parca em informações (compreensíveis à luz de que o segredo é a alma das…
Leia maisHong Kong: Coragem não chega para vencer
Os estudantes de Hong Kong devem ser mais ponderados na linguagem que usam, defende o cardeal Joseph Zen Ze-kiun, advertindo que a escalada dos protestos é incompatível com o princípio da não-violência. E quando os jovens se manifestam, sem violência, e a violência é sobre eles próprios e exerce-se logo a partir do momento em que apenas pensam em manifestar-se? Eles devem “ter cuidado e não usar de forma leviana a expressão ‘vamos intensificar a acção’. O que querem dizer com isso? Uma escalada significa elevar para o nível da…
Leia maisGraves incidentes em Tete, mas afinal tudo foi… normal
Os incidentes na província de Tete, nas eleições gerais de Moçambique, na quarta-feira, envolvendo destruição de postos de votação e material eleitoral, ocorreram em mais cinco regiões, além do distrito de Tsangano, informou a Comissão Provincial de Eleições. Um relatório do órgão eleitoral na província de Tete, citado hoje pelo jornal Notícias, refere que a destruição aconteceu numa escala maior do que inicialmente se acreditava, pois houve registo de distúrbios também nos distritos de Macanga, Angónia, Chifunde, Moatize e Mutarara. O presidente da Comissão Provincial de Eleições em Tete, Eduardo…
Leia maisFrelimo “até” poderá aceitar negociar
O porta-voz da Frelimo garantiu que “não houve nenhum contacto” entre o partido no poder em Moçambique e a Renamo sobre cenários pós-eleitorais, mas prometeu responder ao pedido de negociações do líder da Renamo, Afonso Dhlakama. Em declarações à imprensa hoje em Maputo, Afonso Dhlakama assegurou que não vai recorrer à violência, após as eleições gerais em Moçambique, e disse estar pronto para negociar com o Governo a criação de “uma verdadeira democracia”. Contactado pela Lusa, o porta-voz da Frelimo, Damião José, afirmou que “não houve nenhum contacto” nesse sentido.…
Leia maisDeus indicar-nos-á a saída. Não desesperemos
Por Marcolino Moco Pede-me o Jornal Folha 8 para me pronunciar sobre a enésima manifestação, de jovens angolanos bem identificados e ordeiros, mais uma vez reprimida com a maior brutalidade possível, numa altura que continua a não haver qualquer acto a suspender os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Confesso que de tantas vezes que me pronunciei sobre situações idênticas, escasseia-me o fôlego, para agora ter de repetir as mesmas palavras. Depois, o grande problema é que calam-se todas as vozes internas e internacionais relevantes. Alguns porque não se querem…
Leia maisRegime angolano tem medo da própria sombra
Por Paulo Morais Mais uma vez. Já é habitual, mas não podemos aceitar, há que repudiar este hábito. A polícia angolana usou a violência de forma gratuita contra manifestantes na última semana. Ao tentar impedir as manifestações, o regime mostra assim que não sabe conviver com o contraditório e revela uma das suas facetas mais marcantes, a intolerância. O envio de polícia com intervenções brutais sobre manifestantes é típico de um regime que tem medo da própria sombra e cuja estrutura de poder se decompõe. Desta feita, a polícia chegou…
Leia maisLiberdade de manifestação, medo e repressão
Por Francisco Luemba Quando, em Fevereiro de 2010, foi aprovada e promulgada a Constituição da República de Angola, muitos se alegraram e rejubilaram. Para eles, havia a certeza de que dali em diante, as coisas seriam melhores e a sociedade se tornaria mais aberta, mais democrática e mais justa. N a verdade, a Constituição alargava o campo das liberdades, dos direitos e das garantias dos cidadãos e apostava clara e inequivocamente no Estado Democrático e de Direito. Mas a evolução da situação internacional, com a chamada primavera árabe, cedo daria…
Leia maisVamos passar a Nigéria na produção de petróleo
Angola vai superar a Nigéria e tornar-se o maior produtor africano de petróleo a partir de 2016 e até ao princípio da próxima década, prevê a Agência Internacional de Energia (EIA) num relatório sobre a energia em África. A Nigéria “tem, de longe, a maior base petrolífera na África subsariana, mas um indicador fundamental do estado do sector petrolífero nesse país é que, desde 2016 até ao princípio da década de 2020, nas nossas projecções, a Nigéria perde para Angola o lugar de maior produtor de crude”, lê-se no relatório…
Leia maisONU legitima arbitrariedades do regime
Angola foi eleita para o Conselho de Segurança da ONU por 190 votos em 195 possíveis. Juntam-se-lhe Venezuela, Malásia e Nova Zelândia. Agora ninguém vai calar os arautos do regime que, por sinal, já se esqueceram que o Presidente da República disse que a “democracia nos foi imposta”. L uanda irá passar a ocupar a partir de 2015 o assento africano no Conselho de Segurança da ONU, em substituição do Ruanda. A eleição de Angola foi decidida no 25º plenário da Assembleia-Geral das Nações Unidas, que esteve reunido para escolher…
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