Por Francisco Luemba Quando, em Fevereiro de 2010, foi aprovada e promulgada a Constituição da República de Angola, muitos se alegraram e rejubilaram. Para eles, havia a certeza de que dali em diante, as coisas seriam melhores e a sociedade se tornaria mais aberta, mais democrática e mais justa. N a verdade, a Constituição alargava o campo das liberdades, dos direitos e das garantias dos cidadãos e apostava clara e inequivocamente no Estado Democrático e de Direito. Mas a evolução da situação internacional, com a chamada primavera árabe, cedo daria…
Leia maisCategoria: Opinião
Os bur(r)ocratas
Os argumentos utilizados pelos arautos do Reigime contra a implementação do poder autárquico são falácias, muito humilhantes para quem os defende. As contradições em que eles navegam são tão evidentes que acabam por demonstrar que os seus fluxos de raciocínio estão engarrafados na subserviência partidária e anedótica, na matumbice e no chico-espertismo oportunista. Por Domingos Kambunji Esses fluxos, em eutrofização, só servem para demonstrar que, para além dos arautos serem muito mal formados, como seres racionais, o Reigime alimenta-se na vigarice e no despotismo para continuar o seu processo de engodo e engano dos…
Leia maisO senhor multitítulos
Nós fomos e somos de um tempo em que acreditámos e acreditamos na honestidade intelectual dos nossos professores, nas diferentes áreas do conhecimento. Nós fomos e somos de um tempo em que usámos e usamos as metodologias mais honestas na tentativa de promover e construir a verdade científica, nas mentes dos que nos acompanham nos processos de ensino/aprendizagem, como seres humanos racionais. Por Domingos Kambunji Essas metodologias são avaliadas, todos os anos, por especialistas de Ensino/Aprendizagem, de modo a podermos continuar a desempenhar a actividade profissional para que fomos admitidos.…
Leia maisTanto tempo… quase nada
Por Ricardo Azinhaga (*) Há muitíssimos anos, quando José Eduardo dos Santos já ocupava o trono dourado em Angola, um amigo, poeta e romancista, publicou, na Revista Dar-te, um pequeno conto que serve de metáfora para caracterizar o percurso e as atitudes e comportamentos oportunistas do presidente angolano: – Quando o General soube da revolução, na capital, ordenou às suas tropas que disparassem em sentido contrário. É este o tipo de personalidade do ditador que ocupa o poder, há mais de três décadas, em Angola. Este período, demasiado longo, demonstra que ele é…
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