Angola, desde a sua independência, em 11 de Novembro de 1975, trilhou um caminho marcado por uma miríade de desafios e conquistas. Ao longo destes 49 anos, o país viu-se imerso em um contexto de grandes expectativas que, em muitas ocasiões, não foram concretizadas. A promessa de um futuro próspero e igualitário nem sempre – ou raramente – se materializou, levando a uma reflexão profunda sobre os caminhos trilhados e o que ainda poderá ser esperado nos 50 anos de independência. Por Eugénio Costa Almeida as… sê-lo-á? Durante décadas, os…
Leia maisCategoria: Opinião
A OPOSIÇÃO É UMA BOA ESCOLA, MAS…
Ser um bom líder da oposição não significa que se venha a ser um bom Presidente da República. A transição de crítico do poder para ocupante do poder é um dos testes mais desafiantes da política, e nem todos estão preparados para vencê-lo. A oposição é uma verdadeira escola preparatória, onde os políticos se formam antes de enfrentar o exame final de governar. Ser um bom líder da oposição não é um passaporte automático para o sucesso no governo. Por Malundo Kudiqueba Paca líder da oposição é, frequentemente, um crítico…
Leia maisÉ URGENTE ANGOLA INVESTIR EM “THINK TANKS”
A ausência de laboratórios de ideias (“think tanks”) em Angola é uma lacuna crítica que impede o país de alcançar um desenvolvimento sustentável e estratégico. Sem instituições dedicadas ao pensamento independente e à pesquisa aprofundada, Angola torna-se refém de decisões políticas de curto prazo, limitando a inovação e a capacidade de resolver problemas complexos. Por Malundo Kudiqueba Paca m país que não investe em conhecimento está condenado a depender de soluções externas e a enfrentar desafios sem ferramentas adequadas. A falta de “think tanks” é mais do que uma falha…
Leia maisA AFRICANIDADE NÃO SE DEFINE PELA COR DA PELE
José Eduardo Agualusa, Orlando Castro e Mia Couto são mais patriotas que muitos negros “pan-africanistas” radicados na Europa. É hora de questionarmos: o que faz de alguém um verdadeiro patriota africano? No nosso continente, onde as linhas de cor muitas vezes são confundidas com as de identidade, precisamos de repensar noções de pertença e amor à Pátria. Por Malundo Kudiqueba Paca ste é um tema que se impõe, principalmente quando falamos de figuras como Eduardo Agualusa, Orlando Castro e Mia Couto. Estes escritores, embora brancos, são tão africanos quanto qualquer…
Leia maisPOR MAIS INVESTIMENTO DIRECTO ESTRANGEIRO E MENOS FINANCIAMENTO
A verdadeira questão não é o montante disponível, mas como o utilizamos. Não compramos bens e serviços porque há dinheiro disponível, mas porque há uma necessidade real ou uma oportunidade que pode aumentar o nosso rendimento a longo prazo. A boa gestão de recursos, sejam eles próprios ou provenientes de financiamento externo, é fundamental para o crescimento sustentável. Por Bernardo Vaz (*) dinheiro por si só não resolve os problemas. O que realmente faz a diferença é a forma como uma economia se organiza em relação à produção e distribuição…
Leia maisDE ESQUERDA, DIREITA OU CENTRO? EIS A QUESTÃO!
Em Angola, a criação de novos partidos políticos tornou-se quase um ritual cíclico, mas com um problema evidente: falta de clareza ideológica. Quantos de nós já testemunhámos o surgimento de uma nova força política, sem nunca ouvir uma definição precisa dos seus princípios orientadores? As perguntas que deveriam ser feitas ao início – “Este partido é de direita, esquerda, ou centro?” – são frequentemente ignoradas, enquanto o foco se desloca para o seu fundador. Por Malundo Kudiqueba Paca nfelizmente, o nome do líder sobrepõe-se aos fundamentos ideológicos do partido, e…
Leia maisTENTATIVA DE ASSASSINATO OU PROCURA DE PROTAGONISMO?
Na verdade, tendo em conta as actividades políticas e militares da FLEC-FAC, não fiquei surpreendido ao ler um tweet do “jornal” Club K de 10 de Outubro sobre um projecto, ou tentativa, de assassinato do porta-voz da FLEC-FAC, Jean Claude Nzita, no qual denuncia ameaças e planos de assassinato por parte do Serviço de Inteligência Externa SIE de Angola na pessoa do seu director Matias Bertino Matondo. Por Osvaldo Franque Buela os tempos actuais e sempre, nunca estive em condições de descurar que nós, Cabindenses, somos alvos sobre os quais…
Leia maisSANÇÕES PUNEM OS DITADORES OU O POVO?
O Ocidente, em nome da justiça e da democracia, tem historicamente recorrido a sanções como forma de pressionar regimes ditatoriais a mudar. No entanto, quando analisamos casos como o Zimbabué e Cuba, percebemos uma dura realidade: as sanções nunca foram contra Robert Mugabe ou Fidel Castro, mas sim contra os seus povos. Ambos os líderes morreram, mas o fardo das sanções persiste, recaindo sobre as populações, que continuam a sofrer por crimes que não cometeram. Por Malundo Kudiqueba Paca justiça não pode ser confundida com vingança. Quando as sanções se…
Leia maisPORQUE O VIZINHO JB ADIOU A VISITA AO VIZINHO JL…
Na madrigálica vila de Diplomopólis, onde as relações internacionais são quase tão solenes quanto uma missa de domingo, o ilustre e rico senhor John Bull, preparava-se para uma visita altamente estratégica ao seu vizinho atlântico senhor Jota Lê (e será que lê?). Ah!, e como todos aguardavam ansiosamente este marcante e cerimonioso encontro, previsto para ser uma festa de conexões bilaterais e acordos benéficos! Por Eugénio Costa Almeida como estava bonito o terreno – e a singela casa – do senhor Jota Lê. Um magnífico quadrado todo limpinho, bem varrido,…
Leia maisABEL CHIVUKUVUKU COBIÇADO PELO MPLA E PELA UNITA
Abel Chivukuvuku é neste momento o político mais cobiçado em Angola. Ele está prestes a redefinir o cenário político angolano com uma nova estratégia: demarcar-se da linguagem radical que tem marcado alguns sectores da política nacional. Ao adoptar uma postura mais moderada e apostar no centro, ele pretende construir pontes em vez de trincheiras, atraindo uma base eleitoral mais ampla e diversificada. Por Malundo Kudiqueba Paca frase “na política não há adversários permanentes” encaixa-se perfeitamente na trajectória de Abel Chivukuvuku e na sua visão estratégica do jogo político. Ao longo…
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