… e assassinam um pediatra

Sílvio Dala, pediatra, morreu numa esquadra da Polícia. Para mim ele foi assassinado. Foi ele, como foram, como são, como serão muitos outros angolanos que o único “crime” que cometeram foi terem nascido. De facto, Angola não é um país, é um lugar muito mal frequentado por políticos esclavagistas. Fica a minha simplíssima homenagem a Sílvio Dala. Por Orlando Castro As minhas crianças de barriga vazia passam ao lado de todos os natais, esquecidas pelos que fazem poesia para ser cantada nos seus funerais. (…e assassinam um pediatra) Os abutres…

Leia mais

“Lucas Chivukuvuku não
foi assassinado”, diz a PGR

A Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola assegura que a morte do seu funcionário Lucas Chissolokumbe Chivukuvuku, na quinta-feira, em Luanda, envolta em suspeitas de homicídio por alegadamente investigar denúncias de corrupção, resultou de um acidente de viação. A posição sobre a morte do técnico da PGR, Lucas Chissolokumbe Chivukuvuku, sobrinho do líder da coligação CASA-CE, Abel Chivukuvuku, segunda força política da oposição em Angola, após vários dias de especulação, foi transmitida hoje, em conferência de imprensa, pelo vice-Procurador angolano, Mota Liz. “O trabalho preliminar realizado até hoje permite-nos dizer…

Leia mais

SIC iliba Mossad na morte, em Luanda, de um libanês

A Polícia angolana apresentou hoje quatro presumíveis autores do homicídio de um libanês, ocorrido a 1 de Janeiro, em Luanda, negando o envolvimento dos serviços secretos de Israel, a Mossad, neste caso, como denunciou anteriormente o Presidente do Líbano. Mossad que há muito “trabalha” com o regime de José Eduardo dos Santos. “E m função das nossas investigações, estão descartadas quaisquer possibilidades de terem sido outras forças a terem cometido esse crime. As nossas investigações nunca estiveram debruçadas pelas informações que foram veiculadas, nós desde muito cedo nos apercebemos que…

Leia mais

As (in)justiças da ditadura

O presidente da CASA-CE, Abel Chivukuvuku, acusou hoje a Justiça angolana de passar a mensagem que as entidades públicas podem “assassinar cidadãos” porque os autores são absolvidos. O líder da segunda força da oposição em Angola falava à Lusa depois de deixar a sala de audiências do Tribunal Provincial de Luanda em que foi conhecida a absolvição de um militar da Unidade da Guarda Presidencial que a 23 de Novembro de 2013 matou a tiro Manuel Hilberto Ganga, dirigente da organização juvenil CASA-CE. “Infelizmente, o tribunal passou aos angolanos todos…

Leia mais

Adiado o julgamento do UGP que matou Hilberto Ganga

O julgamento do caso dum jovem dirigente da oposição angolana morto a tiro por um militar da Unidade Guarda Presidencial (UGP) foi hoje suspenso, sem nova data, receando o advogado da família que “não se faça Justiça”. M anuel Hilberto Ganga, de 32 anos e dirigente da organização juvenil da coligação eleitoral Convergência Ampla de Salvação de Angola (CASA-CE), foi assassinado a tiro, em Luanda, a 23 de Novembro de 2013, depois de ter sido surpreendido – na versão oficial – a violar o perímetro de segurança da Presidência da…

Leia mais

(Quase) todos somos “Ganga”

(Quase) todos somos “Ganga” - Folha 8

Manuel Hilberto de Carvalho, “Ganga”, angolano, jovem militante e dirigente da CASA-CE, foi assassinado há um ano. Quem disparou foram elementos da Guarda Presidencial. No dia 12 de Dezembro de 2013 foi apresentada a respectiva queixa na DNIAP e na PGR. É este o país que a maioria não quer mas que uma minoria mantém acorrentado dentro do cárcere do regime. Por Orlando Castro A ssim sendo, ninguém foi nem será detido e o caso continua no âmbito das supostas averiguações policiais. As autoridades procuram ainda o candeeiro que encandeou…

Leia mais

Também nós somos Ganga, também nós exigimos justiça

Maria José Vitorino de Carvalho tem uma missão: exige justiça pelo assassinato político do seu filho primogénito, Manuel Hilbert de Carvalho Ganga, executado por um membro da Unidade de Segurança Presidencial (USP) a 23 de Novembro de 2013, com dois tiros nas costas. M aria José Vitorino de Carvalho acredita que é seu direito, como mãe e cidadã, clamar por justiça. Como avó, sente a responsabilidade de explicar, a seu tempo, a Uriel Tomás Ganga, de 3 anos, os esforços da família contra a impunidade do assassino e dos mandantes…

Leia mais