Vamos esperar mais 56 anos

Uma especialista do International Finance Corporation (IFC), instituição do Banco Mundial, defende que o sucesso do programa de privatizações do Governo angolano não depende apenas do encaixe financeiro e não deve ser avaliado só no curto prazo. É verdade. O MPLA, que só está no governo há 44 anos, precisa de pelo menos mais 56 anos… Em entrevista à Lusa, Katia Daúde, representante interina do IFC para Angola, que assessora (claro!) as autoridades angolanas no processo, sublinhou que na lista das 195 empresas a privatizar encontram-se várias entidades que receberam…

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Contas furadas reflectem
boa (in)gestão do Governo

Dezasseis milhões de dólares foi o valor que o Estado angolano arrecadou, menos 64 milhões do que o previsto, com a privatização integral de cinco unidades industriais instaladas na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda/Bengo, inoperantes há 10 anos. No âmbito das (supostas) boas contas do MPLA, a projecção inicial era arrecadar 80 milhões de dólares, mas o mercado acabou por ditar o valor final das aquisições, revelando que mais uma vez os cálculos saíram furados. As unidades foram vendidas no quadro do processo de privatização de activos do Estado, que…

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Privatize-se o reino, já! Começando pelo Governo

O ministro da Agricultura e Florestas, António Francisco de Assis, pediu mais investimentos de operadores privados no sector agrícola, com vista a se elevar cada vez mais a produção. O melhor mesmo é privatizar-se todo o país. E já! Começando, obviamente, pelo Governo! Falando hoje, domingo, no município de Cacuso, província de Malanje, onde se inteirou do funcionamento de algumas empresas instaladas no Pólo Agro-industrial de Capanda, o ministro fez saber que ao Estado deve caber, essencialmente, a função de criar políticas de incentivo e de fiscalização das acções agrícolas.…

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Privatizações, Isabel e o alerta dos mercenários

O programa de privatizações lançado em Angola vai ser um teste ao executivo de João Lourenço e à confiança mútua entre investidores e Governo, defende o advogado Bruno Xavier de Pina, desde 2010 sócio da empresa de advogados PLMJ responsável por Angola. Com uma extensa lista de 195 empresas públicas angolanas de vários sectores a privatizar até 2022, Bruno Xavier de Pina realçou que a concretização bem-sucedida deste programa inédito, apresentado na terça-feira, terá “um grande impacto na economia”, mas a última palavra será dos investidores. Por isso, o sucesso…

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Desmantele-se o MPLA

A democracia não é um sistema de governo perfeito mas até ver não há melhor. Este aforismo, diz que da autoria de Churchill, está tão batido que já dá náuseas e por isso nunca o proferi verbalmente e jamais pensei escrever tamanho lugar-comum e frase tão “cliché” e por isso para me penitenciar vou eu próprio forjar um axioma que pode ser que fique nos anais profundos, pardacentos e penetrantes da história e seja lapidado em estelas imponentes. Aliás eu não gosto de Churchill e não apenas por ser um…

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Nem uma vaga ideia!

O ministro das Finanças angolano, Archer Mangueira, assumiu hoje que o Governo “ainda não tem uma estimativa de receitas” que serão arrecadadas com a privatização de 195 empresas públicas angolanas, admitindo, no entanto, possibilidade de “branqueamento de capitais”. “E m relação à previsão do encaixe financeiro que resultará do Programa das Privatizações [ProPriv], neste momento não temos ainda uma estimativa de receitas, porque resultará de um processo de avaliação de cada empresa que será sujeita à privatização”, afirmou hoje durante a sessão pública de apresentação do ProPriv, em Luanda. “Oportunamente…

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Angola está à venda!

Mais de 190 empresas públicas angolanas, 32 delas de referência nacional, serão privatizadas via Bolsa de Valores a partir deste ano para aumentar os níveis de eficiência, anunciou fonte do Ministério das Finanças. Essa dos níveis de eficiência tem piada. Lá vão os mesmos de sempre (do regime do MPLA) e o capital estrangeiro – mesmo que abutre – abocanhar a carne e deixar-nos os ossos… se não servirem para fazer farinha. Em Maio de 2018, o Governo previa privatizar 74 empresas públicas a médio prazo, sobretudo do sector industrial.…

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Maboques e mandioca vão
(é claro!) saber a lagosta!

O ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Marcos Nhunga, anunciou hoje o início, ainda este mês, do concurso para a privatização de fazendas agrícolas criadas com fundos do Estado angolano, acrescentando que está a ser finalizado pelo Ministério das Finanças o processo de avaliação do custo desses empreendimentos para se avançar para o processo de concessão. Em Outubro de 2018, o Presidente João Lourenço autorizou a abertura de concurso público para a privatização de 24 empreendimentos agro-industriais em Angola, medida destinada a promover o sector e (supostamente) diminuir o…

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Cinco para mim, quatro
para ti (tudo para nós!)

A Assembleia Nacional (do MPLA) aprovou hoje, na generalidade, a proposta de Lei de Base das Privatizações, que permite aos pequenos subscritores uma participação de até 20% no capital social das empresas a vender. O documento foi aprovado com 135 votos a favor, do MPLA, 44 contra da UNITA e oito abstenções da CASA-CE. A anteceder a discussão da proposta de lei, que actualiza o diploma legal sobre esta matéria, em vigor desde 1994, a bancada parlamentar da UNITA, maior partido da oposição, solicitou a “retirada temporária” da agenda deste…

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Se eu privatizo, logo existo

O novo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) angolano, instituído este mês por decreto presidencial, vai assumir o processo de privatização das empresas estatais. O IGAPE substitui, em termos de denominação, o anterior Instituto para o Sector Empresarial Público (ISEP). O novo instituto é criado como um “órgão especializado ao qual incumbe a regulação e monitorização do Sector Empresarial Público”, bem como a “execução da política e programa de privatizações e reestruturações, a gestão e o controlo das participações financeiras do Estado”. Vai ainda assegurar o…

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