Angola dá ordens a Portugal

O ex-primeiro-ministro angolano Marcolino Moco defende que é preciso “desbloquear o sistema” em Angola e sugeriu a realização de um referendo para alterar a actual Constituição, que permite que “apenas uma pessoa mande em tudo”. [dropcap]E[/dropcap] m entrevista à agência Lusa a propósito dos 40 anos da (in)dependência de Angola, que se assinalam a 11 de Novembro, Marcolino Moco referiu que, se tivesse abertura política para isso, apresentaria uma candidatura a Presidente que lhe permitisse instaurar um novo sistema. “Se tivesse esse buraco, hoje a minha candidatura não seria tanto…

Leia mais

Fome de milhões alimenta
a riqueza de uns poucos

A luta contra a fome no mundo registou “progressos significativos” nos últimos 15 anos, com uma redução global de 27% e o Brasil a constituir-se como o que mais diminuiu a subnutrição entre os 128 países analisados num estudo. [dropcap]N[/dropcap] o Índex Global sobre Fome (IGF) 2015, elaborado pelo Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI, na sigla inglesa), só surgem avaliados cinco dos nove membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste. Com Cabo Verde, Guiné-Equatorial, Portugal e São Tomé e…

Leia mais

Aposta no cinema lusófono

O concurso para documentários e filmes de ficção criado no espaço da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) é uma “oportunidade ímpar” para divulgar “uma nova imagem da Guiné-Bissau”, disse hoje o ministro da Comunicação Social guineense. [dropcap]A[/dropcap] gnelo Regalla falava durante a apresentação da iniciativa DocTV e FicTV no Palácio do Governo, em Bissau, incentivando os produtores de audiovisual guineenses a criarem conteúdos. “É um programa que visa não só o estímulo do intercâmbio cultural entre os povos que compõem a grande família da lusofonia, mas também propiciar…

Leia mais

CPLP finge não ser o que foi, é e será: um belo elefante branco

A CPLP deve criar um banco ou agência multilateral de investimento para dar maior apoio às empresas dos Estados-membros, consolidando assim o papel de “intervenção económica” da organização, defendeu hoje o seu secretário Executivo. [dropcap] “A [/dropcap] CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) deve ser não um bloco económico mas um bloco com intervenção económica. É um bloco essencialmente político e diplomático mas com intervenção económica”, disse em Díli, Timor-Leste, o embaixador Murade Isaac Murargy. “O papel da CPLP, do secretariado, dos Estados-membros, é apoiar o empresariado, criar condições,…

Leia mais

São ditadores? Então Portugal está com eles

A abertura de uma embaixada portuguesa na Guiné-Equatorial vai facilitar os negócios das empresas nacionais, que devem apostar na saúde, educação, informática, ensino do português e formação, considerou hoje o cônsul honorário português em Malabo. [dropcap]M[/dropcap] anuel Azevedo sublinha a importância da ida para Malabo, capital do país, da nova encarregada de negócios, Teresa Macedo, que apresentou as credenciais diplomáticas no princípio deste mês, e acrescenta que “a vinda dela vai facilitar bastante a realização de negócios com empresas portuguesas, e será ainda mais fácil com a abertura da embaixada”.…

Leia mais

Ministérios Públicos como estrutura própria da CPLP

A Procuradora-Geral da República portuguesa defendeu hoje, na Cidade da Praia, a alteração de estatutos da CPLP para que a organização dos PGR lusófonos possa ser reconhecida enquanto estrutura da comunidade, mas com autonomia e independência. [dropcap]E[/dropcap] m declarações à agência Lusa, Joana Marques Vidal, que se encontra em Cabo Verde a participar no 13º Encontro dos Procuradores-Gerais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), lembrou que o projecto não é de hoje e que os actuais estatutos da comunidade, tal como ficaram definidos, não consagram essa possibilidade. “Há…

Leia mais

Por cá, mas não só, a Malária (ainda) mata que se farta

Por cá, mas não só, a Malária (ainda) mata que se farta - Folha 8

A malária continua a ser a principal causa de morte em Angola, com mais de 16 óbitos por dia, sendo considerado pelas autoridades de saúde angolanas como um caso de saúde pública. [dropcap]D[/dropcap] e acordo com números do coordenador do Programa Nacional de Controlo da Malária, Filomeno Fortes, divulgados hoje em Luanda, o país apresenta um registo anual de três milhões de casos clínicos, numa população que ronda os 24,3 milhões, e 6.000 óbitos. Em 2013 foram registadas 6.916 mortes entre os 2.592.742 casos de malária confirmados em Angola, afectando…

Leia mais

Tapar o sol com uma peneira

Tapar o sol com uma peneira - Folha 8

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que aceitou a Guiné-Equatorial como membro em Julho de 2014, deveria investigar as contínuas e sérias violações dos direitos humanos em seu novo Estado membro, alertaram hoje várias organizações não-governamentais. Quanto às violações noutros estados-membros… [dropcap]A[/dropcap] EG Justice, a Conectas Direitos Humanos e a Human Rights Watch (HRW) denunciam em conjunto, através de um comunicado, que a Guiné-Equatorial está a violar a Carta da CPLP. Numa missiva conjunta, encaminhada em 31 de Março à CPLP e hoje divulgada publicamente, as organizações não-governamentais…

Leia mais

ONU, CPLP, UA protegem os (seus) criminosos… bestiais

ONU, CPLP, UA protegem os (seus) criminosos... bestiais - Folha 8

O regime angolano goza à farta com a comunidade internacional, desde a ONU à UA, passando pela CPLP. Ciente da sua impunidade, diz o que quer, faz o que muito bem entende e, é claro, todos batem palmas. É a hipocrisia no seu maior expoente. Por Orlando Castro [dropcap]A[/dropcap] inda agora o ministro da Justiça, Rui Jorge Carneiro Mangueira, afirmou perante o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas que o seu Governo considera a liberdade de expressão como um direito fundamental e, perante uma anedota de tão mau gosto,…

Leia mais

Quem vier que feche a porta

Quem vier que feche a porta - Folha 8

O problema é que Portugal olha para o seu umbigo europeu e esquece o seu coração africano. Exactamente ao contrário dos seus antepassados. Um país que deu luz ao mundo sobrevive agora à luz de um candeeiro… apagado. Por Orlando Castro [dropcap]P[/dropcap] ortugal está há muito tempo (há demasiado tempo) adormecido com o sonho europeu, esquecendo que a sua História está também e sobretudo em África. Ou seja, o presente (já com cheiro a mofo do passado) é em Bruxelas mas o futuro será – se ainda for a tempo…

Leia mais