Angola, 39 anos depois, que independência?

Angola, 39 anos depois, que independência? - Folha 8

Angola celebra, hoje, 11 de Novembro, pelo Dia Nacional, o 39º aniversário da sua independência, proclamada em 1975, após 14 anos de luta armada contra o colonialismo português. Por Eugénio Costa Almeida (*) Foram, têm sido, 53 anos de duras lutas pela libertação total do domínio estrangeiro, do domínio político daqueles que acham o país, uma coutada pessoal, ou da menoridade de uma parte substancial da nossa população. Como Roma e Pavia não se fizeram num dia, também Angola – e nós – não podemos almejar que tudo sejam rosas…

Leia mais

A “pêrcentage” nos negócios

A “pêrcentage” nos negócios - Folha 8

Há alguns, não muitos, anos, numa escala de trânsito no aeroporto internacional de Newark, para uma viagem intercontinental, encontrámos um dos Burrocratas do Reigime de Angola. Ele fazia-se notar pela lenga-lenga de propaganda, tentando vender banha da cobra, numa gabarolice pacóvia. Por Domingos Kambunji Em pleno Verão, com o calor húmido de New Jersey, os outros passageiros trajavam roupas leves, informais, práticas e adequadas para quem iria estar fechado no interior de um avião, num voo demorado. O Burrocrata estava fardado de fato escuro, camisa branca e gravata muito vermelha,…

Leia mais

Ignorância voluntária afasta chilenos da realidade africana

Ignorância voluntária afasta chilenos da realidade africana

Existe uma ampla variedade de lugares comuns quando se trata de falar em África, nomeadamente quando estes enunciados provêm das margens geográficas. Estes tipos de enunciados têm impedido durante décadas um conhecimento franco da história e da actualidade africana, sendo os mais perigosos e frequentes aqueles que assinalam uma ignorância “inata” em relação ao que se passa desse outro lado do mundo. Por Bárbara Igor Ovalle Mestre em Teoria e História da Arte na Universidade do Chile Embora esta situação de ignorância em países sem uma herança africana manifesta, como…

Leia mais

O Reigime da Zéduardolândia

O Reigime da Zéduardolândia - Folha 8

Um filósofo da estrumeira criticou, na semana passada, o facto de os países europeus e norte-americanos terem-se decidido pelo combate e prevenção do Ébola, apenas quando sentiram os seus territórios ameaçados. Nessa mesma semana surgiu a notícia nos órgão de informação de que Angola irá ter umas forças armadas modernas, poderosas, dispendiosas. Também foi notícia a eleição de Angola para o Conselho de Segurança das Nações Unidas, como membro Não Permanente. Por Domingos Kambunji Felizmente, a eleição para esse cargo na ONU é Não Permanente. A política internacional não ficará…

Leia mais

Folha 8, uma referência incontornável

Folha 8, uma referência incontornável

No seu artigo 40º, a Constituição da República de Angola assegura que “todos têm o direito de exprimir, divulgar e compartilhar livremente os seus pensamentos, as suas ideias e opiniões, pela palavra, imagem ou qualquer outro meio, bem como o direito e a liberdade de informar, de se informar e de ser informado, sem impedimentos nem discriminação”. Por Ruben Sicato (*) Aliberdade de expressão e de informação está pois constitucionalmente consagrada e honra deve ser prestada àqueles que trabalharam para que assim fosse. Infelizmente, no nosso país, nisso como noutras…

Leia mais

O etnocentrismo de Eduardo dos Santos

Eduardo dos Santos

“A democracia consiste no facto de que, todas as pessoas de todos estratos sociais têm a liberdade de se realizar e de projectar livremente as íntimas aspirações de cada um.” Por Direcção do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe “A democracia moderna é como uma imensidão do oceano na qual afluem os cursos de águas de diversas fontes do planeta terra, sem distinguir as origens, a composição e a natureza. Ela constitui um ponto de convergência dos valores divergentes, dos quais encontram o espaço de coexistência pacífica, de concórdia e de…

Leia mais

Negado direito previsto na Constituição

Negado direito previsto na Constituição

Mais uma vez, jovens em Luanda foram injustamente e violentamente impedidos de exercerem o seu direito à manifestação, plasmado na Constituição angolana. Por José Patrocínio Os jovens tentaram organizar uma manifestação a 11 de Outubro contra a aprovação da Lei da Nacionalidade. A intenção foi informada ao Governo provincial de Luanda conforme foi acompanhado pelas redes sociais. O Governo Provincial reagiu desfavoravelmente a 2 de Outubro. De acordo com as informações postas a circular. Antes da hora marcada, agentes da polícia fardados e à civil, já tinham ocupado o local…

Leia mais

General Kangamba – uma vida em esquemas

General Kangamba – uma vida em esquemas

Há quase um ano, publiquei com dois colegas um apanhado desses esquemas, que já tinham preocupado as autoridades judiciais francesas e brasileiras. O que segue é um extracto do livro “Os Donos Angolanos de Portugal”. Por Francisco Louçã (*) Parece que as autoridades portuguesas se interessaram pelos negócios do General Kangamba em Portugal. Há quase um ano, publiquei com dois colegas um apanhado desses esquemas, que já tinham preocupado as autoridades judiciais francesas e brasileiras. O que segue é um extracto do livro “Os Donos Angolanos de Portugal” (Jorge Costa,…

Leia mais

Deus indicar-nos-á a saída. Não desesperemos

Deus indicar-nos-á a saída. Não desesperemos

Por Marcolino Moco Pede-me o Jornal Folha 8 para me pronunciar sobre a enésima manifestação, de jovens angolanos bem identificados e ordeiros, mais uma vez reprimida com a maior brutalidade possível, numa altura que continua a não haver qualquer acto a suspender os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Confesso que de tantas vezes que me pronunciei sobre situações idênticas, escasseia-me o fôlego, para agora ter de repetir as mesmas palavras. Depois, o grande problema é que calam-se todas as vozes internas e internacionais relevantes. Alguns porque não se querem…

Leia mais

Regime angolano tem medo da própria sombra

Em Portugal a corrupção chegou, viu e (con)venceu - Folha 8

Por Paulo Morais Mais uma vez. Já é habitual, mas não podemos aceitar, há que repudiar este hábito. A polícia angolana usou a violência de forma gratuita contra manifestantes na última semana. Ao tentar impedir as manifestações, o regime mostra assim que não sabe conviver com o contraditório e revela uma das suas facetas mais marcantes, a intolerância. O envio de polícia com intervenções brutais sobre manifestantes é típico de um regime que tem medo da própria sombra e cuja estrutura de poder se decompõe. Desta feita, a polícia chegou…

Leia mais