Um desfile civil e militar com exibição das Forças Armadas Angolanas e integrando 10.000 participantes é o ponto alto das comemorações dos 40 anos da independência de Angola, a 11 de Novembro. [dropcap]O[/dropcap] evento consta do programa interno preparado pela comissão interministerial responsável pelas comemorações de 2015, prevendo que assistam a este desfile, em Luanda, 7.000 convidados, entre populares e VIP, e uma centena de convidados “presidenciais”, em representação de vários países. Ainda no dia 11 de Novembro está previsto um almoço presidencial, na baía de Luanda, com 3.000 convidados.…
Leia maisEtiqueta: Independência
“Escolhido de Deus”… indulta
O Presidente José Eduardo dos Santos, nunca nominalmente eleito e há 36 anos no poder, vai conceder indultos a presos condenados até 12 anos de cadeia, que tenham cumprido metade da pena, e a mulheres com filhos menores a cargo, para assinalar os 40 anos da independência de Angola. [dropcap]A[/dropcap] decisão consta de um decreto assinado pelo Presidente José Eduardo dos Santos, de 15 de Setembro, que alude ao aniversário da independência como “marco histórico de transcendental importância para todo o povo angolano”. O documento invoca as “vitórias alcançadas ao…
Leia maisAngola, mais um ano de (in)dependência
A caminho do 40º aniversário do 11 de Novembro, é hora de fazermos um balanço deste já não pequeno percurso. Normalmente, tenho dificuldades de iniciar este meu processo de revisão e reflexão, começando apenas a 11 de Novembro de 1975. Sinto-me sempre impulsionado e, mesmo sem querer, revejo-me no ano anterior, em 25 de Abril de 1974. Por José Patrocínio (*) [dropcap]P[/dropcap] ossivelmente porque fora essa fase, do 25 de Abril ao 11 de Novembro, um momento de importantes, profundas e marcantes mudanças. Foi, acredito, nesta fase onde ficou marcado,…
Leia maisGrito de revolta e dor
Ao que parece, os ortodoxos do regime – superiormente dirigidos por José Eduardo dos Santos (Presidente nunca nominalmente eleito e no poder deste 1979) – não conseguem deixar a todos nós algo mais do que a pura expressão da cobardia que, entre outras coisas, faz com que milhões de angolanos tenham pouco ou nada, e poucos tenham muitos milhões. Por Orlando Castro [dropcap]T[/dropcap] alvez esses génios, quase todos paridos nas latrinas dessa cobardia, pensem que não é necessário dar corpo e alma à angolanidade. É por isso que alimentam o…
Leia maisUm só partido, dois heróis
Em Setembro de 2009, o então ministro da Educação de Angola, Burity da Silva, afirmou que “a construção da angolanidade deve ser edificada com a participação de todas as culturas existentes, sem critérios estereotipados de exclusão”. Por Orlando Castro [dropcap]P[/dropcap] rova dessa tese, segundo o regime, continua a ser a comemoração do Dia do Herói Nacional em homenagem, pois claro, a António Agostinho Neto. Com 40 anos de independência, Angola continua a ser o MPLA e o MPLA continua a ser Angola. Foi assim, é assim e – pelos vistos…
Leia maisDeixem-nos (continuar a) ser optimistas
Estamos na recta final para a comemoração dos 40 anos da independência de Angola, reconhecida por nós como a Dipanda. É, talvez, uma boa altura para começarmos a fazer – ou tentar fazer – um balanço e perspectivas para Angola para os próximos anos. Por Eugénio Costa Almeida Investigador académico [dropcap]N[/dropcap] a realidade é mais correcto escrever “tentar fazer” do que avançarmos para afirmação de um balanço do que já aconteceu nestes 40 anos e, ainda mais difícil, perspectivar, nos actuais tempos de crises económica, política e social, o que…
Leia maisSavimbi na História de Angola
Os quadros da UNITA na Alemanha lamentam pela forma como o partido dos camaradas ( MPLA ) em pleno 40° ano da Independência, enquadra a UNITA e o seu líder fundador no lado incorrecto da História de Angola. Por João Kanda Bernardo Embaixador da UNITA na Alemanha [dropcap] É[/dropcap] arrepiante em pleno 13° ano desde o calar das armas ainda existir no país políticos que não se conformam com a mudança dos tempos, usando repetidas vezes o factor guerra como exemplo para voltar a terrorizar a consciência dos angolanos e…
Leia maisOtelo amigo, o MPLA esteve, está e estará sempre contigo!
Otelo Saraiva de Carvalho, um dos mais determinantes amigalhaços do regime angolano do MPLA, no poder desde 1975, diz que o atraso de Portugal a reconhecer independência de Angola foi “muito grave”. A reconhecer o governo do MPLA, quer ele dizer. [dropcap] “N [/dropcap] ão há dúvidas de que o reconhecimento tardio da independência de Angola levou a que nem sempre as relações com Portugal sejam boas. Há coisas que deixam marcas para sempre”, salientou. O “capitão de Abril” Otelo Saraiva de Carvalho considerou “muito grave” que Portugal tenha sido…
Leia maisCensura de facto, não de jure
No período pós-independência em Moçambique “nunca houve formal e oficialmente qualquer censura à imprensa”, mas o governo da Frelimo “sempre” ameaçou prender ou enviar jornalistas para campo de reeducação, diz à Lusa o jornalista moçambicano Fernando Lima. [dropcap] “O[/dropcap] regime (da Frelimo — Frente de Libertação de Moçambique) tinha uma mão pesada. Havia sempre ameaça de expulsão, prisão, de ser enviado para campo de reeducação. Isso encorajou muito a autocensura, uma vez que nunca houve formal e oficialmente qualquer censura à imprensa em Moçambique no período pós-independência. Formalmente, não havia…
Leia maisPodem matar os mensageiros, mas a mensagem, essa é eterna
A autonomia para a “província” de Cabinda é uma das teses que a UNITA defende. Seria meio caminho andado… se os donos do poder da potência ocupante, Angola, a isso estivessem receptivos. Mas não estão. O MPLA não vai nisso. Por Orlando Castro [dropcap]A[/dropcap] UNITA elegeu a descentralização político-administrativa de Cabinda, por entender que é a via para a resolução da “complexidade dos problemas históricos” do que chama enclave. A UNITA refere que só essa “descentralização” permite “maior agilidade, participação democrática e eficiência” na administração territorial e “consolidação da paz…
Leia mais