Ter memória e lembrar os (heróis) que fazem

“Portugal em Linha” comemora este ano 25 anos de existência (e resistência) ao serviço da Comunidade Lusófona. Sem subvenções nem isenções (seria, talvez, diferente se fosse “Portugal Online…). Foi mesmo só – para o bem e para o mal – teimosia, coragem e verticalidade de um (como outros) angolano que Angola escorraçou, escorraça e não reconhece, mas que a História sublima. Há uns anos, 26 no caso, isto antes da chegada ao poder em Portugal de carradas de políticos “nescafé” (mistura-se água e… já está), quando se abria o portal…

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A verdade dói mas liberta-nos da mentira

Ninguém pode mentir a um povo por todo o tempo. É hora dos políticos no poder serem ponderados, humildes e sinceros, em relação a história do país e não de tentarem impor aos demais as suas estórias, muitas da carochinha, como sendo marcos da história nacionalista. Por William Tonet Senão vejamos, o slogan: INÍCIO DA LUTA ARMADA PELO MPLA. É bom esclarecer, que num dia como o de hoje: 04.02.61, não teve início a luta armada, mas a segunda insurreição, nas cidades, para criar impacto mediático, depois da Baixa de…

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Está visto que não adianta chorar

Ontem, 14 de Janeiro, o Novo Jornal apresentou aquilo que a meu ver é um texto magnífico, escrito por Mário Afonso d’Almeida “Kassessa”, e intitulado “As minhas elucubrações: Tinha de ser assim?”. Por Carlos Pinho (*) Caro Mário Afonso d’Almeida “Kassessa”, acredito piamente que o senhor tenha escrito aquele texto do fundo do seu coração. Repito ainda, eu acredito piamente que o senhor acredita piamente naquilo que escreveu. Aliás, quem sou eu, um simples desconhecido, que apesar de ter nascido em Angola, trago para os genuínos o anátema da minha…

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Histórias da revolta de Cassange

A revolta da Baixa do Cassange. Assinala-se hoje, em Angola, este trágico acontecimento que ocorreu (até quanto à data não há certezas) no dia 4 ou 6 de Janeiro de 1961 e que na sua essência resultou da sublevação dos trabalhadores da cultura do algodão. Por Orlando Castro O tenente-coronel António Lopes Pires Nunes, no livro “Angola 61 – Da Baixa de Cassange a Nambuangongo” (Editora Prefácio) conta que “durante as operações de pacificação da Baixa do Cassange, o major Rebocho Vaz, comandante do Batalhão Eventual constituído para o efeito,…

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No meu antigamente na vida

Naquele tempo, lá na primeira metade da década de 1960, lá na cidade de São Paulo de Assunção de Luanda, sim já naquele tempo Luanda se escrevia com “u”, pois que o tempo em que Loanda se escrevia com “o” ainda era mais lá no antigamente na vida e eu ainda não tinha existência. Por Carlos Pinho Pois nesse meu antigamente na vida, em que eu era monandengue, ia lutar de espadachim lá nas Barrocas dos Coqueiros, eu e os meus kambas colegas de bairro, todos nós candengues, nós, a…

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A História de Angola segundo o Governo

Território habitado já na Pré-história, como atestam vestígios encontrados nas regiões das Lundas, Congo e o deserto do Namibe, apenas milhares de anos mais tarde, em plena proto-história, receberia povos mais organizados. Os primeiros a se instalarem foram os bochmanes – grandes caçadores, de estatura pigmóide e claros, de cor acastanhada. No início do século VI d.C., povos mais evoluídos, de cor negra, inseridos tecnologicamente na Idade dos Metais, empreenderam uma das maiores migrações da História. Eram os Bantu e vieram do norte, provavelmente da região da actual República dos…

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“Eu e a primeira-dama”

“Bem-vindo, senhor Presidente”, saudou o Santo Padre, em português. “Muito obrigado. É uma grande honra para mim”, respondeu o Chefe de Estado angolano, num longo e fraternal aperto de mãos. Quase fez lembrar o que se passara com o seu antecessor, José Eduardo dos Santos. Em declarações à Rádio Vaticano, o Chefe de Estado angolano disse que a conversa foi em torno da cooperação entre ambos os países, tendo informado ao Papa Francisco que Angola, sendo um Estado laico, promove a sã convivência entre as várias religiões. “Falamos de Angola,…

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Se até o Presidente não tem memória, é o fim da picada!

Pois bem. Em vez de escrevermos aos párocos do Bairro Operário, vamos directamente a “Deus”, evitando intermediários. Assim, permita-me V. Exa. Senhor Presidente da República, do MPLA e Titular do Poder Executivo, general João Lourenço, que lhe relembre sinteticamente quem é, para além de Angolano, Jornalista e fundador do Folha 8, William Tonet. Por Orlando Castro Em 1965, no Congo-Brazzaville, na base do Movimento, por orientação de Agostinho Neto, o ex-vice-presidente do MPLA, Matias Miguéis, foi enterrado vivo, tendo ficado a cabeça de fora durante dois dias para receber todo…

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Sem o MPLA, nem Angola,
nem África, existiriam

Novembro é o mês da (in)dependência e, como acontece há 44 anos, de rasgados elogios à (des)governação do MPLA e dos seus principais queridos líderes, Agostinho Neto, José Eduardo dos Santos e João Lourenço. A máquina do governo está pronta para continuar a encher (de propaganda) a barriga (vazia) dos autóctones. De facto, o “gabinete” do Governo/MPLA vocacionado para implementar promessas para todos os gostos e feitios está imparável. Todos nos recordamos, por exemplo, do anúncio que o Executivo pretende criar um arquivo histórico comum dos Países Africanos de Língua…

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Memórias da libertação

No dia 28 de Agosto, pelas 9 horas, terá lugar no Auditório da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, em Luanda, o Colóquio Internacional “Ecos da História: Memória, Comemoração e Silêncio na Luta de Libertação de Angola”. O evento inclui a mostra do filme Independência em colaboração com a ATD – Associação Tchiweka de Documentação. O Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, através do projecto CROME – Memórias Cruzadas, Políticas do Silêncio, e a Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, juntam-se para organizar um…

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