TRISTE SINA DE QUEM É ANGOLANO

Li há pouco a notícia de que o Sedrick de Carvalho escolheu a cidade de Santarém, em Portugal, para recomeçar a vida sem nunca esquecer as lutas contra a injustiça social. Aliás, o Facebook do Folha 8 refere tal situação. Por Carlos Pinho (*) E o meu espírito vagueou praticamente meio século, mais precisamente para Outubro de 1974, quando por mor de voz altamente avisada resolvi abandonar a minha terra. Naquela altura martelaram-me os ouvidos com dizeres do tipo “Isto não é mais a tua terra”, “Esquece Angola, se não…

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INCOMPETÊNCIA OU ESQUEMA?

Achei necessário trazer a público um assunto que pela gravidade já tinha de ser conhecido pela população há tempos. Nosso país é muito bem conhecido como um país com instituições extremamente desorganizadas, negligentes com o trabalho e muito pouco sérias, em suma, tudo menos produtivas. Nota-se logo o estado dos serviços prestados quando vamos para uma administração por exemplo (nem preciso aqui detalhar acerca, porque os angolanos sabem muito bem do que falo). Há um problema muito grave a se passar em instituições militares de importância inquestionável para o país,…

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A POLITIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Com a nomeação do novo executivo por parte do Presidente da República ficou evidente que continuamos (ainda) com a politização da administração pública ou simplesmente DEMOCRACIA PARTIDÁRIA, entendida como gestão pública (negócios) a partir dos interesses “particulares” dos partidos políticos. Se a principal empresa do país, que é o Estado, não funcionar e também for politizada, nenhuma empresa do país terá sucesso, e o próprio país não progredirá como poderia. Assim teremos sempre desempregados e pobreza. Por Adão Xirimbimbi AGX Jurista e Investigador A Administração Pública angolana é ineficiente devido…

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OS DESAFIOS DO NOVO GOVERNO

Logo após a sua investidura, vimos o Presidente da República, João Lourenço, reeleito nas últimas eleições de 24 de Agosto, a empossar os novos membros do Executivo. Por Octaviano Lucas Francisco Sociólogo e político Este novo Executivo evidência um alto nível de “acertividade” – embora possa se ter como uma questão muito subjectiva – mas que custou ao Presidente da República sempre uma atenção clínica “com quem contaria” entre os camaradas para conduzir os destinos desse país, aquando eleito, pela primeira vez, Presidente da República, e com os quais travou…

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MEMÓRIAS DA (DESPED)IDA

Nova Lisboa (Huambo). Antes de me despedir, eu gostaria de ter ido à festa da Queima da Raposa, dos finalistas do Colégio Alexandre Herculano, incinerar algumas memórias das negas que abandonei, vivas e tristes, a pairarem, como espíritos malignos, no ar do Cambiote, na anhara junto à casa do Tio Franklin, e que por vezes me visitam. Por José Filipe Rodrigues Os amores adolescentes com a Helena, a loira do Liceu (Nacional General Norton de Matos), que de tão perfeita e desejada até parecia oxigenada, a que foi com os…

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AS NOSSAS OPÇÕES/ESCOLHAS DE VIDA…

Há momentos em que a vida leva-nos a proceder à escolhas estratégicas que podem definir o sentido da nossa vida. Esses momentos, na história do indivíduo ou das comunidades, são muitas vezes determinados por concurso de circunstâncias de vária índole. Por Lukamba Gato No longínquo 1974, num contexto internacional e geoestratégico dominado pela Guerra-Fria, e a guerra colonial no plano interno, ocorreram três acontecimentos históricos, todos eles com clara relação causa e efeito, a saber: a) Um golpe de Estado em Portugal, protagonizado por capitães das Forças Armadas aos 25…

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O VAZIO TOMOU POSSE…

Sim, o vazio tomou posse, e a covardia de um Tribunal Constitucional sob as ordens do regime decidiu confiar o país ao cidadão João Lourenço que nunca conseguiu ser o presidente de todos os angolanos, aquele que nunca tentou ficar e subir acima a confusão partidária, através de um golpe constitucional cujo culminar do que espera o povo angolano nos foi oferecido hoje por este discurso vazio. Por Osvaldo Franque Buela (*) Este vazio que nos foi servido pelo chefe impostor não deve surpreender ninguém, porque apesar de roubar a…

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O ROSTO DA IMPOSTURA

Já se sabe não só em Angola e África mas sobretudo em todo o mundo que o senhor que se escondia atrás das “ordens superiores” tem agora o rosto e nome reconhecidos pelos registos civis do país. Por Osvaldo Franque Buela (*) Verdadeiro impostor, para não dizer criminoso a sério, mais parece do ponto de vista dos comportamentos e das formas pouco elegantes com que governou o país durante cinco anos, mais pelo assalto que orquestrou e que prepara-se para roubar o voto dos angolanos que votaram pela alternância de…

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ELEIÇÕES FORAM UMA LIÇÃO PARA MUITOS

Há vitórias que cheiram a derrotas, por muito grosso que os pretensos vencedores se manifestem no pós-escrutínio. As eleições angolanas do passado dia 24 de Agosto foram uma lição para muitos. Em primeiro lugar para o MPLA. Por Carlos Pinho (*) É por demais evidente que a constituição de uma Comissão Nacional Eleitoral (CNE) à maneira, deixa ficar todos com um pé atrás quanto à veracidade dos resultados eleitorais. Embora o líder da UNITA já tenha, em certa medida e fazendo fé no que li em alguns meios de comunicação,…

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ANGOLA E O PÓS-VOTO, MAS NÃO O PÓS-ELEIÇÕES

O acto eleitoral do passado dia 24 de Agosto, mostrou 3 factos importantes: 1 – uma eleição calma, descontraída, soberana e sem makas; 2 – uma elevada abstenção; e 3 – um forte indício de mudança. Por Eugénio Costa Almeida (*) No primeiro caso, a forma cívica como os eleitores se apresentaram ao acto eleitoral mostrou que os Angolanos já não recebem lições de terceiros como devem votar, como se comportar durante e após o acto de colocação do voto nas urnas. Só um facto, uma organização continua anómala: os…

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