Na sequência da resposta do governo português à pergunta oral colocada pelo partido Chega, o governo português respondeu recorrendo a termos que dizem muito sobre a sua posição, ao afirmar que Cabinda é parte integrante de Angola e que se trata de uma questão interna, dada a existência de acordos assinados em 2006 entre as partes, os quais são também apresentados como uma possível solução. Por Osvaldo Franque Buela (*) reacção dos vários movimentos de Cabinda não tardou a chegar através dos media e outros meios de comunicação, revelando, em…
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FACEBOOK, META… GENTALHA NADA RECOMENDÁVEL
“Gente pouco recomendável – Uma história real sobre poder, ganância e idealismo perdido” é uma obra assinada pela ex-directora de Políticas Públicas Globais do Facebook. “Este é o livro que Mark Zuckerberg tentou silenciar”. A autora, Sarah Wynn-Williams, é uma ex-diplomata neozelandesa e advogada que trabalhou durante sete anos no Facebook e decidiu contar o que por lá viveu num mundo económico e financeiro putrefacto e criminoso. Por Norberto Hossi obra foi descrita pelo The New York Times como “um retrato feio e detalhado de uma das empresas mais poderosas…
Leia maisVERGONHOSO E DEMAGÓGICO DISCURSO DE JOÃO LOURENÇO NA UA
De facto, para além de não reconhecer o seu rotundo fracasso e incompetência na presidência rotativa da União Africana, nada, absolutamente nada, obrigou João Lourenço a terminar o seu mandato com um dos discursos mais demagógicos alguma vez proferidos numa cimeira da União Africana, e sobre um tema em que é o exemplo perfeito de encobrimento inconstitucional na perspectiva do seu país. Por Osvaldo Franque Buela (*) rata-se de uma constatação amarga, mas amplamente partilhada pela juventude africana, que a União Africana (UA) parece ter-se tornado um “mercado de retórica”,…
Leia mais4 DE FEVEREIRO DE 1961 E A LUTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL
Introdução. O dia 04 de Fevereiro de 1961 não representa apenas uma efeméride no calendário cívico de Angola; constituiu o “batismo de fogo” da consciência nacionalista e o ponto de ruptura irreversível com o sistema colonial português. O ataque coordenado à Cadeia de São Paulo/PIDE, à Casa de Reclusão Militar e à 7ª, em Luanda, protagonizado por um grupo de patriotas armados predominantemente com catanas, estilhaçou a ilusão da “paz luso-tropical” propagada pelo regime de Salazar. Por Eugénio Costa Almeida (*) ste ensaio propõe-se a analisar o 04 de Fevereiro…
Leia maisO NVUNDA TONET PARTIU CEDO DEMAIS…
Por que razão escreveria um texto a tentar morder os calcanhares da dimensão de Nvunda Tonet? Coloco-me esta questão como a desafiar a grandeza de alguém que foi realmente grande. Por António Quino Jornal de Angola uito jovem, sereno, lúcido e equilibrado, parecia destinado a uma missão breve: repor humanidade onde ela escasseava, entrar em vidas alheias sem estrondo e reorganizar pacientemente os móveis psico emocionais da mente. Alguém que não se limitava a escutar, alguém que abre janelas numa casa abafada, permitindo que o ar fresco da esperança circule.…
Leia maisUM QUATRILHÃO
Um grupo de jovens angolanos deslocou-se à Embaixada de Portugal, em Luanda, para exigir uma indemnização de um quatrilhão de euros pelo colonialismo português. Num cartaz lia-se: “factura colonial pelos danos emergentes e pelos lucros cessantes dos crimes contra a humanidade praticados em Angola pelo regime esclavagista português”. O número, de uma dimensão absurda, será recebido com sarcasmo, mas o que ele revela não é ridículo: é o vazio político e moral que Portugal mantém sobre o seu passado colonial. Por Carlos Narciso duaslinhas.pt ão estamos perante uma proposta real…
Leia maisJOÃO TALONE E O… MARCENEIRO!
O engenheiro João Talone (falecido em Junho de 2016), entre 1947 e 1972 esteve ligado à expansão da Indústria Cervejeira, quer à CUPF – Companhia União Fabril Portuense, hoje UNICER (Super Bock Group), e à CUCA (Companhia União de Cervejas de Angola), com Manuel Vinhas, líder do sector cervejeiro em Angola. Por Orlando Castro meu pai, que esteve na construção da segunda fábrica da CUCA, em Nova Lisboa, e por lá ficou até 1975, citava muitas vezes João Talone, sobretudo quanto à equidade (igualdade, rectidão, imparcialidade, justiça e direitos de…
Leia maisO MUNDO (AINDA) TEM CURA?
O lamentável estado do mundo neste momento, onde as regras que há muito moldam os equilíbrios e desequilíbrios globais — entre a guerra na Ucrânia, a ameaça da China a Taiwan, a situação no leste da República Democrática do Congo, a captura de Maduro e a Gronelândia, que Trump deseja desesperadamente — sugerem que a comunidade internacional está a atravessar uma daquelas crises que deixam os países subdesenvolvidos em total incerteza quanto ao futuro. Por Osvaldo Franque Buela (*) as, como se costuma dizer, a ordem nasce do caos, e…
Leia maisTRUMP USA A “LEI DA FORÇA” CONTRA A “FORÇA DA LEI”
1. Como referiam, Morgenthau (1949), Bull (2002), e Ikenberry (2011), a ordem internacional liberal construída no pós-Segunda Guerra Mundial assentou num compromisso histórico entre poder e norma. A experiência traumática de dois conflitos mundiais levou à convicção de que a estabilidade internacional não poderia depender exclusivamente do equilíbrio de forças, mas exigia um enquadramento jurídico capaz de limitar o recurso arbitrário à violência. Por Eugénio Costa Almeida Cedesa Carta das Nações Uni[i]das, o desenvolvimento do direito internacional público e a consolidação do multilateralismo institucionalizaram princípios como a soberania, a integridade…
Leia maisCENSURA FACEBOOK, META & Cª
«Por acaso, e só por acaso, o Facebook e a Meta ou a Meta Securrity Accountts saberão explicar como um utilizador Orlando Castro de seu nome e cuja o acesso era – era, porque nem mesmo com a nova designação dada pela Meta, se consegue aceder – https://www.facebook.com/orlando.s.castro.jornalista além da inopinada mudança de nome, deixou de ser acessível? É, como Orlando Castro reclama, uma censura? Se sim, penso que as autoridades norte-americanas deverão intervir!!!»
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