Se para os donos (e candidatos a donos, MPLA e UNITA) de Angola não sou angolano, é natural que não seja considerado um escritor angolano. Se, para os donos (culturais) de Portugal, sou um “estrangeiro”, o cadafalso é a única saída. Porra! É difícil aturar tanta merda. Por Orlando Castro ara me sentir melhor, tomo a liberdade de reproduzir um artigo do Malundo Kudiqueba publicado, no dia 3 de Novembro de 2024, no Folha 8: «José Eduardo Agualusa, Orlando Castro e Mia Couto são mais patriotas que muitos negros “pan-africanistas”…
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“FISCALIZAÇÃO” AGE COM A CARTILHA DA MÁFIA DELINQUENTE
Angola sangra. Todos os dias. O regime nada faz para estancar a violência, protagonizada pela milícia, transvertida de fiscal. A fiscalização, nestes últimos anos é especialista em roubar, espancar e assassinar, maioritariamente, mulheres. Muitas… Mulheres indefesas. Mulheres honradas. Mulheres operárias, que trafegam pelas ruas com sentido de maternidade, vendendo honestamente, um pouco de tudo, para manter a sobrevivência familiar. Por William Tonet os primeiros meses do ano (Janeiro/Junho) de 2026, o país vem assistindo atónito ao crescendo de uma violência inqualificável protagonizada por agentes da Fiscalização, nos principais centros urbanos.…
Leia maisQUE PUTA DE LATA, PRESIDENTE!
João Lourenço, o general Presidente da Re(i)pública de Angola, Presidente do MPLA, Titular do Poder Executivo e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas, às vezes diz, outras manda dizer, que eu (tal como todos os que não pensam como ele) sou “burro, bandido e lúmpen”. Agradeço a qualificação, desde logo porque ela significa que, em matéria de angolanidade, qualquer semelhança entre mim e João Lourenço é mera e ténue coincidência. Por Orlando Castro ssim, (des)governados há 50 anos pelo mesmo partido, o MPLA, quererão os angolanos mais do mesmo? Angola é um…
Leia maisXEQUE DO MPLA A PORTUGAL COM A RAINHA (ISABEL)
João Lourenço está a utilizar a “rainha” Isabel dos Santos para dar xeque (se possível mate) a Portugal. Pelos vistos o MPLA (este MPLA) quer ser indemnizado pelos 500 anos que os portugueses por cá andaram e que, segundo os donos de Angola há 50 anos, só roubaram as nossas riquezas. Como todos sabem, quando em 11 de Novembro de 1975 os portugueses ofereceram o país ao MPLA, Angola era um deserto. Tudo o que agora existe deve-se ao MPLA… Por Orlando Castro evelando um irracional complexo de inferioridade intelectual,…
Leia maisPRESIDENTE, QUER RECONCILIAR, IMPOR OU SUBMISSÃO DAS VÍTIMAS?
O Maio de 2026 foi-se. Mais um. A vala do Cemitério do 14, veio apenas acirrar mais as feridas. Romperam-se as cicatriz, de novo. A perfídia, lógica sionista continua instituição do regime. A nossa memória colectiva, foi mais uma vez, provocada, pelos “brutus”. Mas, continuaremos a resistir de coluna erecta, nunca como caracóis, até a verdade final, em memória do comandante Nito Alves e todos os mártires de 27 de Maio de 1977. Nunca os trairemos… Por William Tonet A reconciliação não é, não pode ser uma palavra vã. Tão…
Leia maisSEM JUSTIÇA, O PASSADO SERÁ SEMPRE… PRESENTE
Não sei se ter memória é, nos tempos que correm (e “nasceram” há mais de 50 anos), uma qualidade. Creio que não. Alguém disse que quem estiver sempre a falar do passado deve perder um olho. No entanto, acrescentou que quem o esquecer deve perder os dois… Eu não estou sempre a falar do passado. Enquanto não for feita justiça, o passado é, será sempre, Presente. Por Orlando Castro al como o Papa Bento XVI recordou na sua viagem a Luanda, perante quase um milhão de fiéis, as “consequências terríveis”…
Leia maisNETO LIDEROU MATANÇA INDESCRITÍVEL
“Até que os leões tenham os seus próprios historiadores, as histórias de caça sempre vão glorificar o caçador”, provérbio africano. Em Angola é, precisamente, assim que actua o MPLA/poder ao impor aos demais a narrativa de heroicidade… É o único que tem heróis. Os outros, todos, são tidos como vilões. Por William Tonet MPLA não admite. Não aceita. Teima em ofuscar. Rejeita o óbvio. Não aceita a crueza dos factos. Impõe a retórica partidocrata. Pela força das armas. Tem medo da verdade. A verdade sobre a chacina de 27 de…
Leia maisANGOLA NUNCA TEVE PENA DE MORTE
Os mercenários da mentira e perfídia, autênticos mitómanos, continuam a cruzada, para legitimar o oceano de sangue e horrores cometidos em 1977. Estamos em Maio. Aproximamo-nos do fatídico dia 27! Por William Tonet uarenta e nove anos depois, os sobreviventes não devem continuar a resignar-se com retóricas assassinas, assentes na construção de estórias vampiras, quando se requer a manutenção e defesa da verdade com H de história real. Em 2026, o país é surpreendido com a estória de através de meios sofisticados de pesquisa cadavérica, técnicos, nominalmente identificados do regime,…
Leia maisACORDOS DO ALTO KAUANGO E A COBARDIA DO MPLA
Raramente o jornalista é notícia. Contudo, não deixa, antes e durante, de ser um cidadão que, mais do que qualquer outro, tem responsabilidades acrescidas, devendo por isso, sem pretensiosismos nem falsas modéstias, assumir junto daqueles a quem exclusivamente deve explicações, os angolanos, a verdade dos acontecimentos. Por Orlando Castro história escreve-se com a verdade que, mesmo quando bombardeada insistentemente pela mentira, acabará por se sobrepor a todo o género de maquinações e acções de propaganda. É, por isso, legítimo que se faça pedagogia e formação quando, por razões mesquinhas, alguns…
Leia maisESCATOLOGIA DE JOÃO LOURENÇO E A CONFIRMAÇÃO DO GENOCÍDIO DE MAIO 1977
A palavra escatologia deriva do grego: eschatos (último) e logia (estudo) significa o estudo teológico e filosófico das “últimas coisas” No caso concreto, a direcção do MPLA por mais que teime em não ver o óbvio: desgaste e descrença dos militantes e populares, a escatologia já lhe bateu à porta. Tem de aceitar, porque as acções de violação estatutária, da lei e constituição, constituem o marco do fim da sua história. Os escatologistas ideológicos do regime, teimam em tapar o sol com a peneira, mas os altos índices de rejeição,…
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