Dentro de ti ó reino, o MPLA é o único que ordena

O ministro da Comunicação Social de Angola, José Luís de Matos, garantiu hoje, terça-feira, na cidade do Sumbe, Cuanza Sul, a melhoria das condições de trabalho aos órgãos do sector na província. Órgãos públicos, entenda-se. Órgãos ao serviço do regime (MPLA), compreenda-se. Por Orlando Castro [dropcap]O[/dropcap] governante, que falava num encontro com os membros do governo local e directores de diferentes órgãos da Comunicação Social, adiantou que o seu pelouro está a trabalhar no sentido de oferecer melhores condições de trabalho aos órgãos de informação. Órgãos públicos, entenda-se. Órgãos ao…

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No reino nada faltará

O Boletim Oficial do regime angolano diz-nos hoje que, segundo o ministro Waldemar Alexandre, “cerca de 1.600 quilómetros de estradas vão ser adjudicados para obras até ao próximo ano, juntando-se aos 1.100 quilómetros de obras já consignadas”. Por Norberto Hossi [dropcap]D[/dropcap]á gosto ver a forma como regime, a coberto da propaganda sobre obras e mais obras, nos tenta passar um atestado de menoridade intelectual e de matumbez adulta. Alguém se recorda que, por exemplo, o MPLA prometeu em 2008 construir um milhão de casas, 1.500 pontes, 12 mil quilómetros de…

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Um país, várias Constituições

Em 2014, com o intuito propagandístico típico dos regimes autocráticos, o Ministério dos Assuntos Parlamentares promoveu simultaneamente em Luanda e no Huambo debates sobre a Constituição, integrados, de acordo com a versão oficial, nas comemorações do quarto aniversário da promulgação daquela que, apesar de feita à medida e por medida de sua majestade o rei, José Eduardo dos Santos, deveria ser a lei fundamental do país. [dropcap]R[/dropcap]osa Micolo, ministra dos Assuntos Parlamentares afirmou na altura ao órgão oficial do regime, o Jornal de Angola, que um dos grandes objectivos das…

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Campanha de (des)estabilização

As questões que envolvem o tema relacionado com a liberdade de imprensa são apaixonantes e motivadoras de discussões temáticas onde são esgrimidos diversos tipos de argumentos. Desde, é claro, que os interlocutores saibam contar até 12 sem terem de se descalçar. [dropcap]U[/dropcap]ns motivados por ideologias políticas, outros por frustrações profissionais próprias de uma classe que faz da inquietude a sua grande motivação profissional, e ainda outros que a utilizam como arma de arremesso para subverter vontades e decisões que não se enquadram nas suas estratégias ou da daqueles que os…

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Ninguém seca as sementes da liberdade

O Misa-Angola e Sindicato dos Jornalistas Angolanos falaram do que chamamos sector da comunicação social mas que, na verdade, é um micro-idealismo de um David que teima em lutar contra um Golias. Isto a propósito de a Freedom House considerar Angola aquilo que ela é: um país não livre. Por Orlando Castro [dropcap]O[/dropcap]quadro da imprensa em Angola é caracterizado, escreva a VoA, por alguma concorrência, mas onde há falta de legislação, interferência no exercício da profissão e insegurança dos profissionais. O optimismo é mesmo assim. Foge à realidade mas justifica-se…

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A imagem (dis)torcida

As palavras do empresário britânico David Wyne-Morgan segundo as quais alguns países ocidentais conhecem “pouco e mal” Angola representam um desafio para Angola e os angolanos. Por Orlando Castro [dropcap]E[/dropcap] m visita ao país, durante a qual foi recebido em audiência por sua majestade o rei, José Eduardo dos Santos, o empresário disse ter encontrado uma realidade diferente e que precisa de ser dada a conhecer ao mundo. É de espantar o facto de que, embora vivamos ao toque de um “clic” para que determinada informação ou notícia atravesse oceanos,…

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Escravos de sua majestade

A situação dos direitos humanos em Angola melhora a cada dia que passa e, embora não tenhamos um quadro perfeito, o país faz a sua caminhada. Isto, é claro, a nível dos que integram a elite do regime de sua majestade o rei José Eduardo dos Santos. Por J.R. Escravo [dropcap]O[/dropcap]s angolanos têm noção exacta do patamar em que se encontram em matérias dos direitos humanos, sabem igualmente melhor do que ninguém sobre os desafios imediatos e querem progredir. Além da realidade pós conflito cujos vestígios existem em muitas partes…

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Luvualus sem açaime

Foi notória a forma ligeira e pretensiosa como alguma imprensa estatal, cujo profissionalismo está bem patente nas lixeiras de Luanda, useira e vezeira em desejar desgraça em casa alheia, saiu à rua para lançar louvaminhas à volta de um programa de resgate económico monitorado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), organização de que Angola é membro de pleno direito. Por Orlando Castro [dropcap]C[/dropcap]á dentro, a imprensa canina de sua majestade o rei José Eduardo dos Santos foi desmentida com o anúncio de que persistir nos erros típicos do regime pode originar…

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O estertor do regime

O Pravda, ou Boletim Oficial, do regime de José Eduardo dos Santos (também conhecido por Jornal de Angola) volta hoje – como todos os dias – a ser a voz canina do dono, alvejando Portugal. É o estertor dos sipaios e do regime. Por Orlando Castro [dropcap]E[/dropcap]m editorial, o pasquim acusa Portugal de “cumplicidade criminosa” de alguns “sectores” na guerra civil que terminou há 14 anos e a actual “incompreensão absurda” portuguesa e europeia. Na perspectiva de que o fim está próximo, os ratos preparam-se para abandonar o navio mas,…

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MPLA promete mais e melhor… para os seus

O MPLA, no poder desde 1975, diz que defende a contratação dos melhores quadros para gerir o país e travar a “gestão danosa” na administração pública. Como anedota até não está mal. [dropcap]A[/dropcap] posição, promessa, propaganda vem expressa no comunicado do bureau político do Comité Central do partido, a propósito do dia da Paz e da Reconciliação Nacional, 4 de Abril, que invoca o fim da guerra civil em Angola (2002), cujo ato central comemorativo está, este ano, agendado para Saurimo, na Lunda Sul. Para aquele órgão, “no actual contexto…

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