Guerra Junqueiro referiu-se aos portugueses como: “um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante (…)”. Por Orlando Castro No dia 29 de Setembro (de 2020) encontrei um cão esquelético (só tinha pele e ossos), faminto, a vaguear numa rua de Koudougou no Burkina Faso.…
Leia maisCategoria: Mukandas
Opinião de Orlando Castro
Em memória de Raúl Danda
Numa altura em que alguns dos altos dignitários do MPLA fingem elogiar Raúl Danda (o que é fácil porque ele morreu), recorde-se que, em Setembro de 2017, o então vice-presidente da UNITA afirmou que existia uma relação de verdadeira dependência de Portugal em relação ao MPLA e que isso “não era bom”. Por Orlando Castro “O facto de lá para trás Portugal ter colonizado Angola não devia fazer com que se jogasse um papel mais ou menos inverso, que é o que eu observo. Se surge um órgão de comunicação…
Leia maisJacarés estão à nossa espera
No Facebook do Folha 8 um leitor escreveu: «Quem é a falsa virgem ofendida? É o Rui Falcão, membro do partido fundador da guerra civil , partido que fuzilou dezenas de milhar de angolanos no 27 de Maio de 1977, partido com dirigentes que roubaram dos cofres do Estado muitíssimo biliões de dólares… e que quer que o jornalista Francisco Rasgado o indemnize em cerca de 2.654.782 dólares porque diz que foi difamado.» Por Orlando Castro E acrescenta, entre muitos outros exemplos: «Qual é a honra de alguém que pertence…
Leia maisCão abandonado em Valongo
No dia 29 de Setembro (de 2020) encontrei um cão esquelético (só tinha pele e ossos), faminto, a vaguear numa rua de Koudougou no Burkina Faso. Na verdade encontrei-o na Rua Almada Negreiros, na cidade de Valongo, distrito do Porto (Portugal). Afinal, também nas terras lusas, até para ser cão é preciso ter sorte. Não foi o caso. A civilidade humana e, já agora, os direitos dos animais não fazem parte das prioridades dos detentores do poder autárquico em Valongo. Por Orlando Castro Eis o que se passou. No dia…
Leia maisA força dos execut(ivo)s rosa
Bem dizia Eça de Queiroz, provavelmente antecipando a pequenez intelectual dos políticos lusófonos, que “os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão”. Já com os juízes o roseiral é outro… Por Orlando Castro Por outro lado, Guerra Junqueiro afirmou: “Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de…
Leia maisQuadrilheiros e outros mafiosos
O jornalista Carlos Alberto diz que Celso Malavoloneke foi agente duplo, explicando que na época da guerra, quando Malavoloneke trabalhava para ONU, foi agente duplo ao serviço do MPLA e também da UNITA. O ex-Secretário de Estado da Comunicação Social diz que o vai processar. Por Orlando Castro O Jornal de Angola, órgão oficial do MPLA, correia de transmissão do regime, atacou violentamente nos dias 18 e 19 de Novembro de… 2014, todos aqueles, nomeadamente portugueses, que não se curvavam perante o sumo pontífice do regime, o então “escolhido de…
Leia maisCelso, o injustiçado!
Quando era secretário de Estado da Comunicação Social, Celso Malavoloneke, aconselhou as instituições públicas e privadas a criarem gabinete de comunicação de crise para dar resposta a acontecimentos súbitos, imprevisíveis e negativos que as possam atingir. Se calhar criar também gabinetes de “educação patriótica” não seria má ideia… Por Orlando Castro Celso Malavoloneke falava num fórum sobre “Harmonização da Comunicação Institucional e do Marketing no Sector dos Transportes”, referindo que as instituições ou empresas devem estar preparadas para comunicar atempadamente sobre eventuais situações que belisquem sua imagem, sob pena de…
Leia maisCafé das noites angolanas
O café acompanha-me de há muito. Foi lá longe, onde a saudade castiga mais, que aprendi a amar o sonho e a sonhar com o amor. O café, companheiro fiel, estava sempre ao meu lado. Nas noites de boémia, como despertador da vida, e nas noites de trabalho, como sintonizador da realidade. Era, como diria Sebastião Coelho,… o Café da Noite. Por Orlando Castro E de dia? Claro que também. Servia, aliás, como «desculpa» para que no Himalaia (um dos mais conhecidos bares de Nova Lisboa) a malta se encontrasse…
Leia maisE se fossem gozar com o…?
“Finalmente” um português ficou gravemente ferido numa operação de resgate de Palma, vila sob ataque de rebeldes armados desde quarta-feira, junto aos projectos de gás natural de Cabo Delgado, norte de Moçambique. Talvez agora Portugal, a União Europeia, a ONU e a CPLP acordem e deixem de gozar à grande, neste caso, com a chipala dos moçambicanos. Por Orlando Castro (*) O ferido foi encaminhado para Pemba, capital provincial de Cabo Delgado, 250 quilómetros a sul, por via aérea, a partir do aeródromo do recinto do projecto de gás natural,…
Leia maisCão abandonado em Valongo
No dia 29 de Setembro (de 2020) encontrei um cão esquelético (só tinha pele e ossos), faminto, a vaguear numa rua de Koudougou no Burkina Faso. Na verdade encontrei-o na Rua Almada Negreiros, na cidade de Valongo, distrito do Porto (Portugal). Afinal, também nas terras lusas, até para ser cão é preciso ter sorte. Não foi o caso. A civilidade humana e, já agora, os direitos dos animais não fazem parte das prioridades dos detentores do poder autárquico em Valongo. Por Orlando Castro Eis o que se passou. No dia…
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