Banco Mundial, como muitos outros, vê o que não existe…

Banco Mundial, como muitos outros, vê o que não existe... - Folha 8

O Banco Mundial considera que a descida do preço do petróleo, a principal fonte de receita de Angola, vai tornar mais difícil manter a diversificação económica no país. Manter? Por Norberto Hossi [dropcap]O[/dropcap] Banco Mundial considera que a recente quebra dos preços do petróleo vai tornar mais desafiante o objectivo de Angola relativamente à diversificação da economia, porque a descida dos preços configura uma mudança estrutural de médio prazo. Por outras palavras, há males que vêm por bem. Se calhar, até porque o governo do MPLA, que (di)gere o país…

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Novos projectos? Depende!

Novos projectos? Depende! - Folha 8

A revisão do Orçamento Geral do Estado (OGE) vai amanhã, sexta-feira, à reunião do Conselho de Ministros e implicará a suspensão de “alguns projectos”, anunciou hoje o ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa. [dropcap]N[/dropcap] a origem da revisão das contas públicas está a nova “epidemia” que atingiu o país (embora previsível há muito tempo) e que dá pela designação de forte quebra na cotação internacional do barril de petróleo, para cerca de metade em seis meses, produto que garantiu 76% das receitas fiscais em 2013. “Alguns projectos vão…

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Já agora, venha daí novo aumento dos combustíveis

Já agora, venha daí novo aumento dos combustíveis - Folha 8

O presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, prevê a necessidade de subir os preços dos combustíveis no país em 10%, para reduzir os custos em subsídios públicos, depois de dois aumentos em 2014. [dropcap]N[/dropcap] uma altura em que o Governo prepara a revisão do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2015, estimando perder 14 mil milhões de dólares (12,4 mil milhões de euros) de receitas fiscais com a quebra na cotação do petróleo, o dirigente empresarial defendeu, em declarações à Lusa, que essa descida deve ser aproveitada…

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Os fundamentos macroeconómicos

Os fundamentos macroeconómicos - Folha 8

Os fundamentos macroeconómicos do país são sólidos, afirmou Governador do Banco do Nepotismo de Angola (BNA). Não poderia dizer outra coisa quando tomou posse, para não lhe provocarem a tosse e levar um pontapé na traseira antes de sentar-se na cadeira. Por Domingos Kambunji [dropcap]E[/dropcap] sta afirmação do Governador do BNA é um plágio da proferida pelo Senador John McCain do Arizona, quando seguia à frente nas sondagens durante a campanha eleitoral para Presidente dos EUA, tendo como adversário o jovem Senador de Ilinóis, Barack Obama: Os fundamentos da economia…

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Luanda espirra, Lisboa gripa

Luanda espirra, Lisboa gripa - Folha 8

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas referiu esta sexta-feira que o Governo acompanha “com muita atenção” a situação das empresas e emigrantes em Angola, face a “vários relatos” de dificuldades devido à quebra da cotação do petróleo. [dropcap]O[/dropcap] PCP questionou hoje o Governo português sobre se está a acompanhar a comunidade portuguesa residente em Angola e se admite criar um fundo de apoio para as empresas em dificuldades devido à falta de acesso a divisas. Contactado pela Lusa, o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, referiu ter conhecimento…

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O ”fosso económico” angolano

O ”fosso económico” angolano - Folha 8

A nova crise económica que se abate sobre Angola, depois das mil e uma crises sofridas desde há mais de cinco séculos, provocada desta vez pela súbita e abrupta queda do preço do petróleo, chegou mesmo mal a propósito. Por António Setas [dropcap]O[/dropcap] país não tem economia alargada e suficientemente diversificada e dizem que terá grandes dificuldades para pagar as suas dívidas e levar a cabo os seus projectos elaborados sob base de receitas calculadas a partir dos habituais e normais preços de mais de 100 dólares o barril. O…

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Crescimento em… baixa

Crescimento em… baixa - Folha 8

A Economist Intelligence Unit reviu em baixa a previsão de crescimento para Angola, prevendo agora que a economia cresça apenas 3,9% este ano, face a uma previsão inicial de 4,4%, devido aos preços do petróleo. [dropcap]”D[/dropcap] ado o continuado enfraquecimento dos preços do petróleo, revimos em baixa a nossa previsão de crescimento para 3,9%, face aos 4,4% iniciais, reflectindo a despesa pública mais baixa, no seguimento de uma queda dos preços do petróleo este ano, na ordem dos 19,3% e um abrandamento no aumento da produção de petróleo”, lê-se numa…

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Crise petrolífera afecta mas não anula crescimento

Crise petrolífera afecta mas não anula crescimento - Folha 8

A unidade de Estudos Económicos e Financeiros do BPI (Banco Português de Investimento) prevê que Angola cresça 5,2% este ano, pouco mais de metade da previsão oficial do Executivo de Luanda, que antecipa uma expansão económica de 9,7%. [dropcap]D[/dropcap] e acordo com a análise alargada de Janeiro à economia de Angola, os analistas do BPI consideram que Angola cresça 5,2% este ano, acelerando face aos 2,7% que o país deverá ter crescido em 2014, e com mais de um terço das receitas fiscais a vir do sector não petrolífero. Angola…

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Ajoelhou? Então tem de rezar

Ajoelhou? Então tem de rezar - Folha 8

De acordo com o mais nobre e impoluto paradigma do jornalismo mundial, o Jornal de Angola, o embaixador da Alemanha, Rainer Muller, reconheceu o papel do Executivo na pacificação dos conflitos regionais em África, salientando que “Angola tem sido o país exportador da estabilidade na região”. [dropcap]I[/dropcap] nevitavelmente o tema teria de ser manchete no nosso Pravda. E não é caso para menos. Todos quantos se ajoelham perante o “escolhido de Deus” merecem destaque, ou não fosse o “jornal” o Boletim Oficial da propaganda do regime. “Vimos com grande satisfação…

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“Elefantes brancos” são vitais à sobrevivência deste regime

"Elefantes brancos” são vitais à sobrevivência deste regime - Folha 8

A Economist Intelligence Unit considera que a descida nos preços do petróleo funciona – se acaso os donos do regime estivessem para aí virados – como incentivo à diversificação da economia de Angola, mas alerta que é preciso evitar a realização de obras megalómanas que sejam “elefantes brancos”. Por Orlando Castro [dropcap]M[/dropcap] as é aí que reside o busílis da questão. Isto porque são esses “elefantes brancos” que dão margem às grandes negociatas, aos lucros marginais, aos desvios. À corrupção, em síntese. E sem corrupção o regime não sabe viver…

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