Mais vale tarde…

O anúncio da não recandidatura de José Eduardo dos Santos à Presidência angolana peca por tardia, “mas pelo menos vai de próprio pé”, diz o activista angolano Luaty Beirão. João Lourenço é o general que se segue se, entretanto, o presidente não mudar de ideias e as eleições se realizarem mesmo. [dropcap] “N[/dropcap] ão consegui ficar empolgado com a notícia do José Eduardo, apesar de estar muito satisfeito que ele tenha conseguido sair de própria iniciativa e evitado o triste ‘cliché’ africano”, disse Luaty Beirão, que considera que anúncio “já…

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Caberá o rio Kwanza
numa garrafa de Cuca?

A Human Rights Watch (HRW) manifestou esperança de que o processo de transição que, supostamente, hoje se inicia em Angola, com o anúncio do Presidente de que não se recandidata, seja pacífico e sem violações dos direitos humanos. É mais ou menos como esperar que o rio Kwanza caiba numa garrafa de Cuca. Mas haja esperança… Por Orlando Castro (*) [dropcap] “E[/dropcap] ste anúncio de hoje marca oficialmente o início de um processo de transição que esperamos que seja pacífico e não marcado por violações de direitos humanos, como acontece…

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Finalmente… talvez!

O Presidente da República e líder do MPLA, José Eduardo dos Santos, finalmente poderá, na reunião do Comité Central do dia 3 de Fevereiro (amanhã), anunciar a retirada definitiva do seu nome, como cabeça-de-lista às eleições previstas para Agosto de 2017. [dropcap]A[/dropcap] concretizar-se será o colocar de um ponto final nas especulações e hesitações de um sai que não sai, desabonador de José Eduardo dos Santos, tornando-o vulnerável e refém das mais inverosímeis chacotas. Para já a única verdade, na reunião, será a indicação formal de João Lourenço, como número…

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A escravatura dos angolanos

O ministro da Defesa de Angola, João Lourenço, recusou no dia 17 de Setembro de 2015 as acusações sobre violação dos direitos humanos no país. Agora que parece ir maquilhar-se de Presidente da República (ou cabeça-de-lista do MPLA) o que pensará? Por Orlando Castro [dropcap]N[/dropcap]a altura, João Lourenço recordou que os angolanos sentiram essas violações durante 500 anos de colonialismo português. Não precisava de ir tão longe. Bastava-lhe recordar o 27 de Maio de…1977. O governante discursava em Ondjiva, capital da província do Cunene, ao presidir ao acto solene das…

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MPLA finge que não tem a vitória garantidíssima

João Lourenço, vice-presidente do MPLA, putativo sucessor de sua majestade o rei José Eduardo dos Santos, general e ministro da Defesa, apelou (forma eufemística de impor, de exigir) hoje aos militantes e dirigentes do partido (vários milhões) para trabalharem em conjunto para uma vitória “retumbante” em Agosto. Por Norberto Hossi [dropcap] “E[/dropcap] ste é um ano de grandes desafios e, como sabemos, temos de enfrentar o pleito eleitoral, em Agosto do corrente ano. E para alcançarmos a vitória, uma vitória que seja retumbante, que esteja à dimensão dos 60 anos…

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“Kota Gindungu à grande em Bruxelas”

“Angola quer fechar algumas embaixadas devido à crise, mas o Kota Gindungu está em Bruxelas com passaporte diplomático e com a mulher nomeada conselheira da Embaixada. [dropcap]É[/dropcap] impossível acreditar que o kota gindungu, um estuprador que foi condenado e posto em liberdade condicional possa encontrar-se hoje em Bruxelas com passaporte diplomático e a viver num dos melhores bairro de Bruxelas num apartamento alugado com dinheiro dos angolanos e posto à disposição da sua esposa, Edith do Sacramento Lourenço Catraio, que é a irmã do João Gonçalves Lourenço, cabeça de lista…

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Lourenço e a bênção do rei
(ou se o ridículo matasse…)

Se o ridículo matasse, há muito que os políticos generais, ou generais políticos, tinham desaparecido da face da terra. Mas, pelos vistos, eles acreditam que o ridículo é a fonte da vida eterna. Por Norberto Hossi [dropcap]V[/dropcap]ejamos. O ministro da Defesa e putativo substituto de José Eduardo dos Santos, João Lourenço, reafirmou agora o apoio do seu pelouro e da Forças Armadas Angolanas (FAA) aos esforços do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, para preservar a paz e estabilidade, consolidar a democracia e o reforço das instituições do Estado.…

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Discurso vazio, guerreiro e
(é claro!) discriminatório

A maioria dos angolanos esperava um discurso ousado, inovador, diferente, mas foi surpreendido quando João Lourenço, o candidato a candidato de alguma liderança, abriu a boca. Debitou palavras, frases descontínuas, atrasadas no tempo, embrulhadas no vermelho e preto da mentira “sessentista”. Por William Tonet e Orlando Castro [dropcap]6[/dropcap]0 anos de um ente, sem pai, mãe, nem documento de nascimento. Tudo batota! Vergonhosa batota histórica. Por esta razão, ouvir João Lourenço foi como escutar o “mama dji” de Nagrelha: NADA! Não conseguiu mostrar desenvoltura intelectual, capaz de galvanizar as bases, tão…

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Dos Santos, a partida, o caos e o dilúvio

Um verdadeiro político deve, na hora da partida, agir como o pescador que, convivendo ao longo da vida dividido entre a imprevisibilidade da tempestade e da geografia indefinida das margens dos rios, tem a capacidade e a serenidade blindadas de prever como e onde melhor acostar o barco. Por William Tonet [dropcap]A[/dropcap] hora da reforma, em democracia, não pode ser um acaso, pelo contrário, é uma acção planificada, previsível de domínio público. Infelizmente, em Angola 2016, José Eduardo dos Santos faz segredo o que é público e público o que…

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“Votamos” na filha de Tatiana

O MPLA, partido dono de Angola desde 1975, está com dificuldades em pôr ordem no saco de gatos selvagens e, por isso, ainda não confirmou o general João Lourenço como eventual sucessor de sua majestade o rei José Eduardo dos Santos na liderança do reino. Por Orlando Castro [dropcap]P[/dropcap]elos vistos havia mais do que (passe a expressão) sete cães à espera do osso. Alguns, tarimbados na sobrevivência (eventualmente bem recordados do 27 de Maio de 1977), preferem esperar para ver. Outros puseram as garras de fora. É mesmo assim. De…

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