A viúva de António Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola, lamentou hoje que ainda ocorram no país detenções por se pensar diferente. Como vão longe os tempos do 27 de Maio de 1977, não é Maria Eugénia Neto? Maria Eugénia Neto falava à imprensa, em Portugal, à margem do lançamento do livro “Cartas de Maria Eugénia a Agostinho Neto”, obra em que estão transcritas 184 cartas trocadas pelo casal, entre 1955 e 1957, altura em que se encontrava detido. Segundo Maria Eugénia Neto, a obra traz essencialmente “o apoio que…
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As crises que nos levaram ao fraccionismo de Neto
O golpe de Estado do 25 de Abril de 1974 em Portugal que pôs fim a mais de 40 anos de ditadura salazarista, a chamada “Revolução dos Cravos”, salvou o MPLA de uma gravíssima crise (na qual já estava encalhado), que teria sem dúvida alguma desembocado num fraccionismo devastador e irreversível. Fraccionismo houve, mas só devastador, não foi irreversível. Logo a seguir a esse importante acontecimento da Dipanda (independência), recebido e sentido em Angola como luz ténue, mas sublime, no fim dum tenebroso túnel, passada a euforia que o sentimento…
Leia maisA história do fraccionismo
A história da fundação, presidência, e liderança do MPLA após a chegada de Agostinho Neto a Leopoldville, sempre foi conturbada. Este médico a quem os seus companheiros fundadores, acreditaram, ingenuamente, que seria um factor de esperança, unidade e liderança ímpar, mostrou-se “ab initium”, egocentrista, complexado e divisionista. Por William Tonet Foi um dos maiores focos de instabilidade interna, chegando, desde o início a ser acusado de assassinar e expulsar todos quantos não comungassem as suas ideias, mesmo que estas se mostrassem perniciosas à luta de libertação. O que temos tentado…
Leia maisPaís mudo não muda
Não sei bem como manifestar o meu sentimento de pesar pela falência patente do nosso tão amado país. Como foi possível ter este regime chegado tão baixo; no fundo do poço; no precipício, arrastando consigo a esmagadora maioria dos autóctones angolanos. Por William Tonet Mesmo depois de tantos assassinatos, onde a palavra de ordem foi e é: “não vamos perder tempo com julgamentos”, a incompetência não conseguiu mais do que sitiar, pela força de um poder periclitante e pela vaidade de um chefe megalómano, na cloaca das Nações, os diferentes…
Leia maisA cobardia que assassinou milhares de inocentes
Neste mês de Maio sempre nos recordamos de momentos marcantes, protagonizados pela direcção do então, nosso, MPLA, quanta ingenuidade era a nossa, ante um líder carismático, ante a maldade, capaz de uma atroz invenção, de fraccionismo e golpe de Estado, por medo do debate de ideias, da diferença de opiniões e da livre expressão no seio do próprio partido, então protagonizada por uma nova elite. Por William Tonet Em Maio de 1977, não houve pioneirismo, pelo contrário, não tendo Neto conseguido massacrar a humilhação passada no Congresso de Lusaka, o…
Leia maisMorreu Lúcio Lara
O nacionalista angolano e membro fundador do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) Lúcio Lara morreu ontem, em Luanda, vítima de doença prolongada. Lúcio Lara, filho de pai português e mãe angolana, tinha 86 anos. Natural da província do Huambo, o nacionalista angolano fez os seus estudos em Portugal. A sua militância no partido maioritário iniciou-se na década de 1950, em Angola e entre angolanos no exílio, tendo sido eleito secretário da organização e dos quadros do partido na primeira conferência nacional do MPLA, em Dezembro de 1962. Posteriormente,…
Leia maisAgora chamam-lhe interesse histórico
Por ordem do Titular do Poder Executivo, a praça António Agostinho Neto, localizada no centro da cidade do Huambo, foi hoje designada, oficialmente, como local de interesse histórico, com a categoria património cultural nacional. Por Orlando Castro T erá o dito “interesse histórico” algo a ver com o facto de aquela praça ter sido construída pela administração colonial portuguesa entre 1935 e 1945, tendo então o nome de praça Manuel de Arriaga? De acordo com a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, esta nova designação (“interesse históricos”) enquadra-se nas…
Leia maisCarta a Rafael Savimbi
Rafael Massanga Savimbi reivindica um funeral condigno para o seu pai. Tem todo o direito. Pena é que Angola, país pelo qual o pai deu a vida, não seja um Estado de Direito. Por Orlando Castro C aro Rafael, se quase 40 de anos depois da independência, uma das quais proclamada pelo teu pai, 13 anos depois da paz total, Angola continua a ter 68% do seu povo de barriga vazia, continua a ser (re)construída à imagem e semelhança do MPLA, como se fosse um regime de partido único, não…
Leia maisUm só partido, dois heróis
Em Setembro de 2009, o então ministro da Educação de Angola, Burity da Silva, afirmou que “a construção da angolanidade deve ser edificada com a participação de todas as culturas existentes, sem critérios estereotipados de exclusão”. Por Orlando Castro P rova dessa tese, segundo o regime, continua a ser a comemoração do Dia do Herói Nacional em homenagem, pois claro, a António Agostinho Neto. Com 40 anos de independência, Angola continua a ser o MPLA e o MPLA continua a ser Angola. Foi assim, é assim e – pelos vistos…
Leia maisTudo é (pudera!) MPLA
A Organização de Pioneiros Agostinho Neto (OPA) assinou, hoje, em Luanda, com representantes de alguns organismos públicos (leia-se do MPLA), protocolos de cooperação, com o objectivo de despertar o interesse nas crianças pela escolha das profissões nos diferentes ramos no futuro. Por Orlando Castro C onstam dos organismos que assinaram o acordo com a OPA, nesse sentido, o Ministério da Agricultura, a Brigada Especial de Incêndios, a Polícia de Intervenção Rápida, Serviços de Bombeiros e Protecção Civil, as Brigadas Especial de Trânsito, de Helicópteros e de Cavalaria. A cerimónia, no…
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